Atualizado em 06/08/2026 por Bárbara Rocha Alcantelado
Para chegar à Nova Zelândia é necessário fazer pelo menos uma conexão, já que não há voos diretos saindo do Brasil. Os voos mais comuns partem de São Paulo ou Rio, com conexões em lugares como Santiago, Buenos Aires, Doha ou Sydney.
A gente morou na Nova Zelândia por dois anos e lembra bem como foi encarar o trajeto até lá pela primeira vez. É uma viagem longa, sim, mas totalmente possível com um bom planejamento. A seguir, mostramos as principais rotas, companhias e algumas dicas práticas pra tornar esse trecho mais leve (e, quem sabe, até mais barato).
Como chegar à Nova Zelândia: o resumo rápido
| Informação | Detalhes |
|---|---|
| Tem voo direto do Brasil? | Não — sempre com pelo menos 1 conexão |
| Rotas mais rápidas | Conexão em Santiago ou Buenos Aires, com cerca de 13 horas de voo de lá até Auckland |
| Tempo total de viagem | De 20 horas, nas rotas mais rápidas, a 30–40 horas, em itinerários com conexões longas |
| Preço médio de ida e volta | R$ 5.000 a R$ 18.000 |
| Precisa de visto? | Não, para estadias de até 90 dias — é necessário solicitar a NZeTA e pagar o IVL, com custo total aproximado de NZD 117–123 |
| Onde se desembarca? | Principalmente no Aeroporto de Auckland (AKL), na Ilha Norte |
Voos para a Nova Zelândia: saindo do Brasil
Se você pensa que chegar à Nova Zelândia é complicado, vai se surpreender. Apesar da distância, voar pra lá não é muito diferente de uma viagem para os Estados Unidos ou a Europa. Os voos que partem de Buenos Aires ou Santiago levam cerca de 13 horas diretas até Auckland — praticamente o mesmo tempo de um voo pra Los Angeles. Ou seja, bem mais tranquilo do que parece!
Considerando o trajeto completo desde o Brasil, o tempo total pode variar bastante. As rotas mais rápidas levam em torno de 20 horas, enquanto conexões mais longas podem ultrapassar 30 ou até 40 horas, dependendo da espera nos aeroportos.
Na primeira vez que fui à Nova Zelândia, escolhi um voo via Chile. Pegamos um voo do Rio de Janeiro para Santiago e, como tínhamos um tempo longo de espera, aproveitamos pra sair pra jantar e dar uma volta rápida perto do hostel antes da maratona de voos. De Santiago, seguimos pra Melbourne, na Austrália, com mais uma parada antes do último trecho até Auckland. Na minha segunda ida, saí direto da Europa, de Lisboa com conexão em Doha — bem mais direto, e com o serviço da Qatar Airways ajudando a tornar a viagem confortável.
A maioria dos voos pra Nova Zelândia saindo do Brasil parte de São Paulo (GRU) e Rio de Janeiro (GIG), sempre com pelo menos duas escalas. Antes de comprar, confira dois pontos: se a rota exige visto de trânsito no país da conexão, e o fuso horário — a Nova Zelândia está 15 horas à frente do Brasil, então na ida você “perde um dia” ao cruzar a Linha Internacional de Data. Na volta, o efeito se inverte: dá pra sair da Nova Zelândia à noite e chegar ao Brasil na manhã do mesmo dia.
Quais companhias voam para a Nova Zelândia (e as melhores rotas)
Do Brasil, as rotas que mais valem a pena passam por três caminhos:
- Via Santiago, com a LATAM: voo direto Santiago (SCL)–Auckland, diário, cerca de 13h. Só GRU e GIG chegam direto a Santiago; de outras cidades, é uma conexão a mais. Como sai de madrugada, quem vem do Brasil embarca um dia antes.
- Via Buenos Aires, com a Air New Zealand: voo direto Buenos Aires (EZE)–Auckland, cerca de 13h30. O trecho do Brasil até lá é operado por Aerolíneas Argentinas, LATAM ou Turkish. Atenção à possível troca de aeroporto em Buenos Aires (EZE x Aeroparque). A bordo, o serviço é ótimo — tem até um tutorial de como dirigir na mão inglesa, útil pra quem vai alugar carro.
- Via Austrália, com a Qantas ou Emirates: conexão em Sydney, boa pra quem quer desembarcar direto na Ilha Sul (Queenstown, Christchurch ou Wellington), sem passar por Auckland. A Austrália é, aliás, o país com mais voos diretos pra Nova Zelândia — muitas vezes vale ir até Sydney e seguir de lá.
Outras companhias que fazem a rota, com conexões pelo mundo: Qatar Airways (Doha), Emirates (Dubai), United (Houston), American Airlines (Dallas ou Los Angeles) e Singapore Airlines (Singapura). A melhor rota depende da sua cidade de origem, do tempo total e do preço da passagem.
