TOP 10 lugares mais caros do mundo para viajar

mesquita de concreto azul e bege em frente a rio, durante o entardecer, em abu dhabi, um dos lugares mais caros do mundo para viajar

Atualizado em 06/08/2026 por Bárbara Rocha Alcantelado

Alguns destinos cobram caro pela paisagem. Outros, pela moeda forte. E tem aqueles onde você paga simplesmente pelo endereço. Esta lista reúne os 10 lugares mais caros do mundo para viajar, com a conta de quanto custa passar um dia em cada um.

A seleção cruza rankings recentes, como o Julius Baer Global Wealth & Lifestyle e o levantamento de custo de vida do Numbeo, ambos de 2025, com o gasto real de quem viaja: hospedagem, comida e passeios. Em cada destino, respondemos por que custa tanto, quanto se gasta por dia e se vale a pena.

Apesar da fama, o preço final depende bastante das suas escolhas. Ao longo do post, mostramos como economizar em quase todos esses lugares.

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1. Nova York

carros passam em times square, avenida com prédios iluminados em nova york, um dos lugares mais caros do mundo para viajar
Manhattan concentra alguns dos endereços mais caros dos Estados Unidos, e a conta chega para o turista: hospedagem, gorjeta e refeição fora pesam mais aqui do que em qualquer outra cidade americana. (Foto: Denys Nevozhai / Unsplash)

Nova York abre a lista quase por obrigação. É um dos maiores centros financeiros e culturais do planeta, funciona 24 horas e concentra, num punhado de quarteirões, alguns dos endereços mais valorizados que existem.

Por que é tão cara: não é um fator só, são vários somados. A hospedagem em Manhattan é cara em qualquer época do ano, a gorjeta vem embutida em quase tudo (até o porteiro que carrega sua mala espera a dele) e uma refeição simples fora de casa já custa o que seria um jantar decente em outros lugares. Para ter noção: a fatia de pizza de rua, símbolo do “barato” nova-iorquino, já passa dos US$ 5.

Quanto custa um dia: de US$ 131 a US$ 363 por pessoa nos perfis econômico e intermediário, considerando hospedagem, alimentação, transporte local e passeios. No perfil luxo, com hotel bem localizado e restaurantes de nome, a média passa de US$ 1.100 por dia. 

Vale a pena? Vale, e por um motivo específico: poucas cidades entregam tanto sem cobrar ingresso. O Central Park é de graça, a balsa de Staten Island passa em frente à Estátua da Liberdade sem custar nada, e caminhar pela High Line ou pela Brooklyn Bridge preenche um dia inteiro. Dá para equilibrar uma diária cara com dias inteiros de programação gratuita — é isso que torna Nova York mais gentil com o orçamento do que a fama sugere.

Quando ir: primavera (abril a junho) e outono (setembro a novembro) trazem o melhor clima e preços mais amenos que o pico do fim de ano, quando a cidade fica linda mas os hotéis disparam.

O que fazer em Nova York 

  • Times Square — o coração elétrico da cidade, cercado de telões, lojas e teatros da Broadway.
  • Central Park — o respiro verde de Manhattan, com lagos, gramados e ciclovias. Piquenique aqui é o programa gratuito mais fácil da cidade.
  • Estátua da Liberdade — dá para ver de perto sem pagar nada: basta pegar a balsa de Staten Island, que é gratuita.

Onde ficar em Nova York

sofás e piscina, durante o entardecer em terraço de gansevoort meatpacking , um dos hotéis mais caros do mundo, localizado em nova york
As acomodações em Nova York são variadas e cheias de estilo. De hotéis luxuosos em Manhattan a hostels descolados no Brooklyn, há opções para todos os gostos e bolsos, sempre com muito conforto e boa localização. (Foto: Divulgação/ Gansevoort Meatpacking)
  • Gansevoort Meatpacking — piscina aquecida no rooftop, aberta inclusive no inverno, no meio da badalação do West Village. Para quem quer estar perto de galerias e restaurantes.
  • The Westin New York at Times Square — na própria Times Square, com Broadway e metrô a poucos passos. Quartos amplos e sala de jogos: funciona bem para quem viaja em família.
  • The Dominick Hotel — no SoHo, com spa, quatro restaurantes e janelas do chão ao teto. O 7º andar concentra piscina, bar e academia, longe do corre de Manhattan.

