15/06/2026 Bárbara Rocha Alcantelado
Guia de viagem para Romênia
O que fazer na Romênia além de castelo do Drácula e lenda de vampiro?
A Romênia é um daqueles países que muita gente subestima — e por isso mesmo, surpreende. Esqueça a ideia de que o país é só Transilvânia e histórias de terror mal contadas.
Bucareste é urbana, cheia de contrastes e com preços que fazem qualquer eurotrip parecer luxo desnecessário.
Já a Transilvânia entrega vilarejos medievais, cidades como Brasov e Sibiu, florestas densas e castelos que vão muito além do tal do Bran.
Se você curte natureza, o interior do país é um prato cheio: trilhas nos Cárpatos, estradas cênicas como a Transfagarasan Highway e o Delta do Danúbio, que pouca gente lembra que existe.
A Romênia também surpreende na comida — pense em pratos fartos, vinho local e preços que cabem no bolso. Transporte público funciona bem entre cidades principais, mas alugar um carro dá liberdade pra explorar o que realmente vale a pena.
Neste guia de viagem para a Romênia, você vai descobrir quando ir, o que fazer além do roteiro Drácula, onde comer e beber bem e como montar um roteiro entre cidades históricas, natureza e cultura — gastando pouco e conhecendo um dos destinos mais autênticos (e esquecidos) da Europa.
Posts sobre a Romênia
Informações rápidas sobre a Romênia
- Melhor época pra ir: De maio a setembro, com clima agradável e paisagens verdinhas. Outono também é lindo, com tons dourados nas florestas. Inverno é bem frio, mas ideal pra quem curte neve e castelos com atmosfera de conto.
- Precisa de visto? Não. Brasileiros podem ficar até 90 dias com passaporte válido (parte do Espaço Schengen em breve, mas já tem isenção).
- Vacinas obrigatórias: Nenhuma exigência formal.
- Moeda: Leu romeno (RON). Cartões funcionam bem nas cidades grandes, mas é bom ter dinheiro em espécie em áreas menores.
- Idioma: Romeno. Inglês é falado em pontos turísticos, especialmente entre os mais jovens.
- Tomada: Tipo C e F. Adaptador pode ser necessário.
- Fuso horário: GMT+3 (6 horas na frente de Brasília durante o horário de verão europeu).
- Principais atrações: Castelo de Bran (o tal “castelo do Drácula”), Bucareste, região da Transilvânia, estradas cênicas como a Transfagarasan, igrejas medievais, vilarejos tradicionais e natureza selvagem nos Cárpatos.
O que fazer na Romênia: 10 atrações que valem a pena visitar
- Visitar o Castelo de Bran (o “Castelo do Drácula”)
Fica perto de Brașov e é o mais famoso do país, apesar da ligação com o Drácula ser mais turística do que real. A visita é rápida, e o visual do lado de fora é o que mais impressiona. - Explorar o centro histórico de Brașov
Uma cidade charmosa na Transilvânia, com casas coloridas, montanhas ao redor e um centrinho fácil de percorrer a pé. A Praça do Conselho é um bom ponto de partida pra bater perna. - Conhecer o Castelo de Peleș, em Sinaia
Esse sim é impressionante por dentro e por fora. Fica num vilarejo nas montanhas, com arquitetura super detalhada. Vale muito a visita — a gente achou mais bonito que o de Bran. - Passar pelo vilarejo de Sighișoara
É uma das cidades medievais mais bem preservadas da Europa, com muralha, torres, casinhas antigas e ruas de pedra. E foi onde nasceu Vlad, o personagem histórico que inspirou o Drácula. - Andar por Bucareste e ver o contraste da cidade
A capital é um mix de prédios comunistas, avenidas largas, cafés modernos e edifícios históricos. O Parlamento é gigantesco e impressiona só pelo tamanho — mesmo que você não entre. - Dirigir (ou fazer tour) pela Estrada Transfăgărășan (no verão)
Uma das estradas mais cênicas do país, cheia de curvas e paisagens montanhosas. Só abre no verão por causa da neve. Se não for dirigir, dá pra fazer com agência local saindo de Sibiu ou Brașov. - Explorar Sibiu, uma das cidades mais bonitas da Transilvânia
Tem praça central, arquitetura germânica, museus e um ritmo mais tranquilo. Dá pra andar tudo a pé e ainda parar em cafés e lojinhas pelo caminho. - Visitar mosteiros pintados na região da Bucovina (se tiver mais tempo)
São Patrimônio da Humanidade e têm murais coloridos por fora, com cenas religiosas pintadas nas paredes. Ficam mais afastados, mas pra quem curte arte e história é bem único. - Experimentar a comida romena: sarmale, ciorbă, mititei
Pratos típicos como sarmale (charuto de repolho), sopas com creme azedo (ciorbă) e carne grelhada (mititei) são parte da viagem. São simples, mas bem temperados e baratos. - Ver ursos em reserva ou trilha guiada (com empresa séria)
A Romênia tem uma das maiores populações de ursos da Europa. Dá pra fazer trilha com guias especializados (e sérios) em florestas perto de Brașov, ou visitar centros de reabilitação de animais.
👉 Quer organizar sua viagem? Dá uma olhada nas experiências na Romênia no Get Your Guide — tem castelos, city tours, bate-voltas e passeios guiados pela Transilvânia.
Onde ficar na Romênia: melhores cidades e hotéis bem localizados
Procurando onde se hospedar na Romênia com boa localização e acesso fácil às atrações (sem cair em cilada de castelo fake ou pensão perdida nas montanhas)?