Voando com a LATAM
A LATAM opera voos diretos entre Santiago (SCL) e Auckland, com saídas diárias no início da madrugada.
Para quem sai do Brasil, é possível comprar passagens a partir de qualquer cidade com operação da LATAM, mas apenas os voos de São Paulo (GRU) e Rio de Janeiro (GIG) chegam diretamente a Santiago.
Passageiros de outras cidades precisarão fazer uma conexão extra antes de seguir viagem.
Por conta do horário da decolagem de Santiago para Auckland, quem sai do Brasil deve embarcar para o Chile um dia antes.
O voo entre Santiago e Auckland tem duração de aproximadamente 13 horas.
Voando com a Air New Zealand
A Air New Zealand opera voos para Auckland partindo de Buenos Aires (EZE). O primeiro trecho, do Brasil para a capital argentina, pode ser feito em parceria com Aerolíneas Argentinas, Austral, LATAM ou Turkish Airlines.
O aeroporto de chegada em Buenos Aires varia, então é essencial conferir o tempo de conexão, principalmente se houver troca entre Aeroporto Internacional de Ezeiza (EZE) e Aeroparque (AEP).
O ideal é priorizar voos que cheguem direto a Ezeiza, de onde sai o voo da Air New Zealand.
Os voos de Buenos Aires para Auckland operam às segundas, quintas e sábados, sempre no início da madrugada.
Como o voo parte tarde da noite, quem sai do Brasil deve embarcar para Buenos Aires um dia antes. O tempo de voo direto entre Buenos Aires e Auckland é de aproximadamente 13h30.
A Air New Zealand se destaca pelo bom serviço de bordo, garantindo um voo mais confortável mesmo em longas horas de viagem.
A companhia oferece um sistema de entretenimento individual com dezenas de filmes, músicas e guias sobre a Nova Zelândia.
Há também conteúdos interativos, incluindo um tutorial sobre como dirigir na mão inglesa, algo útil para quem pretende alugar um carro no país.
Voando com a Qantas
A Qantas oferece diferentes rotas para a Nova Zelândia partindo de Santiago (SCL), seja por meio de um voo direto para Auckland (operado pela LATAM) ou por meio de uma conexão na Austrália (Sydney – SYD), onde a própria Qantas opera o trecho seguinte.
Para quem deseja desembarcar direto em outra cidade da Nova Zelândia sem passar por Auckland, a opção via Sydney pode ser mais conveniente.
A partir da Austrália, há voos diretos para Queenstown, Christchurch e Wellington, permitindo que viajantes cheguem diretamente à Ilha Sul sem precisar passar pela Ilha Norte.
Qual o valor de uma viagem do Brasil para a Nova Zelândia?
As passagens de ida e volta pra Nova Zelândia costumam custar entre R$ 5.000 e R$ 18.000, variando conforme época, rota e demanda. Com sorte, dá pra achar promoções por menos de R$ 5.000, especialmente em voos com escalas mais longas ou partindo de cidades vizinhas, como Buenos Aires e Santiago. Se quiser economizar, veja nossas dicas para viajar barato pela Nova Zelândia.
Mas o que realmente influencia no preço?
- Época da viagem: entre dezembro e fevereiro, no verão neozelandês, os preços sobem (alta temporada). Entre maio e setembro, no inverno, as tarifas caem, mas prepare-se pro frio, principalmente na Ilha Sul.
- Dia da semana: se a viagem for flexível, teste datas. Terças e quartas costumam ter tarifas mais baixas que sextas e sábados.
- Tempo de conexão: voos com escalas longas ou múltiplas costumam sair mais baratos. Mas será que vale? Às vezes a economia significa mais de 40 horas de viagem.
- Companhia aérea: LATAM e Air New Zealand costumam ter boas tarifas pra Auckland, sobretudo em compras antecipadas. Qatar Airways, Emirates e Qantas podem custar mais, mas oferecem serviços mais completos e escalas mais estratégicas.
- Visto para conexões: algumas rotas exigem visto de trânsito no país da conexão, o que gera custo e burocracia. Verifique antes de comprar.
📌 Dica: ative alertas de passagens no Google Flights e no Skyscanner e fique de olho em promoções relâmpago.
Voando da Austrália para a Nova Zelândia
A Austrália é um dos principais pontos de conexão para quem viaja para a Nova Zelândia, oferecendo o maior número de voos diretos para diversas cidades do país.
Se o plano inclui visitar tanto a Ilha Sul quanto a Ilha Norte, essa pode ser uma alternativa estratégica, evitando conexões desnecessárias dentro da Nova Zelândia.
Além de Auckland, há rotas frequentes para Christchurch, Queenstown e Wellington, o que facilita a chegada para quem deseja explorar diferentes regiões.
