Tudo sobre Kiwi Picking na Nova Zelândia.
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Tudo sobre Kiwi Picking na Nova Zelândia.




Kiwi Picking na Nova Zelândia

Viajantes do mundo inteiro vem para a Nova Zelândia com o intuito de viajar e ao mesmo tempo levantar uma grana, uma vez que o país oferece muitas oportunidades de trabalhos temporários na área de horticultura.

O setor é um grande exportador de alto valor e  crescimento.  Contribuem para este desempenho o meio ambiente do país, limpo, verde, de geografia e clima variados e solo de excelente qualidade.

Colheitas de Kiwis, maçãs, cerejas e damascos acontecem em regiões e épocas diferentes, garantindo aos viajantes trabalho em fazendas e casas de empacotamento durante o ano todo.

Trabalho em plantações de kiwi (kiwi picking):

A plantação de kiwi gera milhões de empregos na Nova Zelândia.

Nas fazendas, o trabalho é realizado em três etapas: colheita que acontece entres os meses de março a junho, winter pruning (poda de inverno) que acontece entre os meses de julho e setembro e é feito o trabalho de renovação de galhos para a próxima colheita, e o summer pruning (poda de verão) que é uma manutenção das árvores para que se tenha controle do crescimento.

Mas o trabalho também está relacionado às Packing houses (casa de empacotamento) onde a fruta é embalada para a exportação para a Ásia e Europa

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Como funciona o trabalho:

São geralmente trabalhos por temporada, de acordo com a necessidade do empregador, numa determinada época do ano. Passado o período, o emprego deixa de existir, para emergir meses depois ou no próximo ano.

O horário pode ser Full-Time, mas a duração será restrita. Essas empresas usualmente contratam Kiwis e pessoas de outras nacionalidades portadoras de Working Holiday Visa, ou estudantes durante o período de férias com um Work Visa. Fazem contratos temporários e são extremamente exigentes quanto ao visto de trabalho, pois em caso de fiscalização, pagam multas altíssimas por empregarem pessoas sem  permissão de trabalho.

Infelizmente para os brasileiros este não é um tipo de trabalho muito acessível, pois o único visto que o permite é o Working Holiday, elegível apenas paras pessoas de 18 a 30 anos e com restrição de 300 vagas por ano. Uma pena! As inscrições abrem no dia 01 de setembro e geralmente acabam no dia da abertura. http://www.immigration.govt.nz/migrant/stream/work/workingholiday/.

Quanto ao salário, recebe-se por semana, geralmente nas quartas ou quintas-feiras. Pode ser pago por hora ou por produção (quantidade de sacolas colhidas), geralmente variando de NZD 13.50 a NZD 15 por hora.

O trabalho em colheitas de kiwi é extremamente dependente do clima e, em caso de chuva é interrompido por dias. Por causa disso, é difícil estimar o quanto se ganha por  mês. Mas, trabalhando sem interrupção, é possível chegar a NZD 720 em uma semana. Nada mal, né?

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Onde procurar trabalho:

Se estiver hospedado num albergue, não terá grande dificuldade. Em algum lugar haverá uma placa de emprego ou então os proprietários irão anunciar as diversas vagas que surgem quase que diariamente.

Os donos dos albergues mantém relações com uma série de produtores  de diversos setores da região, no intuito de intermediar esses trabalhos e garantir a estada dos backpackers no albergue durante todo o período do contrato.

Os empregadores buscam a mão de obra entrando em contato diretamente com o albergue, que fica a cargo de preencher as vagas. Dessa forma eles prestam serviço para os dois lados, suprindo a demanda de mão de obra das empresas e garantindo oferta de trabalho aos backpackers. Um  negócio bastante inteligente e lucrativo para os backpackers, mas que acaba sendo bom para todos!

O Bell Lodge www.bell-lodge.co.nz , backpacker onde ficamos hospedados por 3 meses em Tauranga, recebe centenas de viajantes durante o ano todo, com a promessa de conseguir empregos temporários. Acompanhamos de perto e vimos dezenas de vagas serem anunciadas semanalmente. Viajantes do mundo no mesmo lugar e com o mesmo objetivo: juntar grana para a próxima etapa neste país maravilhoso!

Mas é aconselhável vir com uma reserva de dinheiro para não ficar frustrado em caso de chegar numa  época de chuva ou que não tenha trabalho para todos, pois você terá que pagar por acomodação e comprar comida, independente de estar trabalhando ou não!

Além dos backpackers, existem alguns sites para busca de trabalho temporário em Fazendas, Agricultura e Horticultura:

Curiosidades sobre o Kiwi Fruit:

 – A Nova Zelândia é o Segundo maior produtor de kiwi do mundo ficando somente atrás da Itália.

-Kiwi ouro (kiwi gold) é uma fruta originaria da China, geneticamente modificada, que não se encontra no Brasil. É possível se ver a diferença do kiwi verde (encontrado no Brasil) no formato, na cor e no sabor, bem mais doce.

– A Nova Zelândia foi a primeira a entrar no mercado global com o ZESPRI™ Gold, a nova variedade de kiwi ainda mais doce.

-Cerca de 5% das exportações de kiwis e frutas com sementes são de produtos orgânicos

-HortResearch está desenvolvendo novas variedades comerciais de minikiwi, que é do tamanho de uma cereja grande.A fruta tem um sabor superdocee pode ser comida inteira, como se fosse uva.

Regiões para trabalho em colheitas de frutas na Nova Zelândia:

A pequena cidade de Te Puke (a 25 quilômetros de Tauranga) é a capital da fruta kiwi da Nova Zelândia. A maioria da produção de kiwi da Nova Zelândia é cultivado em Bay of Plenty (representando 80% das exportações do País) juntamente com avocados, uvas, frutas cítricas e muitos frutos subtropicais.

Kerikeri em Northland, é outra área de grande produção de kiwi na Nova Zelândia.

Assim como Gisborne, Hawke’s Bay além de grande produtor de kiwi, se destaca como forte produtor de maçãs na Nova Zelândia.

Na ilha sul,  entre Dunedin e Queenstown, há produção intensa de cerejas, damascos, pêssegos e nectarinas.

Bárbara Rocha

Bárbara Rocha

Melhores Momentos da vida - Nômades Digitais at Alcantelado & Rocha
Jornalista e produtora cultural, desistiu de esperar ser rica um dia para ir atrás do sonho de conhecer todos os países do mundo. Fanática por livros, gastronomia, música e filmes. É sócia da agência Alcantelado & Rocha e nômade digital.
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