02/10/2026 Por Bárbara Rocha
Poucos destinos da América do Sul dão conta de agradar tanta gente diferente quanto Bariloche. Cercada de lagos, rios e montanhas, com a Cordilheira dos Andes de pano de fundo, San Carlos de Bariloche entrega paisagem e programa o ano inteiro — muda só o clima e o tipo de aventura.
Como boa parte dos brasileiros, a gente foi pela primeira vez no inverno, atrás da neve. Mas voltamos convencidos de que cada estação tem a sua graça: o verão dos lagos, o outono cor de fogo, a primavera florida.
E dá para viajar do seu jeito: tem passeio romântico para casal, tem neve e brincadeira para as crianças e tem aquele programa de não fazer nada além de contemplar a montanha com um chocolate quente na mão. Reunimos aqui tudo o que fazer em Bariloche, estação por estação, com os nossos passeios preferidos e as dicas para você montar a viagem perfeita.
Quantos dias ficar em Bariloche?
Bariloche funciona como uma cidade-base: você se hospeda nela e sai para os passeios ao redor, quase todos a menos de uma hora. Por isso, dá para montar uma boa viagem em poucos dias — o segredo é casar os passeios com o clima.
Com quatro dias, você cobre o essencial: o Circuito Chico, um dia de montanha (Cerro Catedral no inverno; Otto ou Campanário no verão) e o Centro Cívico. Com cinco dias, o ritmo fica ideal — sobra tempo para uma navegação pelo lago ou um dia extra de neve, sem correria. Já com sete dias ou mais, dá para encaixar um bate-volta de dia inteiro, como a Rota dos Sete Lagos ou o Cerro Tronador.
Nossa dica de ouro: deixe os dias mais abertos para o que depende do clima (Catedral, passeios de barco, trilhas) e guarde os programas cobertos — chocolaterias, Centro Cívico, museu, patinação no gelo — para quando o tempo fechar. Em Bariloche, a montanha muda de humor rápido, e ter essa folga salva o roteiro.
Vai dirigir em Bariloche? Não é obrigatório: boa parte dos passeios tem excursão com transporte, e o ônibus urbano chega ao Cerro Catedral e ao Cerro Campanário. Mas o carro dá liberdade, sobretudo para o Circuito Chico e para quem fica na Avenida Bustillo, longe do centro. No inverno, atenção: algumas estradas de montanha só liberam acesso com correntes nos pneus, e é preciso saber instalá-las e dirigir na neve. Sem essa experiência, transfers e excursões resolvem com muito menos estresse.
Roteiro pronto de 5 dias em Bariloche
1º dia em Bariloche — Chegada e Centro Cívico
- Manhã e tarde: dia de desembarque. Vá com calma, sinta o clima da cidade e explore o Centro Cívico e a Rua Mitre, entre lojinhas de arquitetura alpina e chocolaterias — aproveite para trocar dinheiro e, se for inverno, alugar a roupa de neve.
- Noite: para jantar, o La Marmite é uma boa pedida — o fondue cai perfeito no frio.
2º dia em Bariloche
- Manhã e tarde: faça o Circuito Chico, a rota que emenda os cartões-postais da região — com parada no Cerro Campanário para a vista de tirar o fôlego.
- Noite: Bariloche é terra de cervejaria artesanal. Encerre na Cervejaria Manush, com rótulos locais e boa comida.
3º dia em Bariloche
- Manhã e tarde: dedique o dia ao Cerro Catedral, o maior centro de esqui da América do Sul, com pistas para todos os níveis (e, no verão, trilhas e vista). No inverno, é o dia da neve.
- Noite: depois de um dia na montanha, nada como uma refeição reconfortante no Familia Weiss, num salão que parece um chalé alpino.
4º dia em Bariloche
- Manhã e tarde: hora de ver o lago por dentro. Se a navegação estiver operando e o tempo colaborar, faça o passeio de barco à Isla Victoria e ao Bosque de Arrayanes, saindo do Puerto Pañuelo — uma das navegações mais bonitas da região e um passeio que pode ser feito também nos meses frios. Se preferir um dia de montanha, o Cerro Otto é uma ótima alternativa; com mais tempo, também dá para considerar um bate-volta a Villa La Angostura.
- Noite: jante no Alto El Fuego, numa casinha charmosa da parte alta do centro — carne de primeira, melhor reservar.