2. Mônaco

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O porto de Mônaco concentra megaiates e um dos metros quadrados mais caros do planeta. A isenção de imposto de renda para residentes é o que explica os dois. (Foto: Divulgação)

Mônaco é o segundo menor país do mundo e, metro a metro, um dos mais ricos. O principado espremido entre a França e o Mediterrâneo virou sinônimo de fortuna por um motivo bem prático.

Por que é tão caro: o principado não cobra imposto de renda de seus residentes. Isso atraiu milionários do mundo inteiro e empurrou o preço dos imóveis para o topo absoluto do ranking global. O resultado você vê na rua: Ferraris e Bentleys disputando vaga, o Cassino de Monte Carlo como point da cidade e, em maio, o Grande Prêmio de Fórmula 1 transformando as ruas estreitas no circuito mais icônico do automobilismo — e na semana mais cara do ano por aqui.

Quanto custa um dia: de US$ 289 a US$ 576 por pessoa, do perfil intermediário ao luxo. A faixa é mais baixa do que a fama sugere por um motivo específico: boa parte de quem visita Mônaco dorme na França e entra só para passar o dia.

Vale a pena? Vale, desde que você use exatamente essa brecha. Mônaco é minúsculo e colado à França — muita gente se hospeda em Nice ou em Beausoleil, a poucos passos da fronteira, e conhece o principado sem pagar a diária do principado. Como destino de dia inteiro, é imbatível. Como base de viagem, sai caro sem necessidade.

Quando ir: entre maio e setembro, quando o Mediterrâneo está no ponto. Só fique atento ao fim de maio: o GP de Fórmula 1 lota tudo e dispara os preços.

O que fazer em Mônaco

  • Cassino de Monte Carlo — o cartão-postal do principado, em arquitetura Belle Époque. Vale entrar mesmo sem apostar, mas os salões cobram taxa de entrada.
  • Palácio do Príncipe — residência oficial da família Grimaldi, com troca da guarda ao meio-dia.
  • Port Hercule — o porto dos megaiates, e o melhor lugar para entender de onde vem a fama do lugar.

Onde ficar em Mônaco

  • Hôtel de Paris Monte-Carlo — na Place du Casino, dividindo a praça com o Cassino de Monte Carlo. É o endereço mais icônico do principado e o que aparece em filme. Quem quer a experiência clássica de Monte Carlo começa e termina aqui.
  • Fairmont Monte Carlo — fica exatamente na curva do grampo do circuito de Fórmula 1, o que faz dele o hotel mais disputado da semana do GP. Fora de maio, é uma base central com acesso a pé ao cassino, à orla e aos restaurantes.
  • Alfred Hotels Monaco (Beausoleil) — do lado francês da fronteira, a poucos passos de Mônaco e perto da estação de trem. É a aplicação prática da dica deste bloco: você dorme na França, entra no principado a pé e não paga diária de Mônaco. Tem rooftop com vista.

3. Zurique

prédios às margens de rio, durante o entardecer em zurique, um dos destinos mais caros do mundo
Zurique à beira do rio Limmat. A maior cidade da Suíça divide com Genebra o posto de mais cara da Europa. (Foto: Claudio Schwarz / Unsplash)

Zurique é a maior cidade da Suíça e aparece ano após ano no topo das listas de cidades mais caras do mundo. Fica ao norte do país, tem moeda própria e mistura arquitetura medieval preservada com um centro financeiro pujante.

