06/07/2025 Bárbara Rocha Alcantelado
Guia de viagem para Toscana
O que fazer na Toscana além de rodar por vinícolas e fotografar campos de girassol?
A Toscana é tudo aquilo que você imagina — e, ainda assim, consegue surpreender.
Sim, tem as colinas intermináveis, as estradas cênicas, o vinho, a trattoria escondida e aquela luz dourada que parece filtro natural.
Mas a Toscana vai muito além do estereótipo de cenário de filme.
Entre cidades como Florença, Siena, Lucca e Pisa, você mistura arte renascentista, história medieval e aquela pausa obrigatória pra um café (ou uma taça) olhando o tempo passar.
Quer sair da rota turística? Se perca (de propósito) por vilarejos como San Gimignano, Montepulciano ou Pienza, onde cada esquina parece ter sido feita pra você desacelerar.
E sim, a melhor forma de explorar a região é de carro, sem GPS apressado — só você, a estrada e o cheiro de vinho no ar.
Neste guia de viagem para a Toscana, eu te conto quando ir, como montar um roteiro sem pressa, onde comer e beber bem longe das armadilhas turísticas e como aproveitar o melhor da Itália — entre colinas, vinhedos e aquela sensação de que a vida aqui tem outro ritmo.
Posts sobre a Toscana
Informações rápidas sobre Toscana
- Melhor época pra ir: Abril a junho e setembro a outubro, com clima gostoso, campos floridos ou dourados e menos multidões. Julho e agosto são bem quentes e mais cheios.
- Precisa de visto? Não. Brasileiros podem ficar até 90 dias na Itália com passaporte válido.
- Vacinas obrigatórias: Nenhuma exigência formal.
- Moeda: Euro. Cartões funcionam bem, mas é bom ter um pouco em espécie em cidades pequenas e feirinhas locais.
- Idioma: Italiano. Inglês rola em regiões turísticas, mas em vilarejos menores pode ser mais limitado.
- Tomada: Tipo C, F e L. Adaptador pode ser necessário.
- Fuso horário: GMT+2 (5 horas na frente de Brasília durante o horário de verão europeu).
- Principais atrações: Florença, Pisa, Siena, Lucca, San Gimignano, vinhedos de Chianti, Val d’Orcia, estradinhas cenográficas, vilarejos medievais, azeite, vinho e aquele combo comida + paisagem que é puro charme italiano.
O que fazer na Toscana: 10 experiências que realmente valem a pena
- Passear por Florença e subir no Duomo (ou na Torre de Giotto)
A capital da Toscana é um museu a céu aberto. A gente achou que o combo ideal é andar bastante a pé, visitar a Catedral e subir em pelo menos uma das torres pra ter a vista dos telhados. - Ver o pôr do sol do Piazzale Michelangelo
Fica num ponto alto da cidade e tem uma das vistas mais clássicas de Florença. No fim da tarde, o lugar enche, mas ainda assim vale muito — e é de graça. - Fazer um bate-volta até Pisa pra ver a torre inclinada (e o conjunto ao redor)
O visual da torre impressiona mesmo que você já tenha visto mil fotos. Mas o mais legal é o conjunto inteiro: catedral, batistério e gramado. Dá pra fazer em meio dia tranquilo. - Dirigir pelas estradas do Val d’Orcia (ou fazer com tour, se não for de carro)
As paisagens com ciprestes, colinas e vinhedos são tudo o que se imagina da Toscana. Vilarejos como Pienza, Montalcino e San Quirico d’Orcia são pequenas paradas que valem por si só. - Visitar uma vinícola e provar os vinhos locais
Brunello di Montalcino, Chianti, Nobile di Montepulciano… A região é cheia de vinícolas, e muitas oferecem degustações com almoço ou só uma visita guiada rápida. A gente achou o ritmo bem tranquilo. - Passar uma manhã em Siena (e almoçar por lá)
A cidade tem um centro histórico super preservado, com ruas medievais e a famosa Piazza del Campo em formato de concha. Dá pra visitar a catedral, andar sem pressa e comer bem — tudo a pé. - Relaxar nos banhos termais de Bagno Vignoni ou Saturnia
Alguns são pagos, outros gratuitos, mas todos com aquele visual de filme italiano. Saturnia é mais famosa, mas Bagno Vignoni tem um charme mais discreto (e menos gente, dependendo da época). - Visitar San Gimignano e subir em uma das torres medievais
A cidade é conhecida como a “Manhattan medieval” por causa das torres. Dá pra subir numa delas e ver os campos ao redor. Se gostar de sorvete, o da Gelateria Dondoli é super premiado. - Comer bem (sem exageros turísticos)
Massas frescas, pici com ragu, crostini, queijos locais e doces como cantucci com vinho doce. Em geral, mesmo nos vilarejos mais turísticos dá pra comer bem se fugir dos cardápios com foto. - Dormir pelo menos uma noite numa agriturismo (fazenda-hotel)
É uma forma autêntica de curtir a Toscana, com silêncio, natureza e café da manhã local. Algumas têm vinícola própria, outras oferecem jantar — e muitas são bem acessíveis fora da alta temporada.