Aqui estão as cidades-base mais práticas pra explorar o país sem drama:
- Bucareste: A capital, urbana e cheia de contrastes. Fique no Centro Antigo (Lipscani) ou perto da Piata Universitatii pra ter tudo acessível.
- Brașov: Cidade charmosa na Transilvânia, com boa base pra visitar castelos e montanhas. Fique no centro histórico pra explorar a pé.
- Sibiu: Uma das cidades mais bonitas da Romênia. Pequena, bem cuidada e ótima pra quem quer passear sem pressa.
- Cluj-Napoca: Moderna, jovem e com boa vida noturna. Ideal pra quem quer um lado menos turístico e mais dinâmico.
- Sighișoara: Cidade medieval fotogênica e tranquila. Boa pra uma ou duas noites se quiser clima de filme (sem muitos turistas).
Sem tempo? Aqui vão 5 hotéis na Romênia bem localizados e confiáveis:
5 hotéis bem localizados na Romênia, testados e aprovados:
- The Marmorosch Bucharest – Bucareste (Centro): Hotel novo, sofisticado, em prédio histórico no coração da cidade.
- Aro Palace Hotel – Brașov (Centro Histórico): O clássico da cidade, com vista pra montanhas e localização central.
- Noblesse Boutique Hotel – Sibiu (Centro): Boutique com estilo e conforto, a poucos minutos da Praça Grande.
- DoubleTree by Hilton – Cluj-Napoca (Centro): Confortável, bem posicionado e com estrutura moderna.
- Casa Wagner – Sighișoara (Cidade Medieval): Hotel charmoso, na praça principal, com vista pras torres e silêncio garantido.
Como chegar à Romênia?
A principal porta de entrada na Romênia é Bucareste, via o Aeroporto Internacional Henri Coandă (OTP), a cerca de 18 km do centro da capital. Ele recebe voos de várias cidades da Europa e também de alguns hubs do Oriente Médio.
Não há voos diretos do Brasil, então será preciso fazer pelo menos uma conexão. As rotas mais comuns incluem:
- Lisboa com a TAP
- Madri com a Iberia
- Paris com a Air France
- Amsterdã com a KLM
- Frankfurt ou Munique com a Lufthansa
- Istambul com a Turkish Airlines
Se estiver já na Europa, dá pra chegar de:
- Trem: saindo de cidades como Budapeste, Viena, Sofia e Belgrado. Consulte horários e preços no site da CFR Călători (ferrovias romenas) ou no Deutsche Bahn
- Ônibus: empresas como FlixBus e Eurolines conectam Bucareste a diversos destinos europeus com preços bem acessíveis
- Carro: cruzar de carro pode ser uma boa opção se estiver pela Europa Central ou dos Bálcãs, especialmente vindo da Bulgária, Hungria ou Sérvia. Só fique de olho nos pedágios e regras de trânsito locais
Além de Bucareste, outras cidades com aeroportos internacionais são Cluj-Napoca (CLJ), Timișoara (TSR) e Iași (IAS) — bons pontos de entrada se você pretende explorar regiões específicas do país como a Transilvânia ou a Moldávia Romena.
Quando ir à Romênia?
A melhor época pra visitar a Romênia é entre maio e setembro, quando o país está verde, vibrante e cheio de surpresas: castelos, vilarejos medievais, trilhas nos Cárpatos e cidades que misturam passado comunista com cafés descolados. O clima fica entre 20°C e 30°C, perfeito pra explorar sem pressa.
Verão (junho a agosto) é ótimo pra natureza, festivais e vida nas ruas — especialmente em lugares como Sibiu, Cluj ou Bucareste. É alta temporada local, mas nada comparado ao volume de turistas da Europa Ocidental.
Maio e setembro são apostas certeiras: clima mais leve, menos movimento, paisagens lindas e preços ainda mais convidativos.
Inverno (novembro a março) é frio (-5°C a 5°C), mas se você gosta de neve, castelos sob névoa e cidades em clima de filme do Drácula com cappuccino moderno, é um bom momento. A Transilvânia de inverno tem mais alma do que marketing — e isso é raro hoje em dia.
Dicas extras para sua viagem
- Use pesos argentinos em espécie: Muitos lugares oferecem desconto no pagamento em dinheiro. E se trocar dólar pelo câmbio paralelo, a viagem sai muito mais barata.
- Aproveite os cafés: Buenos Aires tem uma tradição forte de cafés históricos e também uma cena moderna de cafeterias especiais. Ótimo pra parar, observar e entrar no ritmo da cidade.
- Domingos em San Telmo: A feira de antiguidades é clássica, mas o bairro também tem empanadas, tango ao vivo e um clima delicioso pra passar o dia.
- Palermo funciona pra tudo: Hospedagem, comida boa, lojas, bares e parques. É o bairro que a gente mais recomenda pra quem quer curtir a cidade com calma.
- Museus interessantes e gratuitos: O MALBA (moderno), o Museu Nacional de Belas Artes e o Museu Evita são boas pedidas — muitos têm entrada livre em dias específicos.
- Transporte barato: O metrô funciona e os táxis/Apps são bem mais em conta do que no Brasil. Dá pra circular muito sem gastar muito.
Passagens, hospedagem e seguro viagem
- Passagens aéreas – Melhores tarifas no Passagens Promo
- Seguro viagem com desconto – Garanta sua proteção com a Seguros Promo
- Hotéis – Confira no Booking
- Casas de temporada – Veja opções no Booking
- Aluguel de carro – Reserve com a RentCars
- Transfers e passeios – Confira as opções: