Trabalhar na Nova Zelândia: vistos, trabalhos e onde procurar

casal viajando o mundo Vagner Alcantelado e Babi Rocha trabalhando na nova zelândia

Atualizado em 22/09/2026 por Bárbara Rocha Alcanteldo

Quer viajar pra Nova Zelândia e está procurando uma forma de custear a viagem? Uma das melhores alternativas é trabalhar na Nova Zelândia. O país oferece diferentes vistos que permitem trabalhar legalmente, incluindo o conhecido Working Holiday Visa.

Nós, Bárbara e Vagner, saímos do Brasil com dinheiro suficiente pra ficar só três meses. Mas, ao encontrar oportunidades de trabalho, conseguimos estender a estadia por incríveis dois anos, muito além do que esperávamos.

Seja pra ficar pouco ou muito tempo, este guia reúne o que a gente aprendeu na prática: quais vistos permitem trabalhar, como solicitar o Working Holiday, quanto se ganha, quais trabalhos são mais comuns e onde procurar vagas na Nova Zelândia.

Working Holiday na Nova Zelândia para brasileiros

Mulher sorri, durante o dia, em meio a uma plantação de flores azuis na Nova Zelândia
Com o visto adequado, é possível combinar trabalho e viagem durante uma temporada na Nova Zelândia.

Para quem tem até 30 anos e quer combinar trabalho e viagem, o Working Holiday Visa é uma das principais portas de entrada.

Ele é destinado a brasileiros de 18 a 30 anos, permite permanecer até 12 meses no país e trabalhar em empregos temporários durante a estadia.

No caso do acordo com o Brasil, existem algumas regras importantes:

  • são disponibilizadas 300 vagas por ano;
  • é permitido trabalhar por no máximo três meses para o mesmo empregador;
  • não é permitido aceitar emprego permanente;
  • é possível estudar ou fazer treinamento por até seis meses no total;
  • não é necessário já ter uma oferta de emprego para solicitar o visto.

Em 2026, a cota para brasileiros abre em 8 de outubro, às 10h, horário da Nova Zelândia (NZDT). Como o número de vagas é limitado, vale deixar tudo organizado antes da abertura.

Requisitos do Working Holiday para brasileiros em 2026

Requisito Regra
Idade 18 a 30 anos
Duração Até 12 meses
Vagas para brasileiros 300 por ano
Recursos financeiros Pelo menos NZD 4.200
Passagem de saída Ter passagem ou dinheiro adicional para comprá-la
Seguro Seguro médico durante toda a estadia
Estudo ou treinamento Até 6 meses no total
Passaporte Válido por pelo menos 3 meses após o vencimento do visto
Mesmo empregador Máximo de 3 meses
Emprego permanente Não permitido
Taxa em 2026 A partir de NZD 770
Processamento informado 80% das solicitações em até 2 semanas
Quantidade de vezes O visto só pode ser concedido uma vez

O valor de NZD 4.200 é destinado à sua manutenção durante a estadia. Se você não tiver uma passagem para deixar a Nova Zelândia, também precisa comprovar dinheiro suficiente para comprá-la — e esse valor deve ser adicional aos NZD 4.200.

Outro detalhe importante: se a Nova Zelândia já concedeu um Working Holiday para você anteriormente, não é possível solicitar outro, mesmo que o primeiro não tenha sido utilizado.

Como aplicar para o Working Holiday da Nova Zelândia

Notebook, celular e caderno usados para organizar documentos e informações de uma viagem para trabalhar no exterior.
O pedido do Working Holiday da Nova Zelândia é feito online e exige atenção aos documentos, requisitos e prazos da categoria. (Foto: Sarah B/Unsplash)

A parte boa é que o processo é todo online e mais simples do que parece: não precisa de despachante nem de enviar o passaporte pelo correio. A parte tensa é a cota — são só 300 vagas por ano para brasileiros e elas costumam acabar muito rápido. 