5º dia em Bariloche
- Manhã e tarde: feche a viagem com calma, caminhando pelas margens do Lago Nahuel Huapi, com as águas azuis e a Cordilheira dos Andes ao fundo. Sobra tempo para as últimas compras de chocolate na Rapa Nui.
- Noite: no inverno, encerre com a Noche Nórdica — moto de neve sob as estrelas e jantar num refúgio na montanha. No verão, troque por um pôr do sol no Llao Llao ou um jantar no El Boliche de Alberto.
Tem mais dias? Com 6 ou 7, encaixe um bate-volta de dia inteiro: a Rota dos Sete Lagos (via Villa La Angostura) ou o Cerro Tronador, ambos passeios que pedem folga na agenda.
O que fazer em Bariloche: 20 atrações que recomendamos
1. Conhecer Bariloche pelo Circuito Chico
Se existe um passeio que resume Bariloche, é o Circuito Chico. São cerca de 60 km margeando o lago Nahuel Huapi, num percurso de 3 a 4 horas que emenda um cartão-postal no outro: o Hotel Llao Llao, a Capela San Eduardo, o Porto Pañuelo, a Bahía López e o mirante do Punto Panorâmico, com a Cordilheira dos Andes aberta na sua frente.
Para nós, o ponto alto é o Cerro Campanário: sobe-se de aerosilla e, lá de cima, a vista dos lagos e das montanhas é de 360 graus. Pelo caminho ainda aparecem lojinhas, cervejarias e restaurantes para provar a produção local.
Dá para fazer de carro, no seu ritmo, ou com uma empresa de turismo. A gente optou por reservar o Circuito Chico pelo Get Your Guide: além do translado ida e volta, veio um guia que rendeu boas histórias e dicas da cidade.
2. Passear pelo centrinho de Bariloche
O Centro Cívico é parada obrigatória em qualquer roteiro, faça sol ou neve. É ali que ficam o Museu da Patagônia, a Biblioteca Popular Domingo Faustino Sarmiento, o Correio e a prefeitura com seu relógiozão — tudo em volta de uma praça onde, com sorte, você cruza com os são-bernardos, que viraram símbolo da cidade (rende foto garantida).
Vale perder um tempo só observando as construções de pedra e madeira, inspiradas nos Alpes. A dois passos dali estão as avenidas Mitre e Libertad, cheias de lojas: pare na Rapa Nui para um sorvete artesanal e garanta os chocolates na Mamuschka.
3. Esquiar em Cerro Catedral
Planejando o que fazer em Bariloche no inverno? Põe o Cerro Catedral no topo da lista. A cerca de 20 km do centro, é considerado pelo turismo oficial de Bariloche o maior centro de esqui do Hemisfério Sul, com pistas e estrutura para quem está colocando os esquis pela primeira vez e também para quem já encara a montanha com experiência.
O esquema é simples: você aluga a roupa de neve e o equipamento — dá para pesquisar preços no centro antes de subir — e cai nas pistas. Para quem nunca esquiou, vale considerar uma aula logo no começo: aprender o básico com um instrutor costuma render muito mais do restante do dia.
Não quer esquiar? O Catedral ainda vale pelo passeio. Dá para curtir a neve, circular pela vila na base da montanha, parar nos restaurantes e aproveitar o cenário sem precisar colocar um par de esquis nos pés.
- Funcionamento e valores: mudam bastante conforme a temporada, então cheque no site do Catedral Alta Patagônia antes de ir.
Leia também: O que fazer em Bariloche no inverno
4. Visitar o Cerro Otto
A poucos quilômetros do centro, o Cerro Otto é uma boa escolha para quem quer subir a montanha sem necessariamente dedicar um dia inteiro ao esqui — e funciona especialmente bem para famílias. A subida já faz parte da diversão: o teleférico sai da base no km 5 da Avenida de los Pioneros e chega ao topo, a 1.405 metros de altitude.
Lá em cima, os mirantes mostram o lago Nahuel Huapi, o lago Gutiérrez, o Cerro Catedral e a Cordilheira dos Andes. Há também uma galeria com réplicas de obras de Michelangelo, como David, Pietà e Moisés. Mas a atração mais famosa é a Confeitaria Giratória, que completa lentamente uma volta de 360° enquanto você come ou toma um chocolate quente — daqueles programas em que vale escolher a mesa pela janela e esquecer um pouco do relógio.