Por que é tão cara: o motivo é direto. Quem vive e trabalha na Suíça ganha muito bem, e os preços acompanham esse padrão. Um café simples passa de 6 francos e um jantar despretensioso ultrapassa os 40. Some a isso o franco suíço, uma das moedas mais valorizadas do mundo, e o câmbio faz o resto do estrago para quem vem de fora.

Quanto custa um dia: de US$ 368 a US$ 797 por pessoa, do perfil intermediário ao luxo. É a faixa mais alta entre as cidades europeias desta lista.

Vale a pena? Vale, e Zurique tem um trunfo raro: quase toda a paisagem é gratuita. Lago, rio e montanhas não cobram nada, o transporte público é impecável e a trilha mais bonita da cidade termina num mirante sem bilheteria. É dos poucos destinos caros em que o melhor programa do dia não entra na conta.

Quando ir: de junho a setembro, com dias longos e clima ideal para o lago e para as trilhas. O inverno compensa se o plano for esquiar nos Alpes.

O que fazer em Zurique

  • Centro histórico (Altstadt) — ruelas medievais, igrejas antigas, lojinhas e cafés.
  • Sechseläutenplatz e Lago de Zurique — a praça da Ópera dá direto no lago, ponto de partida dos passeios de barco.
  • Montanha Uetliberg — trilha de nível médio que termina num mirante com vista de toda a cidade, sem cobrar ingresso.

Onde ficar em Zurique

cama de casal, cadeiras e mesa de madeira em quarto de hotel europe em zurique
Os hotéis em Zurique são puro conforto e elegância. Há opções luxuosas com vista para os Alpes, boutiques charmosos no centro histórico e acomodações modernas perfeitas para explorar a cidade com estilo. (Foto: Divulgação/ Hotel Europe)
  • Hotel Europe — a poucos passos da Praça da Ópera e do Lago de Zurique, com decoração rústica e restaurante próprio. Boa base para explorar o centro a pé.
  • Renaissance Zurich Tower Hotel — boutique cinco estrelas com quartos elegantes e janelas panorâmicas. Restaurante de culinária suíça e academia completa.
  • La Réserve Eden au Lac Zurich — à beira do lago, em prédio histórico preservado. Alguns quartos têm varanda de frente para a água. É a opção mais sofisticada da lista.

4. Bora Bora

bangalôs sobre a água em laguna azul-turquesa em Bora Bora, um dos destinos mais caros do mundo para viajar
Os bangalôs sobre a água de Bora Bora, na Polinésia Francesa. O isolamento no Pacífico Sul é o que faz o preço: comida, combustível e material de construção chegam de barco ou avião. (Foto: Divulgação)

Bora Bora é aquela ilha da foto: laguna azul-turquesa, montanha vulcânica ao fundo e bangalôs de palafita com escada que desce direto para o mar.

Por que é tão cara: a explicação é de geografia. A ilha está longe de tudo, no meio do Pacífico Sul, e tudo que chega até lá vem de barco ou avião. Some resorts em ilhotas privativas, transfer feito de lancha e uma temporada de lua de mel que praticamente não tem baixa, e você entende de onde vem a conta.

Quanto custa a diária: aqui o que define o orçamento é a hospedagem, não o gasto do dia. A média das diárias em Bora Bora é de US$ 694, com os hotéis econômicos em torno de US$ 243 e os de luxo — a categoria dos bangalôs sobre a água — passando de US$ 1.570 por noite.

Vale a pena? Se a viagem for a comemoração de uma vida, lua de mel ou bodas, poucos lugares entregam tanto. Para quem quer o mesmo cenário gastando menos, ilhas vizinhas como Moorea oferecem paisagem parecida por um preço bem mais gentil — e dá para combinar as duas na mesma viagem.

Quando ir: de maio a outubro, a estação seca, com céu limpo, menos umidade e mar calmo para mergulho.

O que fazer em Bora Bora

  • Laguna e Monte Otemanu — o passeio de lancha pela laguna, com o vulcão ao fundo, é o programa número 1 da ilha.
  • Mergulho com arraias e tubarões — as águas rasas e transparentes fazem da ilha um dos melhores lugares do mundo para nadar com a vida marinha.
  • Praia Matira — a praia pública mais bonita da ilha, aberta a quem não está hospedado em resort.