Por isso, vale fazer boa parte da preparação antes da abertura:

  1. Crie sua conta na Immigration New Zealand: faça o cadastro com antecedência, em vez de deixar para o momento em que a cota abrir.
  2. Confira seu passaporte: os dados precisam ser preenchidos exatamente como aparecem no documento, e o passaporte deve cumprir a validade exigida pela imigração.
  3. Entre no sistema assim que as inscrições abrirem: em 2026, a abertura será em 8 de outubro, às 10h NZDT.
  4. Preencha a solicitação online em inglês: confira principalmente nome, número e validade do passaporte.
  5. Pague a taxa: em 2026, o valor informado parte de NZD 770.
  6. Acompanhe a aplicação pela sua conta: depois de enviar, dá para acompanhar o andamento online. Atualmente, a imigração informa que 80% das solicitações são processadas em até duas semanas. 
  7. Envie documentos adicionais se forem pedidos: dependendo do caso, podem solicitar exame médico ou raio-X, certificado policial, comprovação financeira e outros documentos. 
  8. Confira as condições do eVisa depois da aprovação: antes de comemorar e comprar a passagem, leia as condições que aparecem no documento. É ali que estarão as regras específicas do seu visto. 

Tem dupla cidadania? Confira o Working Holiday do outro passaporte

Se você também é cidadão de outro país com acordo de Working Holiday com a Nova Zelândia, vale conferir as regras daquela nacionalidade. Dependendo do país, as condições podem ser diferentes — inclusive em relação à idade, número de vagas e duração do visto. Você terá que aplicar com aquele passaporte e cumprir os requisitos específicos do respectivo programa.

Seguro médico não é opcional

O seguro médico é exigido durante toda a estadia com o Working Holiday brasileiro, e a imigração pode pedir a comprovação quando você chega — inclusive de que a cobertura inclui hospitalização.

Antes de contratar, confira se o seguro cobre todo o período da viagem e as atividades que você pretende exercer durante o Working Holiday, além dos limites, exclusões e cobertura para despesas médicas e hospitalares.

Resumindo: o formulário não é o grande bicho-papão — conseguir entrar na cota é que exige atenção. Deixe tudo o que puder pronto antes e, no dia 8 de outubro, esteja a postos no horário da abertura.

Outros vistos para trabalhar na Nova Zelândia

Vista de Auckland com a Sky Tower e barcos na marina ao anoitecer.
Além do Working Holiday, a Nova Zelândia possui outras categorias de visto que podem permitir trabalho, dependendo da profissão, da oferta de emprego e do perfil do candidato. (Foto: Partha Narasimhan/Unsplash)

O Working Holiday não é a única forma de conseguir autorização para trabalhar no país.

Para quem passou da idade limite, já tem uma profissão qualificada ou consegue uma oferta de emprego, existem outras categorias.

Accredited Employer Work Visa (AEWV)

O Accredited Employer Work Visa, ou AEWV, é voltado para quem recebe uma oferta de trabalho de um empregador credenciado pela imigração.

A vaga precisa oferecer pelo menos 30 horas semanais. O visto pode permitir permanecer por até cinco anos, dependendo da ocupação, nível da função, remuneração e outras condições. Também podem existir exigências de experiência, qualificação, registro profissional e inglês, conforme o trabalho.

Para quem está tentando uma vaga qualificada, vale pesquisar não apenas anúncios de emprego, mas também quais empresas da área possuem acreditação para contratar trabalhadores estrangeiros.

Caminhos para quem quer morar na Nova Zelândia

Se o objetivo é construir uma carreira e permanecer no país, o planejamento é diferente de uma viagem de Working Holiday.

Dependendo da profissão e dos requisitos cumpridos, existem caminhos de residência ligados à Green List e a outras categorias de migração qualificada.

Na Green List:

  • ocupações Tier 1 podem dar acesso ao Straight to Residence;
  • ocupações Tier 2 podem dar acesso ao Work to Residence depois do período de trabalho exigido;
  • cada profissão possui requisitos próprios de qualificação, registro, experiência ou remuneração.