No inverno, o entorno ganha atividades na neve; nos meses mais quentes, entram caminhadas e outras experiências ao ar livre. É um passeio fácil de encaixar em uma manhã ou uma tarde, e uma boa alternativa para quem quer ver Bariloche do alto sem a estrutura e o ritmo de uma grande estação de esqui.
- Como chegar: a base do teleférico fica no km 5 da Avenida de los Pioneros. O complexo oferece transporte a partir do centro incluído na tarifa do teleférico.
- Funcionamento e valores: os horários e atividades mudam ao longo do ano. Confira as informações atualizadas no site oficial do Teleférico Cerro Otto antes de ir.
5. Curtir a vista do Cerro Campanário
Se tem uma vista que resume por que Bariloche encanta tanta gente, é a do Cerro Campanário. Do mirante, a 1.050 metros de altura, você abraça com os olhos os lagos Nahuel Huapi e Moreno, a Península Llao Llao, a Isla Victoria e a cordilheira ao fundo. Não é exagero de folheto: a National Geographic elegeu essa paisagem como uma das oito mais impressionantes do mundo.
A subida se faz por uma aerosilla (aquela cadeirinha aberta), que leva cerca de 7 minutos e já rende boas fotos no caminho. Quem prefere pernas no lugar de cadeira pode encarar a trilha — cerca de 30 a 45 minutos de subida constante pelo bosque. No inverno, porém, vale checar as condições antes de ir a pé, porque o caminho fica escorregadio. No topo, há uma cafeteria com a mesma vista de cinema e banheiros.
O Campanário costuma entrar no roteiro do Circuito Chico, mas rende parada própria. Se puder, escolha um dia de céu limpo — com nuvem baixa, a estrela do passeio simplesmente some.
- Endereço: Av. Exequiel Bustillo, km 17,5. Dá para chegar de carro ou pelo ônibus urbano (linha 20) que margeia o lago a partir do centro.
- Funcionamento: 9h às 18h (último acesso na aerosilla às 18h).
- Valor da aerosilla: confira a tarifa atualizada no local, pois muda com frequência.
6. Fazer esquibunda em Piedras Blancas
Quer brincar na neve sem encarar a logística de uma grande estação de esqui? Piedras Blancas é uma das melhores escolhas — especialmente para quem está vendo neve pela primeira vez e para famílias com crianças.
A experiência mais clássica ali é descer as pistas de trineo, o nosso famoso esquibunda. A aerosilla leva você de volta para cima e permite repetir a brincadeira várias vezes, sem precisar subir a ladeira carregando o trenó. O complexo também oferece outras atividades, que podem incluir snow tubing, tirolesa, Snow Safari e esqui para iniciantes, dependendo da temporada.
É justamente essa a diferença em relação ao Catedral: aqui você não precisa planejar um dia de esqui nem alugar todo o equipamento para se divertir. Se a ideia é simplesmente brincar na neve, descer a montanha e dar risada, Piedras Blancas costuma ser uma escolha mais simples.
- Funcionamento: durante a temporada de neve, conforme as condições do complexo.
- Atividades e valores: os pacotes variam, então confira as opções disponíveis antes de comprar.
7. Conhecer o Cerro Tronador
Imponente e quase sempre coberto de neve, o Cerro Tronador é um dos passeios mais espetaculares dos arredores de Bariloche. Fica dentro do Parque Nacional Nahuel Huapi, a cerca de 90 km da cidade, e é o ponto mais alto do parque, com aproximadamente 3.478 metros e várias geleiras no topo. O nome — “trovejador” — vem do estrondo do gelo se desprendendo lá em cima.
A excursão leva o dia inteiro, então vá descansado. O caminho já é parte do passeio: passa pelos lagos Gutiérrez e Mascardi até Pampa Linda, e o ponto final é o mirante do Ventisquero Negro, uma geleira escurecida pelos sedimentos que carrega. Vale saber de antemão: o trecho final é de estrada de cascalho e tem sentido único, com horários definidos para subir e descer — por isso a maioria prefere ir em excursão, sem a preocupação de dirigir. No inverno, confirme sempre as condições da estrada antes de sair, porque neve e gelo podem fechar o acesso.
