Quem banca os Melhores Momentos da Vida!
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Quem banca os Melhores Momentos da Vida!

O segredo por trás de tudo… De onde vem a grana que banca os nossos Melhores Momentos da Vida! 

A Nova Zelândia é um país caro. E bota caro nisso!Nômades Digitais – West coast

1 quilo de frango custa 19 dólares, 1 litro de gasolina cerca de 2,17 dolares, 1 cerveja num bar dificilmente sai por menos de 6 dólares, e por aí vai… Não é fácil para o brasileiro médio ficar rodando por aqui muito tempo só fazendo turismo.

Por conta disso, muitas pessoas nos perguntam como conseguimos nos manter na estrada por tanto tempo, afinal já estamos aqui há mais de 1 ano. Tem alguém ajudando vocês? A grana não acaba? Como vocês fazem?

Alguns ainda pensam que somos de família rica ou que estamos sendo patrocinados por uma empresa. Quem banca isso?

Nada disso! Viemos pra cá com planos de rodarmos todo o país, mas com menos de 7 mil dólares no bolso.  Os dois juntos!

Isso não é nada, nada mesmo, para quem ainda tinha entre os planos a compra de uma campervan e alguns equipamentos de filmagem.

Nômades Digitais – West coastPois é, somos carudos mesmo! Temos disposição de sobra, alguma sorte e sabíamos que iríamos dar um jeito. E demos!

É claro que o fato de termos criado o projeto e de sermos os dois da área de comunicação (eu jornalista e o Vagner designer gráfico e videomaker) nos abriu muitas portas e permitiu que  desde o início, déssemos uma cara profissional ao projeto, tanto no que diz respeito ao conteúdo quanto à identidade visual.

Ainda nos Brasil, 8 meses antes de partirmos, escrevemos o release, criamos um site, e fizemos o projeto bombar nas mídias sociais.

Começamos também a enviar cartas propostas para empresas de diversos segmentos da Nova Zelândia, convidando-os a participar da nossa série independente para a TV.

Independente, para quem não sabe, significa meter a cara e fazer acontecer com os próprios recursos, sem nenhuma garantia de venda no final.

Para a nossa surpresa, os kiwis foram muito receptivos e mostraram-se abertos ao nosso projeto.

Quando viemos para cá, tínhamos sim pouca grana para uma empreitada tão grande, mas todos os tipos de atividades já agendadas, além de hospedagem em várias cidades, para os quais não teríamos que pagar absolutamente nada.

Sem a ajuda destes parceiros, que acreditaram na nossa proposta deste o início, teria sido dificílimo, pois colocando na ponta doNômades Digitais – West coast 3 lápis, foram mais de 40 mil dólares em apoio.

O início

Mesmo com todos os apoios, ainda precisaríamos comer, colocar gasolina e estar preparados para imprevistos, como manutenção do carro, reposição de equipamentos, entre várias outras coisas que acontecem no dia-a-dia.  Então teríamos que pensar numa forma de ganharmos dinheiro enquanto estivéssemos aqui, certo?

Certo! Mas no começo, não nos pareceu tão simples assim. Chegávamos num país completamente desconhecido, e com a perspectiva de mudarmos de cidade o tempo todo. Como iríamos fazer pra grana entrar?

Paramos numa cidadezinha costeira chamada Tauranga, na Ilha Norte, onde iríamos estudar inglês por um mês por conta de uma parceria com a escola Edenz. Aproveitamos a oportunidade de mais tempo em um único lugar para procurarmos um trabalho temporário.

Pesquisamos bastante nos ótimos sites Trademe e Jobseeker, mas foi por meio do site Seek  que encontramos o anúncio de um vaga para trabalhar na colheita de flores. (Leia texto sobre como conseguir trabalho na Nova Zelândia).

Nômades Digitais – flores1Era pré-requisito para este emprego estarmos hospedados no albergue Bell Lodge, uma vez que o hostel anuncia as vagas e funciona como uma espécie de ponte entre os empregadores locais e os viajantes em busca de trabalho.

Fomos escalados pro trabalho, que durou cerca de 2 semanas e nos permitiu recuperar o fôlego. A experiência, apenas possível por estarmos mais tempo nesta cidade, foi ótima, mas com ela aprendemos que tínhamos que pensar em outra fórmula se quiséssemos permanecer na estrada filmando nossa série para TV,  e não apenas ficar tentando sobreviver de cidade em cidade.

Foi daí que surgiu a ideia de oferecermos sites  e vídeos promocionais ao longo do caminho, afinal já tínhamos experiência com isso tudo.

Reiventamos a nossa empresa, que passou a se chamar Alcantelado e Rocha e dividimos nossas funções, ficando eu responsável pela captação de novos negócios, relacionamento com os clientes, planejamentoe  finanças e o Vagner pelo desenvolvimento dos websites e pela criação dos vídeos.

Criamos um website para nossa empresa em inglês, além de material promocional e cartões de visitas. Pronto! Nossa empresa acabara de se tornar mundial!

Nosso primeiro cliente foi o albergue onde estávamos hospedados, que tinha um site muito ruinzinho. Oferecemos um novo site, em troca de uma quantia em dinheiro e uma parte do pagamento em hospedagem. Eles toparam!

Também oferecemos um website para uma empresa de plotagem em troca da adesivagem da nossa van, o que para nós foi Nômades Digitais – tvperfeito!!!!

E com isso o nosso portifólio da Nova Zelândia começou a crescer. Conseguimos mais alguns clientes em Tauranga, e decidimos expandir nossos negócios para outra regiões.

A estratégia adotada é a mesma para cada região: a partir de pesquisas online e auxílio das listas amarelas, abordamos por e-mail clientes em potencial.

No início não foi fácil, tinha dias em que eram centenas de e-mail e sem resultado, mas aos poucos fomos pegando o tom certo da abordagem e as coisas começaram a acontecer.

Também foi uma boa jogada termos oferecido alguns vídeos para empresas fortes da região sem remuneração. Trabalhamos de graça, mas começamos a ganhar reconhecimento.

Os kiwis dão muito valor ao que eles chamam de “testemonials”, que nada mais é do que recomendação de outros clientes. Quando começamos a oferecer referências e colocar clientes que eles conhecem no nosso site, tudo começou a fluir mais fácilmente.

Hoje continuo enviando centenas de e-mail, mas sempre com resultados.

Nômades Digitais – cristEstamos neste momento num lugar paradisíaco, trabalhando num vídeo para uma pousada que fica de frente para o mar no topo de uma montanha. Vamos passar 4 dias aqui, trabalhando e curtindo o lugar. E já temos mais uma dezena de vídeos agendados para os destinos seguintes.

Neste um ano na NZ trabalhamos também em outras coisas, como colheita de kiwis, flores, vendendo cerejas e como gerentes num albergue, mas nossa principal fonte de renda hoje é proveniente do nosso trabalho da Alcantelado e Rocha.

Viajamos e pelo caminho vamos fazendo dinheiro. Trabalhamos no que gostamos, usando nossa criatividade, e ao mesmo tempo conhecemos lugares e pessoas incríveis. Vale ou não vale a pena?

Bárbara Rocha

Bárbara Rocha

Melhores Momentos da vida - Nômades Digitais at Alcantelado & Rocha
Jornalista e produtora cultural, desistiu de esperar ser rica um dia para ir atrás do sonho de conhecer todos os países do mundo. Fanática por livros, gastronomia, música e filmes. É sócia da agência Alcantelado & Rocha e nômade digital.
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