Onde ficar em Bora Bora

  • Four Seasons Resort Bora Bora — em um motu privativo, com os bangalôs sobre a água que definem a imagem da ilha. É o endereço de lua de mel por excelência e a versão mais completa do que Bora Bora vende.
  • InterContinental Le Moana Bora Bora — na ponta de Matira, a área de laguna mais rasa e calma da ilha. Os bangalôs têm painel de vidro no piso, e a localização permite ir a pé até a praia pública, o que a maioria dos resorts de motu não oferece.
  • Tiki Ora Lodge — na ilha principal, a poucos minutos de Matira e de Vaitape, com piscina e bicicletas à disposição. É a alternativa para quem quer a mesma laguna sem a diária do bangalô — e a prova de que dá para conhecer Bora Bora fora do circuito de resort.

5. Maldivas

vila sobre a água com deque privativo em ilha de resort nas Maldivas, um dos destinos luxuosos para viajar
Nas Maldivas, cada resort ocupa a própria ilha e a chegada é de hidroavião ou lancha rápida. Essa logística é parte relevante do preço final. (Foto: Divulgação)

As Maldivas são um arquipélago de quase 1.200 ilhas no Oceano Índico, e a lógica de hospedagem aqui é diferente de qualquer outro lugar: cada resort fica na sua própria ilha privativa.

Por que é tão cara: você desembarca em Malé e segue de hidroavião ou lancha rápida até a sua ilha — o transfer sozinho já pesa no orçamento. Água cor de piscina, areia branca e uma vida marinha absurda mantêm o país como um dos destinos preferidos de lua de mel do planeta, o que segura as diárias lá em cima o ano todo.

Quanto custa a diária: a média geral das hospedagens no país é de US$ 333 por noite. Nos resorts de luxo de ilha privativa, a média sobe para US$ 827, chegando perto de US$ 1.542 na alta temporada.

Vale a pena? Vale, e as Maldivas ficaram bem mais acessíveis do que eram há dez anos. As guesthouses em ilhas locais habitadas mudaram o jogo: você conhece o mesmo mar, mergulha nos mesmos recifes e paga uma fração do preço do resort. A troca é o isolamento — em ilha local, valem as regras locais de comportamento e consumo de álcool.

Quando ir: de novembro a abril, a estação seca, com sol firme e mar calmo — melhor época para mergulho e praia.

O que fazer nas Maldivas

  • Snorkel e mergulho nos recifes — tartarugas, arraias-manta e, com sorte, tubarões-baleia.
  • Bangalôs sobre a água — a experiência clássica, com deque e escada direto para a laguna.
  • Ilhas locais — conhecer Malé e as ilhas habitadas mostra o país real, longe da bolha dos resorts. 

Onde ficar nas Maldivas

  • Anantara Kihavah Maldives Villas — no Atol Baa, com um recife próprio que é dos poucos ainda vivos e bem preservados do país. Para quem viaja pelo mergulho e não só pela foto, é o diferencial que importa.
  • Cinnamon Dhonveli Maldives — perto de Malé, com acesso de lancha rápida em vez de hidroavião. Isso corta uma parte relevante do custo e do tempo de deslocamento. Tem um pico de surfe famoso na própria ilha.
  • Merijaan Maldives (Maafushi) — guesthouse em ilha local habitada, longe do burburinho da praia principal. É a rota acessível de que fala este bloco: mesmo mar, mesmos recifes, uma fração do preço. Vale lembrar que em ilha local valem as regras locais de vestimenta e consumo de álcool.