- Onde fica: ao sul, na fronteira entre Argentina e Chile, dentro do Parque Nacional Nahuel Huapi.
- Duração: dia inteiro (cerca de 9 a 10 horas).
- Sugestão de tour: Monte Tronador: Excursão de 1 Dia saindo de Bariloche.
8. Admirar a paisagem do lago Nahuel Huapi
Se Bariloche tem um coração, é o lago Nahuel Huapi. São mais de 500 km² de água azul-esverdeada recortando a cidade, com a Cordilheira dos Andes ao fundo — o cenário que aparece em quase todo passeio, do Circuito Chico às navegações para a Isla Victoria.
Caminhar pelas margens é programa para qualquer estação, mas cada uma entrega o lago de um jeito: no inverno, as montanhas em volta ganham neve; no verão, dá até para um mergulho rápido (a água é gelada, aviso desde já) e para esticar a toalha nas praias da orla.
Para viver o lago sem pressa, vale reservar ao menos uma noite à beira d’água. O El Casco Art Hotel, à margem do lago, é uma bela pedida: tem restaurante gourmet premiado e suítes com hidromassagem e vista, para você dormir e acordar com o cenário na janela.
9. Curtir as praias do lago Nahuel Huapi
Pouca gente imagina, mas Bariloche tem praia — de lago, é claro. Nos meses quentes, a orla do Nahuel Huapi vira ponto de encontro para quem quer sol, um mergulho corajoso (a água desce fria da montanha) e esportes aquáticos como windsurf, kitesurf e caiaque.
A mais movimentada é a Playa Centenário, perto do centro e fácil de chegar. Se quiser variar, a Praia Bonita, a Serena, a Melipal e a de Villa Tacul completam o roteiro — cada uma com seu clima, das mais estruturadas às mais reservadas.
10. Se aventurar pelas trilhas de Bariloche
Para quem gosta de botar o pé na estrada — literalmente —, as trilhas são um dos grandes trunfos de Bariloche. Só o Parque Nacional Nahuel Huapi guarda uma enorme rede de caminhos, de passeios leves a travessias de montanha para quem já tem mais experiência.
Entre as opções mais acessíveis estão as caminhadas pelo Bosque Municipal Llao Llao, o mirante do Cerro Llao Llao, a Villa Tacul, a Bahía López e o Lago Escondido — várias delas fáceis de combinar com um dia de Circuito Chico.
Para quem quer apenas experimentar uma trilha sem transformar o dia numa expedição, essa região de Llao Llao é um ótimo começo: dá para escolher caminhos curtos e ainda juntar caminhada, bosque, lago e mirantes no mesmo passeio.
Só uma ressalva: no inverno, as condições mudam completamente. Neve e gelo podem dificultar ou impedir alguns percursos, então cheque a situação da trilha antes de sair e vá com calçado adequado; nas caminhadas mais longas ou técnicas, vale contratar guia.
11. Fazer um passeio para Isla Victoria e Bosque de Arrayanes
Uma das navegações mais tradicionais de Bariloche é o passeio de barco à Isla Victoria e ao Bosque de Arrayanes. Ele sai do Puerto Pañuelo, na Península Llao Llao, e cruza o Nahuel Huapi cercado pelas montanhas — uma forma completamente diferente de enxergar a paisagem que você vê da estrada.
O roteiro passa pela Isla Victoria, a maior ilha do lago, onde dá para caminhar por trilhas entre árvores enormes até a Playa del Toro, de areia vulcânica. Depois, a navegação chega à Península de Quetrihué, no Parque Nacional Los Arrayanes: ali está o famoso Bosque de Arrayanes, onde essas árvores de casca cor de canela alcançam porte de floresta.
É uma ótima escolha para quebrar a sequência de passeios de carro e montanha e colocar um dia de lago no roteiro. Só vale conferir horários e condições da navegação antes, especialmente nos meses mais frios.
Você vai ler por aí que esse bosque inspirou o cenário de Bambi, da Disney — mas isso é lenda. A beleza do lugar, porém, dispensa histórias.
12. Passear de barco até Puerto Blest
Outra navegação que vale a pena — e com um clima diferente da Isla Victoria — é a que sai do Puerto Pañuelo rumo a Puerto Blest, no braço oeste do lago, já quase na fronteira com o Chile. É a Patagônia mais úmida e verde: a mata fecha em volta e a paisagem fica cada vez mais selvagem à medida que o barco avança.