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Onde ficar na Toscana: melhores cidades e hotéis bem localizados
Procurando onde se hospedar na Toscana com boa localização pra explorar vinícolas, cidades históricas e colinas de cinema (sem cair em furada com estrada de terra e recepção que fecha às 15h)?
Aqui estão as bases mais práticas pra montar seu roteiro toscano com eficiência e vista bonita incluída:
- Florença: Porta de entrada da Toscana, com arte, história e acesso fácil a outras cidades. Fique no centro histórico pra fazer tudo a pé.
- Siena: Cidade medieval fotogênica, ótima base pra explorar o sul da Toscana. Atmosfera mais calma, mas com boa estrutura.
- Lucca: Cercada por muralhas, charmosa e compacta. Ideal pra quem quer uma cidade menor sem abrir mão de praticidade.
- Chianti: Região das vinícolas entre Florença e Siena. Perfeita pra quem quer dormir cercado de vinhedos (e não se importa em dirigir).
- Val d’Orcia (Montalcino, Pienza, Montepulciano): Paisagem de cartão-postal. Boa pra quem quer o visual icônico com menos turistas que em Florença.
Sem tempo? Aqui vão 5 hotéis na Toscana bem localizados e confiáveis:
5 hotéis bem localizados na Toscana, testados e aprovados:
- Hotel Brunelleschi – Florença: No centro histórico, com estrutura moderna em torre medieval. Difícil ficar mais central que isso.
- Palazzo Ravizza – Siena: Hotel clássico, com jardim e vista pra paisagem toscana. Boa pedida pra curtir o ritmo da cidade.
- Albergo San Martino – Lucca: Pequeno, confortável e dentro das muralhas. Ótimo equilíbrio entre charme e localização.
- Villa Le Barone – Chianti: Hotel em antiga villa, rodeado de vinhedos e oliveiras. Rústico do tipo que funciona.
- La Bandita Townhouse – Pienza: Boutique hotel estiloso no coração da cidadezinha. Ideal pra explorar Val d’Orcia com conforto.
Como chegar à Toscana?
A porta de entrada mais comum para explorar a Toscana é Florença, capital da região. O Aeroporto de Florença (FLR) recebe voos de várias cidades da Europa, mas não há voos diretos do Brasil até lá.
Se você estiver saindo do Brasil, o mais prático é voar até Roma ou Milão e seguir viagem de trem ou carro.
De Roma (FCO), dá pra pegar um trem direto até Florença (Santa Maria Novella) com a Trenitalia ou Italo. A viagem dura cerca de 1h30 no trem de alta velocidade. Também há opções para outras cidades toscanas, como Pisa, Lucca e Siena.
De Milão, o trem de alta velocidade até Florença leva em torno de 1h40. Se preferir, dá pra alugar um carro e ir dirigindo — o trajeto leva cerca de 3h30, com estradas ótimas e paisagens lindas pelo caminho.
Quem já estiver na Europa também pode buscar voos low cost para Pisa (PSA), que tem um aeroporto bem conectado com companhias como Ryanair e easyJet. Pisa fica a 1h de trem de Florença e pode ser uma boa base de chegada.
Se estiver pensando em fazer um roteiro de carro, essa é uma das melhores regiões da Itália pra dirigir. Estradas cênicas, vilarejos charmosos e vinhedos a perder de vista fazem da Toscana um destino clássico pra roadtrip.
Quando ir à Toscana?
A melhor época pra visitar a Toscana é entre abril e junho ou setembro e outubro, quando o clima é agradável (18°C a 28°C), as paisagens estão no auge e você consegue dirigir por estradinhas cercadas de ciprestes sem virar parte de uma excursão fotográfica involuntária.
Na primavera, os campos ficam verdes, os vinhedos começam a acordar e dá pra andar por Florença, Siena, Lucca ou pelas colinas do Chianti sem suar por lugares que você não sabia que suavam.
O outono traz paisagens douradas, época de colheita e clima ainda firme — ótimo pra quem curte vinho, trufas e a ideia de parecer sofisticado só por estar ali com um casaco leve e um copo na mão.
Julho e agosto são bem quentes (passam fácil dos 35°C) e tudo fica cheio: turistas, filas, preços e ciclistas que decidiram que o verão italiano é um bom momento pra subir colinas. Se for nessa época, vá preparado pra transpirar com estilo.
De novembro a março, a Toscana fica mais tranquila e fria (5°C a 15°C). Ótima pra visitar museus, comer bem e ver cidades medievais sem muvuca. Menos vibe “postal”, mais vibe “vida real com vinho”.
Quando ir para Toscana: estações, clima e experiência
| Estação | Meses | Clima | Experiência Geral |
|---|---|---|---|
| Primavera e Outono – melhor época | Abril a Junho / Setembro a Outubro | 🌤️🌿 18 °C a 28 °C. Dias agradáveis, paisagens vibrantes (ou douradas), perfeitos pra dirigir, visitar vinhedos e cidades históricas. | ⭐⭐⭐⭐⭐ |
| Verão intenso | Julho e Agosto | ☀️🔥 Acima de 35 °C. Tudo cheio, tudo caro, tudo suando. Toscana no modo forno, mas ainda charmosa se você aguentar. | ⭐⭐⭐ |
| Inverno e baixa temporada | Novembro a Março | 🌥️🍷 5 °C a 15 °C. Frio tranquilo, cidades mais vazias e clima ideal pra vinhos, museus e passeios mais introspectivos. | ⭐⭐⭐⭐ |
Dicas extras para sua viagem
- Use pesos argentinos em espécie: Muitos lugares oferecem desconto no pagamento em dinheiro. E se trocar dólar pelo câmbio paralelo, a viagem sai muito mais barata.
- Aproveite os cafés: Buenos Aires tem uma tradição forte de cafés históricos e também uma cena moderna de cafeterias especiais. Ótimo pra parar, observar e entrar no ritmo da cidade.
- Domingos em San Telmo: A feira de antiguidades é clássica, mas o bairro também tem empanadas, tango ao vivo e um clima delicioso pra passar o dia.
- Palermo funciona pra tudo: Hospedagem, comida boa, lojas, bares e parques. É o bairro que a gente mais recomenda pra quem quer curtir a cidade com calma.
- Museus interessantes e gratuitos: O MALBA (moderno), o Museu Nacional de Belas Artes e o Museu Evita são boas pedidas — muitos têm entrada livre em dias específicos.
- Transporte barato: O metrô funciona e os táxis/Apps são bem mais em conta do que no Brasil. Dá pra circular muito sem gastar muito.
Passagens, hospedagem e seguro viagem
- Passagens aéreas – Melhores tarifas no Passagens Promo
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- Hotéis – Confira no Booking
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- Aluguel de carro – Reserve com a RentCars
- Transfers e passeios – Confira as opções:
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