19/05/2025 Bárbara Rocha Alcantelado
O Marrocos é caótico, bonito, intenso, barulhento, mágico e cansativo — tudo ao mesmo tempo. Parece exótico no Pinterest, mas é real e cheio de contraste na vida real.
E, olha, depois de termos ido pra lá três vezes, dá pra dizer com segurança: é um dos nossos lugares favoritos do mundo.
Tem deserto, montanha, mar, cidade azul, medina que parece um labirinto e paisagem de cinema. Mas também tem golpe, assédio, vendedor colando em você e gente querendo “ajudar” sem você ter pedido nada. Saber onde tá se metendo faz toda a diferença.
Se for sua primeira vez, essas perguntas vão bater:
“É seguro pra viajar?”
Sim. Mas com o radar ligado. O risco não é violência, é furada turística. Tipo pagar o triplo numa babouche que você nem queria.
“Dá pra mulher viajar sozinha?”
Dá. Mas tem que ir com um pouco de malícia e um tanto de paciência. Vai ter cantada, vai ter comentário, mas agressão é raro. Roupas mais discretas ajudam a evitar atenção indesejada.
“Melhor ir com guia ou por conta própria?”
Depende. Nas cidades maiores dá pra se virar, mas em lugares mais remotos (tipo o Saara ou o Alto Atlas), um guia confiável faz diferença — tanto pra entender melhor quanto pra evitar perrengue.
“Quantos dias são ideais?”
Duas semanas é o ideal. Menos que isso e você corre demais. Mais que isso e você começa a entender o ritmo do país — ou começa a cansar. Às vezes os dois ao mesmo tempo.
“Vale a pena mesmo?”
Vale. Se você for com o espírito certo. Não é uma viagem “fácil”, mas é uma das mais marcantes que você vai fazer.
Neste guia de viagem pro Marrocos, a gente reuniu tudo o que aprendeu nessas três idas — o que fazer, o que evitar, o que ninguém te conta antes de embarcar.
Sem romance demais, sem medo de dizer o que pega. Só o que funciona.
Guia de viagem para o Marrocos
Posts sobre o Marrocos
- O que fazer no Marrocos: 20 melhores atrações
- Roteiro Marrocos: 7, 15 e 30 dias (de Marrakech ao deserto)
- 18 Curiosidades sobre o Marrocos para saber antes de ir
- O que fazer em Marrakech: Guia completo
- 20 Riads em Marrakech para sua primeira visita
- Onde ficar em Casablanca: 20 riads e hotéis bem localizados
- Comida típica do Marrocos: conheça 16 pratos imperdíveis
- O que fazer em Marrakech: Guia completo
- 20 Riads em Marrakech para sua primeira visita
Informações rápidas sobre o Marrocos
- Melhor época para visitar: A melhor época para visitar o Marrocos vai março a maio e de setembro a novembro. O clima é mais ameno e dá pra curtir tanto o deserto quanto as cidades. Junho a agosto é quente de verdade, especialmente no interior e no Saara.
- Brasileiros precisam de visto? Não. Brasileiros podem entrar no Marrocos sem visto por até 90 dias. Só precisa do passaporte válido (com pelo menos 6 meses de validade).
- Moeda: Dirham marroquino (MAD). Muitos lugares turísticos aceitam euro, mas o troco será em dirham — e com conversão nada vantajosa. Troque em casas de câmbio confiáveis ou saque direto no caixa eletrônico.
- Idioma: Árabe e francês são os principais. Em regiões turísticas, dá pra se virar com inglês básico, mas não conte com isso em todo lugar.
- Tomada: Padrão europeu (tipo C e E), 220V. Se seu carregador for de padrão americano ou britânico, leve adaptador.
- Fuso horário: Geralmente 3 ou 4 horas à frente do horário de Brasília, dependendo do horário de verão nos dois países.
Onde fica o Marrocos?
Pode parecer básico, mas muita gente ainda confunde o Marrocos com “Oriente Médio” — quando, na real, o país está bem longe dali.
O Marrocos fica no norte da África, ali colado no Mar Mediterrâneo e no Oceano Atlântico. Fica separado da Europa só pelo Estreito de Gibraltar — do lado oposto da Espanha.