6. Ilhas Cayman

barcos em mar azul, durante o dia em de ilhas cayman, um dos lugares mais caros do mundo para viajar
As Ilhas Cayman combinam mar de Caribe com custo de vida de primeiro mundo. Como paraíso fiscal, o território importa quase tudo que consome. (Foto: Ronny Rondon / Unsplash)

As Ilhas Cayman são um território britânico ultramarino no Caribe, a cerca de uma hora de voo de Miami. São três ilhas: Grand Cayman, a maior e mais procurada; Cayman Brac, conhecida pela pesca em alta-mar; e Little Cayman, minúscula e quase intocada.

Por que é tão cara: ilha remota com padrão de vida de primeiro mundo. Como paraíso fiscal, Cayman atraiu bancos, escritórios e uma população de alta renda, e quase tudo que se consome ali é importado. As duas coisas juntas puxam os preços para cima de qualquer outro destino caribenho.

Quanto custa um dia: de US$ 365 a US$ 821 por pessoa, do perfil intermediário ao luxo.

Vale a pena? Vale para quem ama praia e, principalmente, mergulho — os pontos de Grand Cayman estão entre os melhores do Caribe. Para quem quer só praia bonita, existem destinos caribenhos que entregam o mesmo mar por metade do preço. O diferencial de Cayman está debaixo d’água.

Quando ir: de dezembro a abril, a estação seca, fora da temporada de furacões (junho a novembro).

O que fazer nas Ilhas Cayman

  • Seven Mile Beach — a praia mais famosa de Grand Cayman, extensa e perfeita para snorkel.
  • Cayman Crystal Caves — cavernas com lagos e formações rochosas milenares no meio da mata.
  • Little Cayman — a menor ilha, com pouco mais de 200 moradores e natureza praticamente intocada.

Onde ficar nas Ilhas Cayman

vista aérea de piscinas de the westin grand cayman seven mile beach resort & spa, hotel em frente à praia nas ilhas cayman
Os hotéis nas Ilhas Cayman variam de resorts luxuosos à beira-mar a pousadas charmosas e villas privativas. Muitos oferecem vista para o mar, spas incríveis e acesso direto à praia, perfeitos pra relaxar e curtir o Caribe. (Foto: Divulgação/ The Westin Grand Cayman Seven Mile Beach Resort & Spa)

7. Reykjavik

aurora boreal ilumina o céu de reikjavìk, capital da islândia que é um dos lugares caros para viajar
A aurora boreal sobre Reykjavik aparece ao longo de toda a temporada de setembro a março, sempre que o céu está limpo e escuro. É o que move a economia islandesa no inverno. (Foto: Mike Swigunski / Unsplash)

A capital da Islândia é um daqueles destinos em que a paisagem justifica o gasto. Reykjavik é a base para explorar um país de vulcões, geleiras e fontes termais — e, de quase qualquer ponto da cidade, você avista montanhas e mar.

Por que é tão cara: o motivo é geográfico. A Islândia é uma ilha isolada no Atlântico Norte, importa quase tudo que consome e recebe um fluxo enorme de turismo. Um jantar simples em Reykjavik custa o que seria uma refeição especial no Brasil, e os passeios de natureza têm preço de primeiro mundo.

Quanto custa um dia: de US$ 254 a US$ 589 por pessoa, do perfil intermediário ao luxo, considerando a média do país.

Vale a pena? Vale, e a Islândia tem um equilíbrio raro: os passeios guiados são caros, mas as paisagens mais impressionantes são de acesso livre. Cachoeiras, praias de areia preta e boa parte do Círculo Dourado não cobram entrada. Quem aluga carro e monta o próprio roteiro corta uma fatia enorme do orçamento sem perder nada do essencial.

Quando ir: depende do objetivo. Para ver a aurora boreal, a temporada vai de setembro a março, quando as noites são longas e escuras. Para dias claros, trilhas e estradas abertas, o verão (junho a agosto) é a melhor época.

O que fazer em Reykjavik

  • Hallgrímskirkja — a igreja símbolo da cidade, com mirante no alto e vista panorâmica.
  • Blue Lagoon — a lagoa geotérmica a cerca de 35 minutos do aeroporto. Reserve com antecedência.
  • Sun Voyager e a orla — a escultura à beira-mar e o calçadão, passeio gratuito com vista para as montanhas.

