18/06/2026 Bárbara Rocha Alcantelado
Guia de viagem para Paris
O que fazer em Paris além da Torre Eiffel e do Louvre?
Paris é linda, sim. Mas se você ficar só no roteiro de sempre, vai sair achando que a cidade é só fila, selfie e preço alto.
O melhor de Paris está nas caminhadas sem destino, nos cafés onde você senta sem pressa e nas ruas onde cada esquina parece cenário de filme — só que com menos glamour e mais vida real.
Você vai, sim, ver a Torre Eiffel, o Louvre e a Notre-Dame (mesmo em reforma).
Depois de ver os clássicos, fuja das multidões: ande sem rumo pelo Marais, explore o Canal Saint-Martin, descubra mercados de bairro, sente no Jardim de Luxemburgo ou passe horas em um museu menos óbvio, como o Rodin ou o Orangerie.
Neste guia de viagem para Paris, você vai descobrir quando ir, o que fazer além do óbvio, onde comer sem cair em cilada e como curtir a cidade como ela merece — com o equilíbrio certo entre clássicos e o que Paris tem de mais autêntico.
Posts sobre Paris
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Esticando a viagem pela França?
Se você está planejando esticar a viagem além de Paris (ou complementar o roteiro), vale dar uma olhada nesses guias e dicas:
Roteiros e dicas gerais
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Onde ficar:
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O que fazer:
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Informações rápidas sobre Paris
- Melhor época para visitar: Abril a junho e setembro a outubro, com clima agradável e a cidade menos lotada. Julho e agosto são quentes, cheios de turistas e com muitos parisienses fugindo pro litoral. No inverno, o frio dá um charme extra (e as filas diminuem).
- Brasileiros precisam de visto: Não, até 90 dias com passaporte válido.
- Moeda: Euro (€). Cartão aceito em praticamente tudo, mas tenha alguns euros na carteira — Paris adora te cobrar em dinheiro em mercados e padarias de bairro.
- Idioma: Francês. Inglês funciona nas áreas turísticas, mas um “bonjour” e “merci” sempre abrem portas (e sorrisos, se você tiver sorte).
- Tomada: Tipo C e E, voltagem 230V.
- Fuso horário: GMT+1 (5 horas à frente de Brasília).
- Habitantes: Cerca de 2,1 milhões só na cidade, mas parece o dobro quando você tenta atravessar a Champs-Élysées.
- Transporte público: O metrô de Paris é velho, eficiente e vai te levar pra todo canto. Compre o carnet (pacote de 10 bilhetes) ou use o app oficial. Caminhar é essencial — e inevitável.
- Gorjeta: Serviço incluído, mas deixar uns 5% ou arredondar é sempre bem-visto.
- Lojas e horários: Comércio fecha por volta das 19h ou 20h. Domingo é dia mais parado, exceto em áreas turísticas.
- Principais atrações: Torre Eiffel, Louvre, Catedral de Notre-Dame (em restauração, mas vale a visita), Arco do Triunfo, Champs-Élysées, Sacré-Cœur em Montmartre, Museu d’Orsay, Jardim de Luxemburgo, além dos cafés e boulangeries que fazem qualquer esquina parecer cena de filme.
O que fazer em Paris: 10 atrações que valem a pena visitar
- Subir na Torre Eiffel (ou ver de fora, dependendo do perfil)
Se for a sua primeira vez, subir pode valer — o visual lá de cima é incrível, especialmente no fim da tarde. Mas só ver a torre acendendo de hora em hora também já é especial. A gente gostou mais de ver de fora do que encarar fila. - Andar sem pressa pelas margens do Sena
Entre a Notre-Dame e a Torre Eiffel tem várias partes boas pra caminhar, com cafés, pontes, gente tocando música e livrinhas verdes vendendo coisas antigas. É uma forma fácil de entrar no clima da cidade. - Explorar o bairro do Marais
Um dos nossos preferidos. Tem uma mistura boa de história, lojas legais, cafés, galerias e gente local. Ótimo pra quem quer fugir dos pontos turísticos óbvios, mas ainda sentir Paris. - Visitar o Louvre (ou escolher só uma ala, se estiver com pouco tempo)
É gigante. Se quiser ver tudo, precisa de muitas horas (ou dias). Mas também dá pra escolher uma parte — tipo as pinturas italianas, o Egito ou a escultura — e focar ali. - Subir na cúpula do Arco do Triunfo
A subida é rápida (são degraus, mas vai) e a vista do alto da Champs-Élysées vale muito. Menos lotado que a Torre Eiffel e com visual ótimo da cidade toda. - Passear por Montmartre e ver a vista da Basílica de Sacré-Cœur
Mesmo sendo turístico, Montmartre ainda tem charme. Se perder pelas ruazinhas, ver artistas de rua e parar pra um café por lá tem seu valor. A vista da escadaria da basílica também é ótima. - Tomar um vinho ou café numa das calçadas do Quartier Latin
A região é jovem, agitada e cheia de bares e restaurantes. A gente curtiu sentar numa mesinha e só observar o movimento, especialmente no fim do dia. - Comer um crepe na rua (ou num bistrô pequeno)
Tem crepe em tudo que é canto — e mesmo os mais simples costumam ser bons. Outra boa pedida são os bistrôs menores, com menus do dia. Não precisa gastar muito pra comer bem. - Fazer um passeio de barco pelo Sena (bateaux-mouches)
Pode parecer turístico demais, mas é bom pra descansar os pés e ver a cidade de outro ângulo. Dá pra fazer à noite também, com as luzes da cidade refletindo no rio. - Ver o pôr do sol do alto do Jardim de Trocadéro ou do terraço das Galeries Lafayette
O Trocadéro tem a vista clássica da Torre Eiffel, e o terraço da Lafayette é gratuito e com vista linda da cidade. Ótimos pra encerrar o dia sem pressa.
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Onde ficar em Paris: melhores bairros e hotéis bem localizados
Procurando onde se hospedar em Paris com boa localização e acesso fácil às atrações?
Aqui estão os bairros mais práticos pra explorar a cidade sem passar mais tempo no metrô do que nas ruas:
- Marais (3e e 4e arr.): Central, charmoso e cheio de cafés, lojas e ruas estreitas. Ótimo pra fazer tudo a pé.
- Saint-Germain-des-Prés (6e): Clássico, elegante e perto do Sena, dos museus e da vida intelectual que você vai fingir entender.
- Quartier Latin (5e): Estudantil, vibrante e cheio de bistrôs. Ideal pra quem quer ficar perto do centro com mais vida local.
- Opéra / Grands Boulevards (9e): Boa base pra lojas, teatro, transporte e custo-benefício menos surreal.
- Montmartre (18e): Boêmio, com vista linda, vibe artística e escadaria. Menos central, mas cheio de atmosfera.
Sem tempo? Aqui vão 5 hotéis em Paris bem localizados e confiáveis:
5 hotéis bem localizados em Paris, testados e aprovados:
- Hôtel Jeanne d’Arc – Marais: Pequeno, charmoso e no meio de tudo. Ótimo custo-benefício no bairro mais prático de Paris.
- Hôtel Recamier – Saint-Germain: Elegante, silencioso e colado no Jardin du Luxembourg.
- Hotel Oratio – Quartier Latin: Moderno, funcional e com boa localização pra explorar o centro a pé.
- Hotel Panache – Opéra / Grands Boulevards: Estiloso, bem posicionado e com bom acesso ao metrô.
- Hôtel des Arts – Montmartre: Aconchegante, vista linda e pertinho da Basílica de Sacré-Cœur.
👉 Quer mais? Confira nosso post completo com dicas certeiras de onde se hospedar em Paris!
Como chegar a Paris?
Paris é um dos destinos mais acessíveis da Europa — tanto para quem vem do Brasil quanto de outras cidades europeias. O principal ponto de chegada é o Aeroporto Charles de Gaulle (CDG), localizado a cerca de 25 km do centro, mas a cidade também conta com o Orly (ORY), mais ao sul, e o Beauvais (BVA), usado por companhias low cost.
Voos saindo do Brasil
Não há escassez de opções para voar do Brasil a Paris, embora voos diretos partam apenas de algumas cidades:
- São Paulo (GRU) e Rio de Janeiro (GIG) têm voos diretos operados por companhias como a Air France, LATAM e AZUL.
- De outras cidades brasileiras, será necessário fazer conexão, geralmente em São Paulo, Lisboa ou Madri.
O tempo de voo direto gira em torno de 11 horas.
Chegando a Paris de outras cidades da Europa
Se você já está viajando pela Europa, as opções se multiplicam — e com preços mais acessíveis.
Avião
Companhias low cost como easyJet, Vueling e Ryanair operam voos diários para Paris, saindo de cidades como Barcelona, Lisboa, Berlim, Roma e Londres. Os preços variam bastante, então vale a pena usar buscadores como Skyscanner para comparar.