É vizinho da Argélia (a leste), do Saara Ocidental (ao sul) e tem muita influência árabe, berbere e francesa — o que ajuda a explicar por que o país tem essa mistura de cultura muçulmana com arquitetura moura, idiomas variados e uma certa sofisticação nos cafés e riads.
Ou seja: o Marrocos é África, mas com cara própria. E antes de embarcar, vale entender essa geografia pra planejar melhor o roteiro — porque o país é muito mais diverso (e grande) do que parece.
Como chegar no Marrocos?
Do Brasil, não há voos diretos para o Marrocos. A viagem sempre exige ao menos uma conexão — às vezes duas. As rotas mais comuns saem de São Paulo (GRU) ou Rio (GIG), com escalas em hubs como:
- Lisboa (TAP) – conexão rápida e uma das opções mais populares
- Madri (Iberia) – frequente e com boas combinações pra Casablanca
- Paris (Air France) – útil se você já estiver pensando em esticar pra Europa
- Doha (Qatar Airways) ou Istambul (Turkish Airlines) – rotas mais longas, mas funcionam bem em épocas de alta
A maioria dos voos chega pelo Aeroporto Internacional Mohammed V (CMN), em Casablanca, mas também há conexões possíveis para Marrakesh (RAK), Fez (FEZ) e Agadir (AGA), dependendo do seu roteiro.
Dá pra combinar com outros destinos?
O Marrocos é excelente pra encaixar numa viagem maior. Muita gente emenda com sul da Espanha (tem ferry de Tarifa a Tânger), ou aproveita passagens baratas dentro da Europa pra chegar por companhias low cost, como Ryanair e Vueling.
E pra circular dentro do país?
De trem entre cidades grandes (como Marrakesh, Casablanca, Rabat e Fez), de ônibus pra distâncias médias e de táxi compartilhado pra trajetos mais locais. Se quiser explorar o interior com liberdade, alugar carro pode ser uma boa — mas só se você for paciente com o trânsito marroquino.
Quando ir para o Marrocos: melhor época para viajar
A melhor época pra visitar o Marrocos é entre abril e maio ou entre setembro e novembro. O clima é agradável, dá pra andar nas ruas sem derreter e os lugares turísticos ainda não estão lotados.
É o momento certo pra conhecer Marrakesh, Fez, encarar o deserto ou fazer trilha nas montanhas sem virar meme de insolação.
Verão (junho a agosto): Esqueça o interior e o deserto — o calor beira o insuportável, fácil acima dos 35°C. Marrakesh e Fez viram fornos. A salvação é a costa (Rabat, Tânger, Essaouira), onde o clima é mais suportável. Praia funciona, mas passear por medinas no meio do dia… só se você for feito de pedra.
Inverno (dezembro a fevereiro): Frio de verdade à noite, com mínimas negativas em Marrakesh e neve nos picos do Atlas. E no norte? Chuva. Bastante. Não é o pior cenário do mundo, mas não é o melhor momento se a ideia for aproveitar ao máximo.
Pra trilhas no Atlas: vá na primavera ou no outono (abril-maio e setembro-outubro).
Pra curtir o litoral: junho a agosto, quando o calor bate, mas a brisa ajuda.
O que fazer no Marrocos
5 melhores experiências no Marrocos (pra quem quer viver a viagem de verdade)
- Se perder nos souks de Marrakesh: É impossível andar pela medina sem se perder — e essa é justamente a graça. Entre barracas de especiarias, tapetes, couro e muita conversa, você entra no caos marroquino e sai querendo comprar uma lanterna que nunca vai usar. Vale pela experiência e pelas fotos, mas vá com calma (e com trocado).
- Ver o pôr do sol nas dunas do Saara: Ficar em silêncio no meio do deserto enquanto o céu muda de cor é uma daquelas experiências que parecem cena de filme. Dá pra fazer passeio de camelo até um acampamento berbere, dormir sob as estrelas e acordar com o nascer do sol nas dunas. O clichê é real, e é lindo.
- Explorar as ruelas azuis de Chefchaouen: A cidade toda parece feita pra foto. Mas além do Instagram, Chefchaouen tem uma atmosfera tranquila, moradores simpáticos e um ritmo mais lento. É o lugar ideal pra caminhar sem pressa e sentir o lado mais calmo do país.
- Visitar a mesquita Hassan II em Casablanca: É uma das maiores mesquitas do mundo e, diferente de muitas no país, permite entrada de não-muçulmanos em horários específicos. Fica à beira-mar, tem um minarete de 210 metros e interiores que impressionam até quem já viu de tudo.
