Trilhas incríveis da Nova Zelândia
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Trilhas incríveis da Nova Zelândia

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Trilhas incríveis da Nova Zelândia.

Cenários do filme Avatar ou Senhor dos Anéis. É com isso que você sonha quando pensa na Nova Zelândia?

Não vê a hora de conhecer os lugares mais fodas, mais roots, mais selvagens e diferentes de tudo o que você já viu, certo?

Então você vai ter que caprichar nas pesquisas já que muitos deles não são divulgadas como roteiro turístico…

Foi o que fiz quando minha mãe veio nos visitar há algumas semanas. Eu tinha certeza de que a expectativa dela era muito grande de tanto que eu maravilhas do país.

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Bem, lá fui eu caçar algumas experiencias únicas, o que até nem é muito difícil em se tratando do país com mais cenários de contos de fadas por metro quadrado…

O primeiro passo foi visitar o site do Departamento de Conservacao (DoC – Department of Conservation) http://www.doc.govt.nz/

O país é todo recortado por uma imensa teia de trilhas, muito bem sinalizadas e mantidas pelo DOC, e o site é perfeito pois informa sobre cada uma delas e é dividido por regiões. Se o objetivo é ecoturismo, dá pra montar um roteiro inteiro por lá… Quase todas as trilhas incríveis da Nova Zelândia estão lá.

Pesquisas feitas, destino escolhido: Península de Coromandel!

Demos a volta na península fazendo exatamente este percurso:

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Seguimos mais uns 15 km e estávamos quase em Taeroa, quando observamos ao lado esquerdo da estrada um movimento de carros, uma placa do DOC e resolvemos parar… Vai que tem algo legal pra se ver, pensamos…

Um conselho: Ao ver essa placa, pare! Há 99% de chance de encontrar um visual maneiro!

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Sem qualquer pretensão tínhamos ido parar na caminhada histórica Karangahake Gorge Historic Walkway, considerada uma das 14 maravilhas da Nova Zelandia.

Descemos do carro e atraídas por uma pequena ponte, resolvemos seguir “só mais um pouquinho pra ver qual era a dessa caminhada” …

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As imagens a seguir falam por si só. Teria sido um grande arrependimento se mais tarde soubéssemos que havíamos passado direto por este lugar.

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Esta caminhada segue a antiga linha ferroviária entre Paeroa e Waihi e foi a área de mineração de ouro mais avançada do país durante a corrida do ouro de 1875.

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Hoje é um lugar tranquilo e perfeito para se explorar, com vistas impressionantes de desfiladeiros…

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Para entender melhor sobre o que ocorreu por lá, basta ler as placas espalhadas pela trilha…

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Depois desta parada, que sozinha já teria feito a viagem valer a pena, seguimos mais 90 quilometros (passando rapidamente por Thames), até chegarmos a Coromandel Town, um vilarejo charmoso, pacato, gostosinho de passar um dia ou dois.

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Tendo sido, no passado, uma cidade colonial da corrida do ouro, é um lugar pra se apreciar a arquitetura vitoriana, o artesanato, e pra servir de base para visitas as praias do entorno e trilhas.

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Fomos jantar num dos 3 restaurante que a cidade tem, chamado Pepper Tree, onde comemos a sobremesa mais cara da vida: 23 dolares. Mas isso foi mole meu, que não perguntei o preço (a única sobremesa que não tinha preço no menu), então só me restou digerir o “mole” e tomar como lição… Pelo menos o doce era gostoso!

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Na manhã seguinte, seguimos mais 47 quilometros sentido norte em direçao a Stony bay, no topo da Península.

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Levamos 1 hora e meia, ja que a estrada é bastante sinuosa e estreita em vários trechos. Tomamos alguns sustos de carros vindo no sentido contrário, mas sorte que ninguem acelera muito por aqui. O visual do caminho cercando toda a costa é alucinante!

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Nossa bateria do carro arriou e tivemos que parar um senhor e fazer uma chupeta. Deu medo nessa hora, pois é tudo meio deserto la praquelas bandas, demorou um pouco pra passar esse carro. Mas demos sorte… E as pessoas aqui são sempre solícitas!

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Enfim, chegamos ao acampamento em Stony Bay, ponto de início para a Coromandel Coastal Track, que faríamos no dia seguinte.

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Neste acampamento, que é mantido pelo Departamento de Conservacao (DoC) pode-se passar a noite, pagando uma taxa de NZD10,00 por pessoa. Não, ninguém vai vir te cobrar, a coisa funciona na base da confiança. O dinheiro deve ser colocado em um envelope numa “trust box” (caixa de confianca). Genial e aqui funciona bem, viu?