Onde ficar em Reykjavik

fachada do hotel borg by keahotels em reykjavik, durante a noite
Os hotéis em Reykjavik vão dos luxuosos com vista para o mar até opções boutique e aconchegantes no centro. Muitos oferecem spa, design escandinavo e acesso fácil às principais atrações da cidade. (Foto: Divulgação/ Hotel Borg by Keahotels)
  • Hotel Borg by Keahotels — clássico art déco a 200 metros da Laugavegur, com spa, sauna e academia.
  • Black Pearl Apartment Hotel — apartamentos contemporâneos com varanda e cozinha própria, para quem quer autonomia de horário.
  • Reykjavik Natura — ao lado de um bosque tranquilo, com academia, bar, restaurante e spa. Bom para quem gosta de começar o dia caminhando.

8. Dubai

skyline de Dubai com o Burj Khalifa iluminado ao entardecer, um dos lugares mais chiques do mundo
Dubai abriga o Burj Khalifa, o prédio mais alto do mundo, e subiu posições no ranking Julius Baer de 2025. Ainda assim, é a cidade mais flexível de orçamento desta lista. (Foto: Divulgação)

Dubai é a cidade mais conhecida dos Emirados Árabes Unidos e virou sinônimo de excesso: ilhas artificiais, shoppings com pista de esqui coberta e uma coleção de hotéis que competem para ver quem entrega mais luxo.

Por que é tão cara: a cidade construiu a reputação sobre o alto padrão e cobra por ele. O Julius Baer 2025 colocou Dubai à frente de Zurique na lista de destinos de alto padrão, puxada por hotelaria, gastronomia e serviços de luxo.

Quanto custa um dia: de US$ 289 a US$ 751 por pessoa, do perfil intermediário ao luxo. A distância entre as duas pontas é a maior desta lista, e não é por acaso.

Vale a pena? Aqui vai a parte que quase nenhum post conta: Dubai é cara se você quiser que ela seja. A cidade tem metrô eficiente e barato, praias públicas gratuitas, comida de rua excelente em bairros antigos como Deira e Bur Dubai, e a vista do topo do Burj Khalifa custa uma fração do que se imagina. Dá para montar uma viagem de luxo de verdade ou uma viagem econômica surpreendente — as duas cabem na mesma cidade.

Quando ir: de novembro a março, quando o calor extremo do deserto dá trégua.

O que fazer em Dubai

  • Burj Khalifa — o prédio mais alto do mundo, com mirante nos andares superiores.
  • Deserto de Dubai — safári com 4×4, camelo e jantar sob as estrelas, o passeio mais procurado da cidade.
  • Dubai Mall e Dubai Fountain — um dos maiores shoppings do planeta, com aquário gigante e show de águas dançantes gratuito do lado de fora.

Onde ficar em Dubai

  • Atlantis The Palm — na ponta da Palm Jumeirah, com parque aquático e aquário dentro da propriedade. É o hotel-símbolo do excesso que fez a fama da cidade, e funciona especialmente bem para quem viaja com crianças.
  • Waldorf Astoria Dubai Palm Jumeirah — praia própria na Crescent, com clima mais silencioso que o dos vizinhos. Boa escolha para casal que quer a Palm sem o volume de gente do Atlantis.
  • ibis Dubai Al Rigga (Deira) — a poucos passos da estação de metrô, no meio da parte antiga da cidade, cercado de restaurantes e comércio. É a materialização do argumento deste bloco: dá para dormir bem, andar de metrô e comer excelente em Dubai gastando pouco.

9. Abu Dhabi

arranhas céus, durante a noite, em abu dhabi, capital dos emirados árabes que é um dos lugares mais chiques do mundo
A Grande Mesquita Sheikh Zayed, em Abu Dhabi, é uma das maiores do mundo e não cobra entrada. A capital dos Emirados é financiada pelo petróleo e pelo gás natural. (Foto: Kevin JD / Unsplash)

Abu Dhabi é a capital dos Emirados Árabes Unidos e o emirado mais rico do país. A cidade combina arranha-céus modernos, mesquitas monumentais, ilhas artificiais e uma cena cultural que cresce a cada ano.

Por que é tão cara: o que sustenta esse padrão é a economia do petróleo e do gás natural, que financia megaprojetos e um turismo de luxo em ritmo acelerado. O custo alto está concentrado na hotelaria de ponta e nos parques temáticos.

Quanto custa um dia: de US$ 197 a US$ 439 por pessoa, do perfil intermediário ao luxo. É a faixa mais baixa entre os dez, e isso diz algo sobre a cidade.

Vale a pena? Vale, e Abu Dhabi é provavelmente o destino com melhor relação custo-benefício desta lista. A Grande Mesquita Sheikh Zayed, principal ícone da cidade, não cobra entrada. Os hotéis de padrão internacional saem por diárias que seriam impensáveis em Dubai ou Zurique. Se a ideia é conhecer os Emirados sem estourar o orçamento, comece por aqui.

Quando ir: de novembro a março, fugindo do calor intenso do verão no Golfo.

O que fazer em Abu Dhabi

  • Grande Mesquita Sheikh Zayed — uma das maiores do mundo, em mármore branco, com entrada gratuita.
  • Louvre Abu Dhabi — a primeira filial do museu parisiense fora da França, com arquitetura deslumbrante.
  • Ferrari World — parque temático da Ferrari com a montanha-russa mais rápida do mundo, que chega a 240 km/h.

Onde ficar em Abu Dhabi

piscina e fachada de hotel shangri-la qaryat al beri, durante a noite em abu dhabi
Os hotéis em Abu Dhabi são puro luxo! Com vistas deslumbrantes, praias privativas, spas sofisticados e restaurantes premiados, eles oferecem conforto máximo, de resorts à beira-mar a hospedagens modernas no coração da cidade. (Foto: Divulgação/ Shangri-La Qaryat Al Beri)
  • Hilton Abu Dhabi Yas Island — colado ao Ferrari World, com três restaurantes, piscina e quartos amplos. Escolha certa para quem vai atrás dos parques.
  • Shangri-La Qaryat Al Beri — praia privativa, passeio de gôndola pelos canais e spa. Quartos decorados no estilo local, com varanda.
  • Bab Al Qasr Hotel — praia privativa, spa marroquino e gastronomia variada, de comida peruana a café árabe.

10. Singapura

super árvores falsas em garden by the bay, um jardim que é uma das principais atrações de singapura, um dos lugares mais caros do mundo para viajar
As superárvores do Gardens by the Bay. Singapura lidera rankings de custo de vida desde 2025, mas o gasto diário do turista é o mais baixo desta lista. (Foto: Coleen Rivas / Unsplash)

Singapura fecha a lista carregando um título e tanto: já foi apontada mais de uma vez como a cidade mais cara do mundo para viver, e segue no topo dos rankings de custo de vida.

Por que é tão cara: a cidade-estado separou-se da Malásia em 1965 e virou um dos maiores centros financeiros e de comércio marítimo do mundo. Recebe executivos, gente de alta renda e casais em lua de mel, o que empurra o custo de hospedagem para cima e faz de Singapura a cidade mais cara do Sudeste Asiático.

Quanto custa um dia: de US$ 179 a US$ 486 por pessoa, do perfil intermediário ao luxo. É a menor faixa desta lista — e o dado que melhor resume o paradoxo da cidade.

Vale a pena? Vale, e Singapura é o caso mais claro de descompasso entre custo de vida e custo de viagem. O custo de morar ali é altíssimo. O de visitar, não. O Jardim Botânico e a Reserva Natural de Bukit Timah são gratuitos, o transporte público é excelente e barato, e os hawker centers servem comida premiada por poucos dólares. O que pesa mesmo é a hospedagem — resolvido isso, o resto é surpreendentemente acessível. 

Quando ir: de fevereiro a abril, os meses mais secos. A cidade é quente e úmida o ano inteiro, então não existe estação ruim, só meses com menos chuva.

O que fazer em Singapura

  • Gardens by the Bay — o parque futurista das superárvores. Caminhar pelos jardins é gratuito; a passarela suspensa tem ingresso baixo.
  • Templo Thian Hock Keng — o templo chinês mais antigo da cidade, de 1840, com entrada gratuita.
  • Boat Quay e Marina Bay — a orla dos restaurantes e bares, com vista para os arranha-céus.

Onde ficar em Singapura

pessoas tomam banho em piscina de borda infinita com vista para a cidade, durante o entardecer em Singapura
As acomodações em Singapura são tão variadas quanto a cidade: há hotéis luxuosos com vistas incríveis da Marina Bay, opções boutique charmosas em Chinatown e hostels modernos ideais para viajantes jovens e solo. (Foto: Divulgação/ Marina Bay Sands)
  • Marina Bay Sands — o hotel-ícone da cidade, com a piscina de borda infinita mais fotografada do mundo. É a experiência que muita gente vem buscar em Singapura.
  • Shangri-La Hotel — seis hectares de jardins tropicais, com lago, cachoeira e orquídeas. Três alas, sendo a Garden Wing com quartos estilo villa.
  • KēSa House — em Keong Saik Road, no coração de Chinatown, a poucos minutos a pé de duas estações de metrô e do Maxwell Food Centre.

Quanto custa conhecer os lugares mais caros do mundo

vista aérea de piscina em varanda de north island lodge, hotel mais caro do mundo de frente para a praia em seychelles
Seychelles abriga o hotel mais caro do mundo: o North Island Lodge. Com villas luxuosas à beira-mar, praia privativa, spa, passeios e jantares à luz de velas, ele oferece uma experiência exclusiva e inesquecível.

Estimativa de gasto médio por pessoa, por dia — hospedagem confortável, refeições e passeios inclusos. Valores em dólar (mais estável que real) e sempre aproximados: variam com câmbio, temporada e estilo de viagem.

Destino País Por que é um dos lugares mais caros do mundo Gasto médio por dia
Nova York Estados Unidos Metro quadrado mais caro dos Estados Unidos e serviços frequentemente acrescidos ao preço US$ 250–450
Mônaco Mônaco Ausência de imposto de renda e alguns dos imóveis mais caros do mundo US$ 400–800
Zurique Suíça Salários elevados influenciam o custo de hospedagem, alimentação e serviços US$ 220–400
Bora Bora Polinésia Francesa Muitos produtos chegam de barco ou avião, e os bangalôs sobre a água encarecem a hospedagem US$ 500–1.000
Maldivas Maldivas Resorts em ilhas privativas e transfers feitos de lancha ou hidroavião US$ 400–900
Ilhas Cayman Reino Unido Localização remota, perfil de paraíso fiscal e forte dependência de produtos importados US$ 300–550
Reykjavik Islândia Alto custo de vida, dependência de importações e elevada demanda turística US$ 200–380
Dubai Emirados Árabes Unidos Turismo voltado ao luxo, hotéis sofisticados e atrações de alto padrão US$ 180–400
Abu Dhabi Emirados Árabes Unidos Megaprojetos, hotéis sofisticados e turismo voltado ao público de alto padrão US$ 180–350
Singapura Singapura Alto custo de moradia, transporte, hospedagem e serviços US$ 150–300

Curtiu os lugares mais caros do mundo para viajar?

E aí, depois dessa nossa seleção com 6 dos lugares mais caros do mundo para viajar, já decidiu qual será o próximo destino luxuoso das suas férias? Espero que tenhamos ajudado! 

Agora, se você achou tudo muito caro, que tal começar a juntar dinheiro para viajar?  Pode levar um tempo, mas você vai poder tirar o seu sonho do papel.

Incluiria algum outro destino nessa lista? Conta para a gente nos comentários.

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