- Provar a comida marroquina de verdade: Tajine, cuscuz, harira, pastilla, chá de menta — nada disso tem o mesmo gosto fora do Marrocos. Comer num restaurante local (ou melhor ainda, na casa de alguém) é mergulhar na cultura do país de um jeito simples e autêntico.
Para onde ir no Marrocos: cidades e regiões que mostram a alma do país
Destinos clássicos
Marrakesh
Caótica, intensa e obrigatória. Marrakesh é aquela cidade que te coloca dentro do Marrocos de verdade, sem filtros. Tem os souks da medina, cheios de especiarias, couro e labirintos; a praça Jemaa el-Fna com cobra, suco de laranja e música; e os famosos riads escondidos em vielas. Pode ser exaustivo — mas é o tipo de lugar que você não esquece.
O Saara
Dormir no meio das dunas, ver o pôr do sol no deserto e acordar com o céu ainda rosado. Parece cena de filme? É mesmo. Os acampamentos berberes são simples, mas a experiência vale tudo. Dá pra ir de 4×4 ou camelo (se for o caso, escolha com consciência). A noite no deserto é uma das coisas mais mágicas do país.
Chefchaouen
A cidade azul do Marrocos. O Instagram adora, mas a graça é mais do que a cor: é a tranquilidade, o ritmo mais lento e as ruas que parecem cenário de filme indie. Ótima pra caminhar sem mapa, tomar chá de menta olhando as montanhas e respirar fundo depois do caos de Marrakesh.
Fez
Mais caótica que Marrakesh, mais medieval, mais intensa. A medina é gigante, confusa e impressionante. Você vai se perder (literalmente) e provavelmente precisar de um guia. Mas é lá que estão as escolas corânicas, as curtidurias (onde se trabalha o couro à moda antiga) e um monte de artesãos que fazem tudo à mão — de verdade.
Casablanca
Mais moderna, mais urbana, menos turística. Tem uma vibe mais de cidade grande mesmo. O grande destaque é a Mesquita Hassan II — gigante, linda, e uma das poucas no país que permitem a entrada de não-muçulmanos. Fica à beira-mar e é visualmente impressionante.
Alto Atlas
Se você gosta de montanha, trilha e paisagem bruta, aqui é o seu lugar. Dá pra subir o Jebel Toubkal (pico mais alto do norte da África), caminhar por vilarejos berberes e fazer trekkings de 2 a 7 dias. Abril, maio, setembro e outubro são os melhores meses pra isso — fora isso, ou neva ou torra.
Essaouira
Uma cidade de praia no Marrocos que consegue ser charmosa, relaxada e cheia de música ao mesmo tempo. É mais tranquila que outras regiões e perfeita pra quem quer vento no rosto, peixe fresco no prato e nada de pressão turística. Ótima opção pra fugir um pouco do calor do interior.
Volubilis
Ruínas romanas no meio do Marrocos. Menos turísticas que muitas da Europa, mais fotogênicas, e com aquele ar de “descobri algo que ninguém viu ainda”. Fica perto de Meknès, então dá pra combinar num bate-volta. Boa pra quem curte história e espaço pra explorar com calma, sem cordas e placas bloqueando tudo.
Experiências imperdíveis além do óbvio
Dormir em um riad dentro da medina (e descobrir como sair depois)
Pode parecer um simples “onde se hospedar”, mas é parte da experiência. Os riads (casas tradicionais com pátio interno) são um respiro no meio do caos das medinas. Só não se esqueça de decorar o caminho até a porta, porque GPS aqui costuma falhar miseravelmente.
Cozinhar com os ingredientes do souk
Fazer uma aula de culinária marroquina é uma das formas mais reais de entender o país. Você começa comprando os ingredientes no mercado, aprende sobre especiarias, e termina com um tagine que provavelmente vai ficar melhor do que o dos restaurantes. Spoiler: tem chá de menta no final.
Fazer trilha no Todra Gorge (e dormir numa vila berbere)
Todra é tipo um rasgo na pedra, e andar por lá tem algo de cinematográfico. Se quiser viver o momento completo, durma numa casa berbere nas redondezas. Vai ter chá, pão feito na hora e um céu que parece fake.
Tomar banho em um hammam tradicional
É o spa do povo. Vapor, sabonete preto, esfoliação sem delicadeza e um monte de gente que não tá nem aí pra sua vergonha. Você entra um e sai outro — renovado ou traumatizado, depende do nível de tensão muscular.
Ver o pôr do sol do alto da Kasbah des Oudayas, em Rabat
Pouca gente coloca Rabat no roteiro — e mais gente ainda pula essa kasbah. Mas sentar lá no fim da tarde, olhando pro mar com a cidade ao fundo, é das coisas mais simples e bonitas que você pode fazer no Marrocos.
Pegar onda em Taghazout (ou só ver o povo tentando)
Sim, o Marrocos tem surf — e dos bons. Taghazout é a vila mais famosa, com ondas fortes, mochileiros desajeitados, clima leve e peixe fresco no jantar. Nem precisa surfar pra curtir a vibe. Mas se quiser, tem escola e equipamento por todo lado.
Passear nos bastidores de Game of Thrones em Ouarzazate
O Atlas Studios e Aït Benhaddou são tipo o combo marroquino de set de filmagem + cenário bíblico real. Se você curte cinema, ou só quer dizer que “passou onde gravaram Gladiador”, esse é o lugar. E ainda rende fotos que parecem Photoshop (mas são só areia e luz boa).
📌 Quer ir além? Veja 20 experiências imperdíveis no Marrocos no nosso post completo e monte um roteiro com personalidade, não só pontos turísticos.
Onde se hospedar no Marrocos: nossos guias por cidade
Cada cidade marroquina tem sua própria personalidade — e isso se reflete diretamente nas opções de hospedagem.
Há desde riads tradicionais escondidos em vielas da medina até hotéis modernos em bairros novos e comerciais.
Aqui estão nossos guias completos com as melhores dicas de onde vale a pena se hospedar:
- Onde ficar em Marrakech: saiba como escolher entre a medina, Gueliz e outras áreas. Entenda o que esperar dos riads e quais bairros são mais práticos para circular.
- Onde ficar em Casablanca: veja as melhores regiões da cidade mais cosmopolita do país, desde o centro até as áreas próximas ao mar, com dicas para quem quer conforto e praticidade.
Se você vai dividir a viagem entre diferentes cidades, vale a pena ajustar sua hospedagem ao estilo de cada lugar — Marrakech é puro caos encantador, enquanto Casablanca tem um clima mais urbano e direto ao ponto.
Como se locomover no Marrocos
Se locomover pelo Marrocos exige paciência, jogo de cintura e uma boa dose de negociação.
As opções são variadas, mas nem sempre funcionam como você espera. Abaixo, um guia objetivo (e com preços em real) pra ajudar brasileiros a circularem sem se perder — pelo menos não completamente.
Valores em dirhams marroquinos (MAD), com equivalência aproximada em real (1 BRL ≈ 2 MAD)
Transporte público nas cidades
Ônibus urbanos existem nas grandes cidades como Marrakesh e Casablanca, mas a verdade é que eles são velhos, lotados e confusos. A sinalização é escassa e os horários? Um mistério ancestral.
Por isso, o meio mais usado é o petit taxi — aqueles carrinhos compactos que carregam até três pessoas.
- Corrida mínima: 7 MAD (~R$ 3,50)
- Por km: 4 MAD (~R$ 2)
- Após 20h, pode haver taxa extra
Negocie o preço antes de entrar, especialmente se o carro não tiver taxímetro (spoiler: muitos não têm). Nas cidades maiores, você encontra táxis com taxímetro funcionando, mas continue atento.
Grand táxis
Se o petit é pra dentro da cidade, o grand taxi é pra trajetos entre cidades e vilarejos próximos. São carros compartilhados (até seis pessoas) e só saem quando estão cheios.
- Valores variam bastante por rota, mas espere algo entre 20 e 100 MAD (~R$ 10–R$ 50) para distâncias curtas/intermediárias
- Com malas, podem cobrar um valor extra
- Combine o preço antes. Sempre.
Você encontra esses táxis em pontos fixos, perto de estações de ônibus ou trem.
Ônibus interurbanos
A opção mais econômica e confiável. As empresas CTM e Supratours são as mais organizadas, com ar-condicionado e assentos marcados.
Exemplos de trajetos:
- Marrakesh → Casablanca (4h): 75–110 MAD (~R$ 38–R$ 55)
- Casablanca → Fez (4h): 95–120 MAD (~R$ 47–R$ 60)
- Marrakesh → Tânger (6h30): 260–275 MAD (~R$ 130–R$ 138)
Compra online é possível, mas prepare-se para sites instáveis e formulários mal traduzidos.
Trem
A rede ferroviária marroquina é operada pela ONCF e cobre as principais cidades: Marrakesh, Casablanca, Rabat, Fez, Meknes e outras. Os trens são confortáveis, pontuais (na maior parte do tempo) e seguros.
Há também o Al Boraq, trem de alta velocidade entre Casablanca e Tânger.
Exemplos de rotas:
- Marrakesh → Casablanca (2h30): 50 MAD (~R$ 25)
- Marrakesh → Rabat (4h30): 150–180 MAD (~R$ 75–R$ 90)
- Casablanca → Fez (4h): 50–120 MAD (~R$ 25–R$ 60)
- Fez → Marrakesh (6h30): 195 MAD (~R$ 97)
Voos domésticos
É possível voar entre cidades, mas na maioria dos casos, é um exagero. Ainda assim, pode ser útil se estiver com pouco tempo e longas distâncias pela frente.
Principal companhia: Royal Air Maroc
Exemplos de preços:
- Marrakesh → Casablanca (1h): 870 MAD (~R$ 435)
- Marrakesh → Fez (1h): 520 MAD (~R$ 260
Promoções aparecem de vez em quando, mas não conte com isso pra salvar seu roteiro.
Aluguel de carro
Não é recomendável pra quem não tem experiência com trânsito caótico. A sinalização é confusa, os motoristas são impacientes e as leis de trânsito são mais conceito do que prática.
Mas se você quer explorar áreas rurais ou o deserto, pode valer a pena.
- Diária: 200 MAD (~R$ 100) ou menos em promoções
Use comparadores como o Rentalcars, e sempre verifique se há seguro incluído — e se os freios funcionam.
Resumo direto:
- Dentro das cidades? Petit taxi com cara de quem sabe o que está fazendo.
- Entre cidades próximas? Grand taxi, se você não se importar com gente demais no mesmo banco.
- Trajetos mais longos? Ônibus da CTM ou Supratours.
- Quer conforto e pontualidade? Vai de trem.
- Pressa e grana sobrando? Avião.
- Se sente piloto de rali? Alugue um carro — por sua conta e risco.
Quanto custa viajar para o Marrocos?
Viajar pro Marrocos pode ser bem barato, especialmente se você estiver acostumado a viajar de forma mais enxuta. Mas como em qualquer lugar, os gastos variam muito dependendo do seu estilo.
Média de gastos por dia:
- Mochileiro (~285 MAD/dia | ~R$ 140): Hostels, comida de mercado ou barraquinhas, transporte local e passeios gratuitos ou bem baratos.
- Intermediário (~525 MAD/dia | ~R$ 260): Riad simples, comer fora em restaurante local, trem entre cidades, alguns tours.
- Viagem confortável (~1.120 MAD/dia | ~R$ 550): Hotéis melhores, motorista particular, voos internos, tours privativos. E bastante flexibilidade.
Custos médios por categoria:
Hospedagem:
- Cama em hostel: 50–110 MAD
- Quarto privativo em hostel ou guesthouse: 260–380 MAD
- Hotel básico: 270–410 MAD
- Camping selvagem: permitido em algumas regiões (leve barraca e espere visita da polícia ou de algum local curioso)
Comida:
- Restaurante simples: 35–55 MAD
- Restaurante estilo ocidental: 100–400 MAD
- Lanches e comida de rua: 30–50 MAD
- Mercado para a semana: 200 MAD
- Cerveja ou taça de vinho (quando encontrar): 70 MAD
Transporte:
- Trem entre cidades: acessível e confortável
- Ônibus intermunicipal (tipo CTM): barato e eficiente
- Petit taxi: negocie antes de entrar (e aceite que o valor vai ser meio aleatório)
Passeios:
- Hammam local: a partir de 20 MAD
- Museu/local histórico: 50–100 MAD
- Tour pro Saara: a partir de 600 MAD (com hospedagem incluída)
Dicas pra economizar:
- Coma na rua e nos mercados locais – Comida boa, barata e autêutica. Evite restaurantes “pra turista”.