Para quem sai do Brasil ou de Portugal, isso pode ser vantajoso, pois há mais opções de voos para a Austrália do que para a Nova Zelândia.
Basta pegar um voo até Sydney, por exemplo, e seguir direto para Auckland ou outra cidade neozelandesa, evitando conexões muito longas em outros continentes.
Stopover: como tornar a viagem mais confortável
Depois de algumas viagens longas até a Nova Zelândia, aprendi que um stopover bem planejado faz toda a diferença. Dependendo do tempo de conexão, pode ser uma oportunidade pra descansar ou até explorar um novo destino no caminho. Já fiz escalas em Santiago, Doha, Sydney e algumas cidades europeias, e sempre avalio se vale a pena sair do aeroporto ou apenas relaxar entre os voos. Algumas paradas que valem a pena:
- Sydney (com a Qantas ou Emirates): interessante pra quem quer explorar a Austrália antes de seguir pra Nova Zelândia.
- Dubai (com a Emirates): stopover com infraestrutura excelente, possibilidade de hospedagem e passeios organizados pela companhia.
- Santiago (com a LATAM): boa alternativa pra quem prefere uma conexão na América do Sul antes do trecho longo até Auckland.
- Doha (com a Qatar Airways): uma das melhores companhias do mundo, com stopover e voos bem avaliados pra Oceania.
Precisa de visto pra fazer stopover? Depende do país da conexão. Alguns permitem entrada sem visto; outros exigem visto de trânsito ou de turista.
- Não exigem visto (brasileiros, em trânsito/turismo): Dubai (Emirados), Doha (Catar), Santiago (Chile), Sydney (conexões curtas dentro do aeroporto), Auckland.
- Exigem visto/autorização: Estados Unidos (visto B1/B2 ou trânsito C1), Canadá (eTA), Austrália (eVisitor ou ETA, se sair do aeroporto ou em stopover longo).
📌 Dica: mesmo onde não exigem visto, algumas companhias pedem comprovante de passagem de saída, seguro viagem e hospedagem. Confira sempre antes.
Principais aeroportos na Nova Zelândia
Se você chega do Brasil, o desembarque provavelmente será num destes:
- Aeroporto Internacional de Auckland (AKL): o maior e mais movimentado do país, a 20 km do centro de Auckland. É a principal porta de entrada e o principal hub aéreo, com conexões pra Wellington, Christchurch e Queenstown.
- Aeroporto Internacional de Wellington (WLG): na capital, a 8 km do centro. Recebe voos domésticos e algumas conexões da Austrália — bom pra quem vai explorar a Ilha Norte.
- Aeroporto Internacional de Christchurch (CHC): a 12 km do centro, é o principal da Ilha Sul, com voos da Austrália e de algumas cidades asiáticas. Melhor porta pra montanhas, lagos e paisagens do sul.
- Aeroporto Internacional de Queenstown (ZQN): na região dos lagos e montanhas da Ilha Sul, recebe voos domésticos e algumas conexões australianas. Ótimo pra começar a viagem já num dos destinos mais turísticos.
- Dunedin (DUD) e Rotorua (ROT): com poucas conexões internacionais, servem mais a voos regionais — Dunedin pro extremo sul da Ilha Sul, Rotorua pra região geotérmica da Ilha Norte.
📌 Dica: se o roteiro inclui a Ilha Sul, um voo direto pra Christchurch ou Queenstown evita conexões extras dentro do país e economiza tempo.
Chegada à Nova Zelândia: Aeroporto, transporte e dicas úteis
Seja desembarcando em Auckland, Wellington ou Christchurch, sua experiência no aeroporto será o primeiro contato com o país.
Para garantir uma chegada tranquila, é importante estar preparado para os procedimentos de imigração, transporte e outras exigências.
Se for sua primeira vez no país, vale conferir essas 19 curiosidades sobre a Nova Zelândia antes da viagem!
O que é preciso para entrar na Nova Zelândia (visto, NZeTA e IVL)
Se for sua primeira vez, dê uma olhada nestas 19 curiosidades sobre a Nova Zelândia antes de embarcar. E, quanto à burocracia de entrada:
Brasileiros não precisam de visto pra turismo por até 90 dias. Mas, desde 1º de outubro de 2019, viajantes de países com acordo de isenção de visto — o que inclui o Brasil — devem solicitar a NZeTA (New Zealand Electronic Travel Authority) antes de embarcar. Ela é feita online e o processamento pode levar até 72 horas, então peça com antecedência.
Junto com a NZeTA, cobra-se a IVL (International Visitor Conservation and Tourism Levy), a taxa de conservação e turismo — na mesma transação. Atenção: a IVL aumentou bastante. Veja os valores atuais:
| Custo de entrada para turismo, com isenção de visto | Valor |
|---|---|
| NZeTA pelo aplicativo | NZD 17 |
| NZeTA pelo site | NZD 23 |
| IVL — Taxa de Conservação e Turismo | NZD 100 |
| Total aproximado por pessoa | Cerca de NZD 117 a 123 |
A NZeTA tem validade de 2 anos e permite várias entradas, cada uma de até 90 dias.
Novidade — a declaração digital de chegada (NZTD): desde 2023, o antigo cartão de papel de desembarque virou a New Zealand Traveller Declaration (NZTD), digital e gratuita, que todo viajante precisa preencher (inclusive crianças). Dá pra fazer no site oficial (travellerdeclaration.govt.nz) ou pelo app, a partir de 24 horas antes do embarque — faça antes de viajar pra agilizar a imigração. Nela você declara o que está levando, o que é importante por causa da biosegurança rígida do país.
Na chegada, você também pode precisar apresentar:
- Passaporte válido por pelo menos 3 meses após a data prevista de saída
- Passagem de ida e volta (ou de saída do país)
- Comprovante de hospedagem ou endereço onde vai ficar
- Comprovação de recursos pra estadia, se solicitado
Pra detalhes oficiais de NZeTA e IVL, acesse o site da Immigration New Zealand.
Saindo de Portugal: rotas e custos
Se você viaja de Portugal, o trajeto costuma ser um pouco mais curto que o do Brasil — entre 24 e 35 horas no total, dependendo das conexões. A maioria dos voos parte de Lisboa (LIS), com opções também do Porto (OPO), sempre com pelo menos uma conexão em hubs como Dubai, Doha, Frankfurt, Londres ou Istambul (Emirates, Qatar, Lufthansa, British Airways e Turkish são as mais usadas). As passagens de ida e volta ficam entre € 800 e € 2.000, geralmente mais baratas que as do Brasil.
Uma diferença importante em relação ao Brasil: portugueses (e demais cidadãos da UE) podem ficar até 6 meses sem visto de turismo — o dobro dos 90 dias dos brasileiros. A NZeTA, a IVL e a NZTD (explicadas acima) valem igual.
Dicas para uma chegada tranquila
A Nova Zelândia tem uma das alfândegas mais rígidas do mundo em controle sanitário. Nada de entrar com alimentos não industrializados, sementes ou qualquer item que represente risco ambiental.
Eu mesma já passei por isso: minha mãe foi me visitar e resolveu levar feijão do Brasil. Eu estava morrendo de saudade da comida de casa, mas, assim que ela desembarcou, os fiscais da alfândega barraram tudo — porque o feijão poderia germinar!
Eles explicaram que o país tem regras rígidas pra evitar a entrada de pragas e doenças que afetem a agricultura local. Eu já estava sonhando com aquele feijãozinho, mas tive que me despedir dele na chegada. Minha madrinha também teve um susto: esqueceu que tinha uma semente na bolsa e quase pagou multa.
No fim, tudo se resolveu, mas ficou o alerta: se você está levando qualquer coisa de origem vegetal ou animal, declare na NZTD e na chegada ou, pra evitar dor de cabeça, simplesmente não leve. Na dúvida, descarte antes da imigração — o risco é uma multa salgada logo no desembarque.
Além disso, algumas dicas pra facilitar sua chegada:
- Câmbio: no Aeroporto de Auckland há casas de câmbio (como a Travelex) abertas todos os dias, além de caixas eletrônicos (ATMs) pra saque em moeda local.
- Internet: dá pra comprar um chip local com internet ilimitada ou alugar um roteador portátil no aeroporto.
- Fuso horário: a Nova Zelândia está entre 15 e 16 horas à frente do Brasil (varia com o horário de verão). O jet lag pode ser intenso nos primeiros dias.
- Seguro viagem: altamente recomendado — os custos médicos pra turista são elevados.
Como sair do aeroporto de Auckland
Depois de longas horas de voo, você só quer chegar ao hotel sem complicação. As melhores opções saindo do Aeroporto Internacional de Auckland:
- Ônibus (serviço expresso pro centro): o mais econômico, cerca de 45 minutos, a partir de ~NZD 17 (confira o valor atual).
- Táxi ou Uber: pegue um táxi oficial no ponto indicado ou chame um Uber. A corrida até o centro custa entre NZD 40 e 70, conforme o trânsito.
- Transfer privado: se estiver com muita bagagem ou quiser mais conforto, reserve com antecedência.
Se o voo chegar por Wellington (WLG) ou Christchurch (CHC), o funcionamento é parecido: transporte público, táxis e transfers diretos pro centro.
Agora você já sabe como chegar à Nova Zelândia!
É só escolher a melhor rota, garantir a NZeTA e preparar as malas! Se ainda tem dúvida sobre onde se hospedar, veja nossa seleção dos melhores albergues na Nova Zelândia.
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