Chegando lá, dá para caminhar até a Cascada Los Cántaros, subir por uma escadaria em meio à floresta, pescar ou só respirar o silêncio do lugar. Quem quiser esticar a experiência pode se hospedar na única acomodação da região, o Hotel Puerto Blest, que tem piscina, restaurante e vista para o rio.
13. Tomar um chá da tarde no Hotel Llao Llao
Quer um toque gourmet na viagem? O Hotel Llao Llao, o endereço mais icônico de Bariloche, serve um chá da tarde aberto também a quem não está hospedado — normalmente das 16h às 19h, com a Patagônia inteira emoldurada pela janela.
A mesa é generosa: mini sanduíches de salmão defumado e presunto cru, pão de nozes, scones, bolos, tarteletes de frutas vermelhas, brioches, brownies, uma carta caprichada de chás e os doces caseiros da casa, como o de rosa mosqueta. Não é baratinho, mas, perto do valor de uma diária ali, o chá acaba sendo a forma mais em conta de viver um pedacinho do Llao Llao.
E se o orçamento deixar, aí vale o programa completo: dormir numa suíte com lareira e hidromassagem, cair na piscina aquecida, relaxar no spa. Para conferir valores atuais, o melhor é o site do Llao Llao.
14. Passar um dia em El Bolson
Se bater vontade de desacelerar, reserve um dia para El Bolsón, a uns 120 km ao sul de Bariloche pela Ruta 40. É uma cidadezinha de cerca de 20 mil habitantes, cercada de montanha, com aquele espírito descontraído de quem vive sem pressa — e uma vocação e tanto para cervejas e chocolates artesanais.
O ponto alto é a feira (que acontece em dias específicos na Plaza Pagano): lãs, conservas, geleias, artesanato e produtores locais reunidos num só lugar — ótima para uma lembrança de verdade. Nos arredores, ainda dá para conhecer o Lago Puelo e mirantes como o Cerro Piltriquitrón.
Dá para ir na Excursão de 1 Dia El Bolsón e Lago Puelo saindo de Bariloche pelo Get Your Guide, ou explorar no seu ritmo alugando um carro pela RentCars e ficando num chalé aconchegante, como o Altos del Sur Cabañas de Montaña.
15. Fazer a Rota dos Sete Lagos
Se sobrar um dia inteiro no roteiro, a Rota dos Sete Lagos é um dos bate-voltas mais bonitos para fazer a partir de Bariloche. O caminho segue pela Ruta 40, passa por Villa La Angostura e continua entre bosques, montanhas e lagos até San Martín de los Andes.
No percurso aparecem os lagos Espejo, Correntoso, Villarino, Falkner, Escondido, Machónico e Lácar, além de mirantes e pequenas paradas que fazem a estrada valer tanto quanto o destino final. De Bariloche a San Martín de los Andes são cerca de 184 km — por isso é passeio para reservar o dia inteiro.
Aqui, carro e excursão entregam experiências diferentes. De carro, a vantagem é parar sempre que uma paisagem chamar a atenção; na excursão, você abre mão dessa liberdade, mas não encara horas ao volante — e isso pesa bastante na volta.
No inverno, cheque as condições da estrada antes de sair: neve e gelo podem gerar restrições, e às vezes é preciso levar correntes para os pneus. Se você não tem experiência dirigindo nessas condições, é um daqueles passeios em que a excursão vale a tranquilidade.
- Duração: dia inteiro; as excursões costumam levar de 10 a 11 horas.
- Percurso: Bariloche → Villa La Angostura → Rota dos Sete Lagos → San Martín de los Andes.
- De carro: dá para fazer as paradas no seu ritmo, mas considere a distância de ida e volta.
Quer emendar num roteiro maior pela Argentina? A Rota dos Sete Lagos aparece com mais detalhes no nosso Roteiro Argentina: 7, 15 e 30 dias.
16. Experimentar as cervejas artesanais argentinas
Fã de cerveja? Então a noite em Bariloche já tem começo definido. A cidade tem uma cena artesanal forte, e uma das casas mais recomendadas é a Cervejaria Manush, boa para provar rótulos locais acompanhados de comida típica e hambúrgueres caprichados.
Se quiser variar, nomes como Patagonia, Berlina, Wesley e Konna também mandam bem — dá para montar um roteirinho de cervejaria sem esforço. Só programe a volta ao hotel, porque muitas ficam na Avenida Bustillo, fora do centro.
- Endereço da Manush: Dr. Juan Javier Neumeyer 20.
- Funcionamento: segunda a sexta das 17h à 2h; sábado e domingo das 12h30 à 2h.
17. Fazer o passeio noturno "Noche Nordica"
A Patagônia é linda de dia, mas à noite, no silêncio da montanha, ela fica mágica. É essa a proposta da Noche Nórdica, um passeio que só rola no inverno e começa com busca no seu hotel.
Você sobe uma montanha a cerca de 8 km do centro, recebe as instruções e pilota um quadriciclo ou moto de neve por trilhas na floresta de lengas — são umas 3 a 4 horas de aventura, com uma parada para vinho ou chocolate quente ao lado da lareira no meio do caminho. O fim de festa é um jantar numa cabana aconchegante, com sopa, fondue de queijo e um brinde para fechar a noite.
Para valores atuais, consulte o site da Noche Nórdica.
18. Patinar no gelo
Programa garantido para os dias frios (e para a criançada): patinar no gelo na Pista de Hielo Rapa Nui, dentro da famosa chocolataria de mesmo nome. É difícil um pequeno não amar — e, no fim, ninguém escapa de emendar um chocolate quente e os doces da casa.
Como a pista aluga os patins, é só chegar e deslizar ao som das músicas. Confira os horários antes de ir, porque variam conforme a época. E, importante: patine sempre em pista controlada como essa — nunca em lagos ou superfícies congeladas naturais, que podem não ser seguras.
19. Conhecer o Museu Paleontológico
Boa pedida para um dia de tempo fechado — e sucesso garantido com as crianças —, o Museu Paleontológico fica à beira do Nahuel Huapi e reúne o registro fóssil da Patagônia argentina. Tem esqueletos de dinossauros, uma mandíbula de tubarão de 22 milhões de anos e até um ovo de dinossauro, tudo organizado pelas eras geológicas.
É pequeno, dá para ver com calma em cerca de uma hora, e o ingresso é baratinho.
- Funcionamento: de segunda a sábado, das 13h às 17h30.
- Ingresso: confira o valor atualizado no Instagram do museu, que costuma divulgar tarifas e horários.
20. Se divertir no Parque Euca
Se a criançada — e você — curtem altura e aventura, o Parque Euca é uma boa forma de variar entre tantos passeios de lago e montanha. É um parque aéreo no Cerro Otto, com mais de 60 obstáculos entre as árvores — pontes de corda, trapézios e tirolesas — que você percorre com arnês e polia, depois das orientações de segurança dos guias.
São vários circuitos, de diferentes níveis, e a idade mínima costuma ser 6 anos. Não é só para os pequenos: vale especialmente para famílias em que os adultos também topam participar — ficar apenas olhando perde metade da graça.
- Como ir: use tênis (não entra de chinelo ou sandália).
- Funcionamento e valores: confira as tarifas atuais no site do Euca Bariloche.
O que fazer em Bariloche em cada época do ano
Bariloche é linda em qualquer estação — muda só o tipo de programa. Seja a sua viagem em janeiro, em pleno verão, ou em julho, no auge do inverno, sempre vai ter o que fazer em Bariloche. Veja nossas dicas mês a mês.
Só tenha uma coisa em mente ao planejar: na montanha, o calendário não manda no clima. A quantidade de neve, a abertura das pistas e até as condições de algumas estradas e trilhas mudam de um ano para outro. A temporada de neve costuma ir de junho a setembro, mas isso não é garantia — então, se ver neve for o grande objetivo da viagem, não escolha a data contando só com médias históricas: acompanhe as condições da temporada perto de viajar.
O que fazer em Bariloche em janeiro, fevereiro e março
Janeiro, fevereiro e março são o verão de Bariloche, com temperaturas que costumam variar entre 10°C e 25°C — dias quentes e noites frescas, coisa de cidade de montanha. Ou seja: prepare a mala para todas as ocasiões. Algumas ideias do que fazer nessa época:
- Explorar o Circuito Chico: o clima ameno é perfeito para o passeio panorâmico mais clássico da cidade, com parada no Cerro Campanário e na Capela San Eduardo.
- Cair na água: é a estação para caiaque, stand-up, passeio de barco pelo Nahuel Huapi e um mergulho (gelado) nas praias da orla.
- Fazer trilhas: o Parque Nacional Nahuel Huapi abre suas trilhas em dias longos e quentes, das leves às mais puxadas.
- Conhecer as cervejarias: uma tarde numa cervejaria artesanal, com petiscos, cai muito bem no calor.
- Encarar a aventura: tirolesa, escalada e mountain bike para quem quer adrenalina.
- Visitar a Isla Victoria: o passeio de barco à ilha e ao Bosque de Arrayanes é um dos pontos altos do verão.
O que fazer em Bariloche em abril e maio
Com o outono, o termômetro balança bastante: pode fazer 20°C num dia e 0°C no outro — e, com sorte, já aparece a primeira neve enfeitando os cumes. É uma época de baixa temporada, mais tranquila e com preços melhores. O que aproveitar:
- As cores do outono: Bariloche se transforma em vermelho, laranja e amarelo — caminhar pelos parques e pela orla vira um programa por si só.
- Fazer trilhas: clima fresco e agradável para caminhar ao redor do Nahuel Huapi e no parque nacional, agora com a moldura outonal.
- Pedalar: alugue uma bike e siga pelas ciclovias à beira do lago, no melhor clima do ano para isso.
- Degustar chocolates: com menos gente na cidade, é a hora de visitar as chocolaterias com calma.
- Navegar pelos lagos: um cruzeiro pelo Nahuel Huapi e pelo Moreno, com as cores do outono refletidas na água, é puro sossego.
O que fazer em Bariloche em junho e julho
Boa parte de junho ainda é outono, mas no fim do mês chega a estação preferida dos brasileiros: o inverno. Bariloche fica mágica — é hora de brincar na neve, encarar a esquibunda e o esqui, andar de trenó e tomar todo o vinho e chocolate quente que couber. Entre as atrações imperdíveis:
- Esquiar e praticar snowboard: o Cerro Catedral, maior centro de esqui da América do Sul, tem pistas para todos os níveis.
- Passear de snowmobile: a emoção de cruzar a paisagem nevada de moto de neve.
- Caminhar na neve: trilhas com raquetes, para ver o bosque de um jeito diferente.
- Explorar a cidade: o Centro Cívico e as chocolaterias ficam ainda mais aconchegantes com o frio.
- Provar os sabores da estação: os chocolates parecem melhores no inverno, e os vinhos locais combinam demais com a temporada.
- Só brincar na neve: guerra de bola de neve e boneco de neve — simples, bobo e inesquecível, ainda mais para quem nunca viu neve.
Vai viajar no inverno? A gente reuniu tudo num guia completo: o que fazer em Bariloche no inverno.
O que fazer em Bariloche em agosto, setembro e outubro
Agosto ainda está no coração da temporada de inverno, enquanto setembro costuma marcar uma transição gradual. Dependendo do ano e das condições da montanha, ainda pode haver esqui e bastante neve nas áreas mais altas — mas não vale planejar contando com a mesma paisagem de julho.
A partir do fim de setembro, a primavera começa a mudar o cenário: a neve vai recuando, os dias ficam mais longos e trilhas e atividades ao ar livre voltam aos poucos para o roteiro. Algumas ideias:
- Fazer trilhas: conforme os caminhos ficam livres de neve, as caminhadas ao redor do Nahuel Huapi voltam a ganhar espaço.
- Passear de barco: navegar pelos lagos continua sendo uma ótima maneira de ver a paisagem.
- Pedalar: com o degelo e as condições adequadas, as rotas de mountain bike voltam a ficar acessíveis.
- Comer muito bem no Bariloche a la Carta: se o festival coincidir com as datas da viagem, é uma boa oportunidade para conhecer a gastronomia patagônica e vários restaurantes da cidade.
O que fazer em Bariloche em novembro e dezembro
Em novembro e dezembro, a primavera está a todo vapor e já prepara o terreno para o verão. Dias mais longos, estradas secas e natureza no auge. O que fazer:
- Fazer o Circuito Chico: com o tempo firme, a paisagem à beira do Nahuel Huapi fica ainda mais bonita.
- Conhecer o Circuito Grande: um passeio que rende mais nessa época, atravessando os rios Ñirihuau e Limay, com mirantes panorâmicos e florestas densas pelo caminho.
- Se divertir no Parque Euca: os dias ensolarados são perfeitos para as tirolesas e os obstáculos entre as árvores, no Cerro Otto — diversão para todas as idades.
- Curtir as praias do lago: aproveite o sol para relaxar nas praias da orla ou encarar o kitesurf e o windsurf.
Onde comer em Bariloche: nossos restaurantes preferidos
Comer bem faz parte da viagem para Bariloche — ainda mais depois de um dia no frio. Estes são os nossos preferidos:
- El Boliche de Alberto: o point dos brasileiros. Três salões de carne e mais um só de massas. Chegue cedo, porque a fila na porta é quase certa na alta temporada. A carne é ótima e o serviço é rápido — a pegada ali é comer bem sem enrolação.
- La Parrilla de Julián: na mesma vibe de parrilla, com um bife de chorizo que vale a pena, num ambiente informal e um tiquinho mais relax que o do Alberto.
- Alto El Fuego: para um clima mais sossegado. Fica numa casinha charmosa na parte alta do centro, com atendimento nota dez e carne de primeira. Melhor reservar.
- La Marmite: a pedida de quem não abre mão de um fondue — combina demais com o clima de inverno. (Atenção: o nome certo é La Marmite, e não “La Marmita”.)
- El Patacón: ambiente rústico em madeira, conhecido pelos pratos típicos argentinos, como truta, salmão e cortes de carne.
- Familia Weiss: clássico da cidade, com salmão, truta, javali e aquele gostinho europeu. Comece pela tábua de picadas. O salão, todo em madeira e pedra, parece um chalé alpino.
- Rapa Nui: a chocolataria mais famosa de Bariloche, na esquina da Mitre com a Villegas. Além dos chocolates, tem sorveteria, casa de chá e até uma pista de patinação no gelo — diversão garantida para crianças e adultos.
Onde ficar em Bariloche: hotéis para todos os bolsos
Na hora de planejar a viagem para Bariloche, escolher a região certa faz quase tanta diferença quanto escolher o hotel. Para quem quer fazer muita coisa a pé, cercado de restaurantes e lojas, o centro é o mais prático. A Avenida Bustillo é melhor para quem prefere lago, paisagem e hotéis mais tranquilos. Já quem vai principalmente para esquiar ganha tempo ficando na base do Cerro Catedral.
Aqui vai um resumo dos nossos preferidos. Para o pacote completo, veja também nosso post sobre onde se hospedar em Bariloche.
Onde ficar no centro de Bariloche
- Nativo Boutique Hotel: pertinho do Centro Cívico, prático para fazer o centrinho a pé. Tem café da manhã, estacionamento gratuito e quartos com vista para o lago.
- Cacique Inacayal Lake Hotel & Spa: a cerca de 15 minutos a pé do centro, já com aquela sensação de estar em Bariloche — vista para o lago, spa, restaurante, piscina e sauna.
Onde ficar na Avenida Bustillo e região do lago
- Llao Llao Resort: um dos hotéis mais icônicos da cidade e uma opção 5 estrelas para quem quer transformar a hospedagem em parte da viagem — piscinas, spa, restaurantes e uma das localizações mais bonitas da região.
- El Casco Art Hotel: à beira do lago, une uma coleção de centenas de obras de arte a piscina, restaurante gourmet e quartos voltados para a paisagem.
- Nido del Cóndor Hotel & Spa: funciona muito bem para famílias, com piscinas, spa, recreação e bastante estrutura longe do movimento do centro.
- Charming Luxury Lodge & Private Spa: a opção mais romântica e reservada, com acomodações espaçosas, lareira, hidromassagem e vista para o lago.
- Huinid Cabañas Bustillo: boa pedida para quem gostou da ideia de dormir numa cabana em Bariloche, com mais espaço e clima de montanha.
- Cabañas Chesa Engadina: alternativa mais simples para quem quer o charme de chalé, com cozinha própria e independência.
Onde ficar perto do Cerro Catedral (para esquiar)
- Punto Bariloche: ótimo para esquiar em família e reduzir os deslocamentos. Chalés espaçosos, cozinha, lareira e a poucos passos da estação.
- Apartur Catedral: na base do Catedral, perto dos meios de elevação — prático para quem vai passar vários dias esquiando.
Agora você já sabe o que fazer em Bariloche.
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