- Negocie tudo – Literalmente tudo. Preço que começa em 200 MAD pode virar 60 MAD sem muito esforço.
- Evite guias não oficiais – Se um “guia espontâneo” se oferecer pra te mostrar algo, agradeça e siga andando.
- Ande com dinheiro vivo – Cartão é aceito em poucos lugares. Mas cuidado com carteira e celular no bolso em mercados cheios.
- Evite beber – Além de caro, é malvisto. E convenhamos: o chá de hortelã é muito mais interessante por lá.
- Couchsurfing ou hospedagem local – Além de econômico, é uma ótima forma de entender a cultura de verdade.
Dicas extras para sua viagem
- Evite viajar no verão (junho a agosto): O calor passa dos 45 °C fácil, principalmente no Saara e em Marrakech. Parece “exótico” no Instagram, mas é perrengue puro ao vivo. Fora isso, o turismo interno aumenta, e tudo fica mais cheio (e mais caro).
- Leve euro ou dólar pra trocar lá: O dirham não é vendido fora do país, então leve moeda forte pra trocar no Marrocos. Casas de câmbio no aeroporto costumam ter cotações piores — prefira trocar o básico pra começar e fazer o resto nas cidades.
- Reserve tempo pra deslocamentos: As estradas podem ser boas, mas são lentas. Uma distância de 200 km pode levar 5 horas com paradas, curvas e mulas atravessando. Se o roteiro for apertado demais, você só vai ver estrada.
- Hospedagem faz diferença na experiência: Ficar num riad bem localizado muda tudo. Eles são mais autênticos, te colocam dentro da cultura local e, em muitos casos, ainda oferecem traslado e ajuda com passeios. Evite hotéis genéricos de rede — não é esse o charme do lugar.
- Tenha um seguro viagem com boa cobertura médica: O sistema público é fraco e, se você tiver qualquer problema sério, vai acabar indo pra hospital ou clínica particular. E isso, claro, tem custo. Evita surpresa e vai com seguro certo.
- Não confie demais no Google Maps: Nas medinas, ele erra muito. O GPS se perde fácil nas ruelas e becos. Se tiver perdido, melhor perguntar no riad ou loja — mas já sabendo que alguém pode tentar cobrar por isso.
Perguntas frequentes sobre o Marrocos
Quais são os destinos mais turísticos do Marrocos?
Os clássicos: Marrakech, Fez, Chefchaouen, Merzouga e às vezes Casablanca (mas só se você tiver tempo sobrando). Marrakech é confusão boa, Fez é um mergulho no passado, Chefchaouen é Instagram puro, e Merzouga é o ponto de partida pra sentir o deserto de verdade. Casablanca… bom, tem aeroporto.
Marrocos é bom pra lua de mel?
Depende do casal. Se vocês gostam de hotel fofo, vista bonita, céu cheio de estrela e um certo caos poético, sim. Riads estilosos não faltam, e acampamento no Saara pode ser super romântico — desde que você não se importe com um pouco de poeira no cabelo.
Qual é o destino mais barato no Marrocos?
Depende do seu roteiro, mas cidades como Fez e Chefchaouen costumam ter preços mais amigáveis que Marrakech. Em geral, o Marrocos inteiro é um destino barato — desde que você fuja das pegadinhas pra turista.
Qual é o melhor lugar pra quem vai pela primeira vez?
Marrakech é quase sempre a porta de entrada. Mas vale combinar com outras cidades pra sentir o contraste: o azul de Chefchaouen, a tradição de Fez e o silêncio do Saara. Com 10 a 15 dias dá pra montar um roteiro equilibrado.
Dá pra combinar o Marrocos com outros destinos?
Dá, sim. Quem tá na Europa costuma encaixar o Marrocos como um “plus” de viagem.
Dá pra sair da Espanha (Sevilha, Madri ou Barcelona) e voar pra Marrakech em menos de 3 horas. Outra opção é cruzar o Estreito de Gibraltar, saindo de ferry de Tarifa até Tânger.
Se a ideia é explorar bem o país, não precisa combinar com mais nada. O Marrocos por si só já rende uma viagem inteira.
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Ficou com dúvida? Pode perguntar nos comentários. Respondo o que sei — e o que não souber, corro atrás.
Vai pro Marrocos? Veja também:
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