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Confesso que estavamos um pouco receosas, nós duas sozinhas naquele lugar deserto… Nenhum medo de perigo, apeas porque estava escurecendo e não tínhamos tido tempo de fazer um reconhecimento do lugar, procurar banheiro, ajeitar nossas coisas dentro do carro, etc…

Dentro do camping vimos uma casinha e resolvemos ir pedir informação. Um cara simpático estava na porta e, percebendo um pouco de cofusão da nossa parte, ele nos ofereceu sua cozinha para preparamos um rango e o banheiro pra tomarmos um banho. Disse também que podíamos estacionar nossa van no terreno e aproveitar a luz lá de dentro. Um anjinho! Sempre digo que sou extremamente sortuda e vejo que parte dessa sorte herdei da minha mãe! rs

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Papo vai papo vem, descobrimos que Keith é funcionário do DOC e que a casinha nada mais era que uma sede do departamento. Meia hora de papo depois,  já estavámos amigas íntimas do Keith, um cara muito gente boa, sossegadão e que parece viver de forma bem simples e interessante…

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Ele, então, nos disse que poderíamos dormir numa das beliches dos quartos onde às vezes dormem os funcionários do DoC que trabalham na região, nos ofereceu um rango típico (rangi) que ele tinha no congelador, bem gostoso, e… sabendo que estávamos interessadas em trilhas espetaculares, convidou-nos a acompanhá-lo numa aventura incrível que iria fazer dentro de dois dias, como parte do seu trabalho. Um verdadeiro gentleman…

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No dia seguinte, acordamos cedo, tomamos um bom café da manha e seguimos pra nossa trilha.

A Coromandel Coastal Walkway liga o acampamento de Stony Bay a Fletcher Bay e pode ser iniciada de qualquer um dos dois pontos. Leva-se cerca de 6 a 8 horas ida e volta.

Apesar de longa, é uma caminhada extremamente agradável e relativamente fácil, sem falar bonita, cruzando fazendas com muitas ovelhinhas, mata intocada e pequenas praias desertas. Tem vistas panorâmicas de Coromandel Pinnacles, Great Barrier Island, Port Charles e Cuvier Island. O paraíso na terra! … E o dia estava lindo!

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No caminho, uma parada em Poley Bay. Uma graça, mas nadar aqui é perigoso por causa de rochas submersas.

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Fizemos a ida toda com muita calma, sentando em banquinhos para comer, bater papo e admirar a vista. A parte final é ainda mais espetacular com muitas ovelhinhas em colinas verdinhas e vista do oceano.

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Somente na volta nos tocamos de que teríamos que acelerar pra chegarmos até o fim da trilha com o dia ainda claro.

Os pés já estavam doendo, mas conseguimos aceler e chegar pouco antes do por- do-sol. O Keith estava nos aguardando e, embora exaustas, confirmamos nossa parceria na aventura do dia seguinte, marcada pras 6 da manhã.

Não vou contar sobre esta trilha neste post, pois foi uma das experiências mais loucas e fantásticas da minha vida (e da minha mae também) e que merece um post totalmente exclusivo….

Mas dormimos mais dois dias na casinha do DOC e depois seguimos a estrada de volta ao vilarejo de Coromandel. Lá fizemos ainda a Kauri Block Walk, uma trilha que leva a um antigo pa maori (forte) e atravessa uma floresta em regeneração e plantações nativas.

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Deixando a cidade já voltando pra casa, pegamos a 309 road, uma das mais bonitas estradas da Nova Zelândia que vai de um lado ao outro da península. Durante o trajeto, paramos na bela Cachoeira de Waiau.

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E mais um quilometro adiante, no Kauri Grove Lookout Walk, um bosque com árvores kauri gigantescas com cerca de 500 anos, duas delas se fundindo até a base. Um lugar especial que merece a visita!

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Nossa última parada foi a Cathedral Cove, uma das praias mais bonitas da NZ.

O acesso à Cathedral Cove é feito através de uma trilha de aproximadamente 40 minutos que começa ao norte de Hahei.

O nome do lugar se deve a uma caverna que liga duas grandes faixas de areia formando um túnel, onde foram gravadas algumas cenas do filme As Crônicas de Nárnia.

Além da caverna, a praia possui formações rochosas que a deixam ainda mais bonita, como uma enorme pedra que parece ter sido caprichosamente colocada ali.

Foram demais nosso dias em Coromandel!

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Bárbara Rocha

Bárbara Rocha

Melhores Momentos da vida - Nômades Digitais at Alcantelado & Rocha
Jornalista e produtora cultural, desistiu de esperar ser rica um dia para ir atrás do sonho de conhecer todos os países do mundo. Fanática por livros, gastronomia, música e filmes. É sócia da agência Alcantelado & Rocha e nômade digital.
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