Também existe o Skilled Migrant Category, com critérios próprios.

Isso não significa que qualquer emprego dê direito à residência. Quem pretende seguir esse caminho deve pesquisar especificamente as regras da própria profissão.

Quanto se ganha trabalhando na Nova Zelândia

Homem segurando carteira com dinheiro e cartões
Os salários na Nova Zelândia variam conforme a função, a experiência e o tipo de contrato, e devem ser comparados também com o custo de vida da região escolhida. (Foto de Emil Kalibradov na Unsplash )

Desde 1º de abril de 2026, o salário mínimo na Nova Zelândia é de NZD 23,95 por hora — um valor que pode parecer bem atrativo para quem está chegando do Brasil. Na prática, isso corresponde a: 

Isso corresponde a:

  • NZD 191,60 por uma jornada de 8 horas;
  • NZD 958 por uma semana de 40 horas;
  • NZD 1.916 por uma quinzena de 80 horas.

Esses valores são brutos, antes dos impostos. E, claro, quanto se ganha é só metade da conta: para saber quanto realmente sobra, é preciso colocar do outro lado aluguel, alimentação, transporte e os demais gastos do dia a dia — tudo também em dólar neozelandês.

Por isso, não adianta simplesmente converter o salário para reais e achar que qualquer emprego vai render uma fortuna. O que importa mesmo é o poder de compra que esse dinheiro tem por lá.

A gente destrinchou essa conta em Nova Zelândia gastando pouco: como a gente conseguiu, mostrando quanto gastamos e as estratégias que usamos para economizar durante a viagem. 

O que fazer ao chegar à Nova Zelândia para começar a trabalhar

Sala de embarque de aeroporto com aviões estacionados do lado de fora.
Depois de chegar à Nova Zelândia, alguns passos práticos precisam ser resolvidos antes de começar a trabalhar, como documentação, conta bancária e organização da rotina no país. (Foto: Andrei Castanha/Unsplash)

Conseguir o visto é só a primeira etapa. Assim que chegar, vale resolver algumas coisas práticas que vão facilitar — e muito — a procura por emprego:

  • Abra uma conta em um banco local: é onde você vai receber o salário. ANZ, ASB e Westpac estão entre os principais bancos do país. Confira os documentos exigidos e as condições de cada um antes de escolher. 
  • Tire seu IRD number: é o número usado pela Inland Revenue para identificar você no sistema tributário. A solicitação pode ser feita pela própria Inland Revenue e vale resolver isso logo no início: sem informar um IRD number, você pode acabar pagando uma alíquota mais alta de 45% sobre a renda. 
  • Prepare um currículo em inglês: para trabalhos temporários, prefira um CV curto e objetivo, com experiência, habilidades, idiomas, disponibilidade e referências, quando tiver. Para vagas qualificadas, vale adaptar o currículo à posição.
  • Tenha um número de telefone da Nova Zelândia: muitas vagas temporárias são preenchidas rapidamente, então estar acessível por ligação ou mensagem facilita o contato com empregadores.

Com visto, conta bancária, IRD, telefone e currículo organizados, é só separar os casacos e partir pra caça às vagas na Nova Zelândia. 

Principais trabalhos para brasileiros na Nova Zelândia

Mãos sujas de terra depois de um dia de trabalho agrícola.
Colheitas e outros trabalhos rurais estão entre as oportunidades mais procuradas por quem viaja com Working Holiday.

As oportunidades de trabalho na Nova Zelândia mudam bastante conforme o visto, o nível de inglês, a experiência profissional, a região e até a época do ano.

Para quem viaja com Working Holiday, os trabalhos temporários são muito populares. Fazendas, pomares, vinhedos, restaurantes, hotéis e outros negócios ligados ao turismo costumam contratar estrangeiros por períodos mais curtos. Mas isso não significa que você esteja limitado a esse tipo de emprego: dependendo da sua experiência e do seu inglês, também dá para buscar vagas em outras áreas.

Se a ideia é trabalhar por alguns meses enquanto viaja pelo país, os empregos sazonais são um ótimo ponto de partida — e foi justamente por eles que nós começamos.

Colheitas e trabalhos sazonais

Pessoa segura um kiwi cortado em colheia, um lugar para trabalhar na Nova Zelândia
A produção de kiwis gera vagas sazonais em diferentes etapas, da colheita à seleção e embalagem das frutas.

Esse é provavelmente o tipo de trabalho mais associado ao Working Holiday na Nova Zelândia. Ao longo do ano, diferentes regiões precisam de gente para trabalhar em pomares, plantações, vinhedos e packhouses.

Dependendo da época e do lugar, você pode encontrar vagas para:

  • colheita de kiwis, cerejas, maçãs e uvas;
  • trabalho em vinhedos;
  • poda;
  • thinning ou desbaste;
  • manutenção de pomares;
  • seleção de frutas;
  • embalagem em packhouses.

Muitas dessas vagas não exigem experiência prévia, já que o treinamento costuma ser feito no próprio trabalho. Para algumas funções, um inglês básico já é suficiente; em outras, o preparo físico acaba contando mais do que a experiência.

Nós mesmos trabalhamos na colheita de kiwis e flores e também vendemos cerejas na beira da estrada. Foi uma ótima maneira de juntar dinheiro para continuar viajando — e, mais que isso, acabamos fazendo amizade com gente do mundo inteiro que estava vivendo uma experiência parecida.

Pagamento por produção: alguns trabalhos agrícolas utilizam o chamado piece rate, em que a remuneração depende da quantidade produzida. Quem produz mais pode ganhar mais, mas, mesmo nesse sistema, o trabalhador deve receber pelo menos o equivalente ao salário mínimo pelas horas trabalhadas.

Quer ficar mais três meses? Quem está com Working Holiday e completa pelo menos três meses de trabalho sazonal elegível em horticultura ou viticultura pode solicitar o Working Holiday Extension Work Visa, que permite permanecer por mais três meses. O trabalho não precisa ser consecutivo nem para o mesmo empregador, mas precisa se enquadrar nas atividades aceitas, como plantio, manutenção, colheita ou embalagem de culturas.

Se pretende pedir a extensão, guarde contracheques, registros fiscais e outros comprovantes dos períodos trabalhados.

E, para quem busca também intercâmbio cultural, esse tipo de trabalho pode ser uma experiência e tanto. A gente conta como funciona na prática, quais são as épocas e regiões das safras e como foi a nossa experiência em Emprego na Nova Zelândia: como trabalhar nas colheitas. 

Melhores sites para achar vagas de colheita e agricultura

Notebook e monitor em uma mesa de trabalho durante pesquisa de oportunidades de emprego pela internet.
Sites de emprego e plataformas especializadas ajudam a encontrar vagas sazonais em fazendas, pomares e outras atividades agrícolas na Nova Zelândia. (Foto: Azwedo L.LC/Unsplash)

Alguns sites ajudam bastante na busca por trabalhos sazonais na Nova Zelândia:

  • PickNZ — especializado em horticultura e viticultura, reúne vagas sazonais em pomares, vinhedos e packhouses de várias regiões do país.
  • Backpacker Job Board NZ — voltado para quem está viajando e trabalhando pela Nova Zelândia, com vagas em fazendas, colheitas, hospitalidade, turismo e outras áreas.
  • BackpackerBoard NZ — reúne oportunidades temporárias e sazonais voltadas principalmente para mochileiros e viajantes.
  • SEEK — um dos principais sites de emprego da Nova Zelândia e uma boa opção para ampliar a busca para além dos trabalhos agrícolas.

Também vale procurar grupos de Facebook voltados para backpacker jobs e trabalhos sazonais na Nova Zelândia, onde podem aparecer oportunidades divulgadas diretamente durante as safras.

Trabalhos em hotéis, hostels, bares e restaurantes

Se trabalho rural não é a sua praia, fique tranquilo: hospitalidade e turismo são outras boas portas de entrada para quem está de Working Holiday.

Nós mesmos trabalhamos em hostels na Nova Zelândia, e foi uma ótima forma de praticar inglês no dia a dia e conhecer gente do mundo inteiro.

Entre as vagas que você pode encontrar estão:

  • recepção de hotéis e hostels;
  • limpeza e housekeeping;
  • cozinha;
  • garçom;
  • barista;
  • bartender;
  • atendimento ao público;
  • empresas de turismo e atividades de aventura.

Algumas vagas exigem experiência, enquanto outras oferecem treinamento no próprio trabalho. E, como muitas delas envolvem contato direto com hóspedes, clientes e colegas de várias nacionalidades, o inglês acaba entrando na rotina de verdade — bem diferente de praticar só em sala de aula.

Empregos qualificados na sua área

Se você já tem formação e experiência profissional, o Working Holiday não precisa se resumir a colher frutas ou trabalhar em hostel. Também dá para procurar vagas na sua própria área — e, para quem pensa em ficar mais tempo no país, esse pode ser o começo de um caminho bem diferente. 

Há oportunidades em setores como:

  • tecnologia;
  • engenharia;
  • saúde;
  • educação;
  • construção;
  • administração;
  • vendas;
  • comunicação;
  • serviços especializados.

Dependendo da profissão, podem ser exigidos experiência, qualificação reconhecida na Nova Zelândia, registro profissional, referências e um nível mais avançado de inglês.

Além de procurar no SEEK e no Trade Me, vale pesquisar diretamente as principais empresas do seu setor. E, se a ideia for transformar essa experiência em algo mais permanente, fique de olho também nos empregadores credenciados pela imigração e nas regras específicas da sua profissão.

Mais acima, explicamos as principais opções de visto para quem recebe uma oferta de trabalho e também os caminhos que podem levar à residência na Nova Zelândia.

Freelas e trabalhos independentes

Desenho de câmera de cinema
Audiovisual, fotografia, design e criação de sites são algumas possibilidades para profissionais que buscam trabalhos por contrato na Nova Zelândia.

Fotógrafos, videomakers, designers, editores, desenvolvedores e outros profissionais também podem encontrar trabalhos por contrato.

Foi um dos caminhos que a gente seguiu. Antes mesmo de embarcar, começamos a pesquisar hotéis e outras empresas e oferecer sites e vídeos promocionais. No início, fizemos alguns trabalhos em troca de hospedagem; depois passamos a cobrar pelo serviço. Deu tão certo que continuamos produzindo vídeos promocionais em outros lugares do mundo. 

Se você pretende procurar clientes por conta própria, algumas coisas ajudam:

  • monte um bom portfólio;
  • pesquise possíveis clientes antes de chegar;
  • entre em contato diretamente;
  • mostre trabalhos anteriores;
  • explique claramente o serviço que você oferece.

Nós também encontramos oportunidades no Trade Me, então vale incluir o site na busca.

Só fique atento às regras do visto. Desde abril de 2026, as condições do Working Holiday deixam claro que o trabalho precisa ser feito para um empregador, seja por employment agreement ou contract for services, modalidade usada em muitos trabalhos como contratado ou freelancer. O que não é permitido é operar um negócio próprio na Nova Zelândia como proprietário.

Para brasileiros, continua valendo o limite de três meses com o mesmo empregador.

Trabalho em troca de hospedagem

pessoa segura um mapa de papel
Antes de aceitar trabalho em troca de hospedagem ou outros benefícios, confira se a atividade é permitida pelas condições do seu visto.

Quer ter uma experiência diferente e, de quebra, reduzir os gastos com acomodação e alimentação? Plataformas como Worldpackers, Workaway e HelpX reúnem oportunidades em hostels, pousadas, campings, propriedades rurais e outros projetos. 

Mas aqui existe um cuidado importante: trabalho em troca de hospedagem não é automaticamente voluntariado na Nova Zelândia.

Se a atividade tiver características de emprego — como horários definidos, tarefas regulares ou trabalho que beneficia comercialmente um negócio —, a pessoa pode ser considerada empregada. Nesse caso, entram em cena as regras trabalhistas do país. Hospedagem e alimentação podem fazer parte de um acordo em determinadas condições, mas não simplesmente substituir o salário. 

O voluntariado verdadeiro funciona de outra forma: não deve existir expectativa de pagamento ou recompensa pelo trabalho, nem uma relação que, na prática, funcione como emprego.

Por isso, antes de topar uma oportunidade, confira:

  • quais tarefas você terá que fazer;
  • quantas horas são exigidas;
  • o que será oferecido em troca;
  • se a atividade caracteriza uma relação de emprego;
  • se esse tipo de trabalho é permitido pelo seu visto.

A Nova Zelândia também possui o Work Exchange Scheme Work Visa, destinado a determinados programas de intercâmbio aprovados pela imigração. Estar cadastrado no Worldpackers, Workaway ou HelpX não significa automaticamente que a oportunidade faça parte de um desses programas. 

Ou seja: não basta encontrar uma troca que pareça boa — é importante conferir como ela funciona na prática e se está de acordo com as condições do seu visto. 

Onde procurar emprego na Nova Zelândia

Os melhores sites dependem do tipo de trabalho que você procura:

Site Melhor para
Seek Vagas temporárias, profissionais e especializadas
Trade Me Jobs Empregos em diferentes áreas e regiões
PickNZ Horticultura, viticultura e trabalhos sazonais
Backpacker Board Vagas temporárias, hostels e trabalhos voltados a mochileiros
Backpacker Job Board NZ Colheitas, fazendas, hospitalidade, turismo e outros trabalhos temporários
Sites das empresas Trabalhos qualificados e oportunidades em empregadores específicos

Para vagas sazonais, vale também procurar diretamente produtores, packhouses, hostels e empresas das regiões agrícolas.

Nem todas as oportunidades aparecem primeiro nos grandes sites, principalmente durante a safra.

Quem busca uma vaga profissional pode fazer o caminho inverso: pesquise as principais empresas da sua área na Nova Zelândia e veja diretamente a página de carreiras de cada uma.

Precisa falar inglês para trabalhar na Nova Zelândia?

Depende muito da vaga.

De forma geral:

  • Colheitas e alguns trabalhos manuais: inglês básico pode ser suficiente em determinadas funções.
  • Hotéis, hostels, bares e restaurantes: um nível intermediário ajuda bastante, principalmente em trabalhos com atendimento.
  • Empregos qualificados: normalmente exigem comunicação profissional mais avançada.
  • Profissões regulamentadas: podem existir requisitos formais de idioma, além das exigências para registro profissional.

Não espere necessariamente falar inglês perfeito antes de procurar.

A própria rotina de trabalho ajuda bastante a melhorar o idioma — e isso aconteceu com a gente durante a temporada no país.

Resumo: qual trabalho procurar na Nova Zelândia

Tipo de trabalho Melhor para Inglês
Colheitas e trabalhos sazonais Working Holiday, trabalhos de curto prazo e juntar dinheiro durante a viagem Básico pode bastar em algumas vagas
Hotéis, hostels e restaurantes Praticar inglês e trabalhar durante a viagem Geralmente intermediário
Empregos qualificados Trabalhar na própria profissão e tentar permanecer no país Intermediário a avançado
Freelas e trabalhos por contrato Profissionais criativos, especialistas e trabalhadores independentes Depende do cliente
Trabalho em troca de hospedagem Reduzir custos quando a atividade e o visto permitirem Varia conforme a função
Trabalhar na Nova Zelandia20
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