Trem
O trem-bala (TGV) é uma opção excelente para quem está em países vizinhos. A viagem costuma ser rápida, confortável e com paisagens lindas no caminho. Alguns exemplos:
- Londres – Paris com o Eurostar – cerca de 2h20
- Bruxelas – Paris com o Thalys – 1h30
- Amsterdã – Paris com o Thalys – cerca de 3h20
- Zurique – Paris com a SNCF – cerca de 4h
Ônibus
É a alternativa mais econômica. Empresas como a FlixBus e BlaBlaCar Bus oferecem trajetos diurnos e noturnos, ligando Paris a praticamente qualquer grande cidade europeia. É mais lento, mas os preços costumam compensar.
Carro
Se estiver em um roteiro de carro pela Europa, as estradas que chegam a Paris são bem sinalizadas e as rodovias (autoroutes) são ótimas. Só vale lembrar que estacionar na cidade pode ser um desafio, então prefira devolver o carro antes de entrar na capital.
Quando ir a Paris?
A melhor época pra visitar Paris é entre abril e junho ou setembro e outubro, quando o clima é agradável (17°C a 26°C), as ruas estão floridas (ou douradas), e a cidade exala charme sem a overdose de turistas de julho. É quando você sente que viver em Paris talvez não seja só um conceito de filme.
Verão (julho e agosto) traz calor, gente por toda parte e filas até pra respirar. Temperaturas passam dos 30°C, e muitos parisienses somem em férias. Se você aguentar o calor e curtir a ideia de pique-niques no Sena até tarde, vale — mas prepare-se pra disputar espaço.
Primavera e outono são a alma de Paris: luz suave, cafés cheios na medida, clima perfeito pra andar sem rumo e parecer poético por acidente.
Inverno (novembro a março) é frio (3°C a 10°C) e mais introspectivo. Ideal pra museus, chocolate quente, vitrines de Natal e andar com casaco pesado fingindo que você lê Proust.
Quando ir para Paris: estações, clima e experiência
| Estação | Meses | Clima | Experiência Geral |
|---|---|---|---|
| Primavera e Outono (Melhor Época) | Abril a Junho, Setembro a Outubro | 🌤️ 17°C a 26°C. Charme em alta, clima ideal, cafés e poesia espontânea. | ⭐⭐⭐⭐⭐ |
| Verão (Alta Temporada) | Julho e Agosto | ☀️ 25°C a 33°C. Calor, filas e menos parisienses — mas pique-niques à beira do Sena. | ⭐⭐⭐⭐ |
| Inverno (Baixa Temporada) | Novembro a Março | ⛅ 3°C a 10°C. Museus, vitrines de Natal e clima introspectivo. | ⭐⭐⭐ |
Dicas extras para sua viagem à Paris
- Use euros em espécie: Alguns lugares menores, como cafés de bairro ou feiras, ainda preferem pagamento em dinheiro. Levar uma quantia em euros pode facilitar — especialmente se você quiser evitar taxas extras de cartão.
- Aproveite os cafés: Sentar num café parisiense é mais do que fazer uma pausa — é um ritual local. Peça um espresso, sente na calçada e observe a vida passar. Dá pra sentir o clima da cidade só com isso.
- Domingos na região do Marais: As lojinhas estão abertas, o bairro ferve e ainda rola feira de comidas, shows de rua e um clima descontraído. Ótimo pra passear sem pressa.
- Quartier Latin combina com tudo: É animado, tem boas opções de hospedagem, restaurantes com menus acessíveis, ruas charmosas e fica pertinho de pontos famosos como o Panteão e o Jardim de Luxemburgo.
- Museus gratuitos ou com desconto: O Louvre e o Musée d’Orsay têm entrada gratuita no primeiro domingo do mês (de outubro a março), e menores de 26 anos entram de graça em vários lugares. Vale planejar.
- Metrô que leva pra tudo: O sistema de metrô de Paris é eficiente, fácil de usar e te leva praticamente pra qualquer canto. E quem anda bastante pode comprar o carnet com 10 tickets pra economizar.
Aplicativos úteis:
- Bonjour RATP: O app oficial do transporte público, essencial pra decifrar o metrô parisiense.
- Google Maps: Porque até o GPS se perde nas ruelas de Montmartre.
- The Fork: Reservas em restaurantes — e fugir das armadilhas turísticas com menus em cinco línguas.
- Too Good To Go: Croissants e doces franceses por um preço que não dói no bolso.
- Citymapper: Alternativa eficiente pra planejar rotas (melhor que confiar no instinto em Paris).
Passagens, hospedagem e seguro viagem
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- Hotéis – Confira no Booking
- Casas de temporada – Veja opções no Booking
- Aluguel de carro – Reserve com a RentCars
- Transfers e passeios – Confira as opções: