15/12/2025 Bárbara Rocha Alcantelado
Se você está procurando o que fazer em Malta, já adianto: esse pequeno país insular ainda passa despercebido por muita gente fora da Europa, mas entrega uma viagem completa.
A ilha é compacta, fácil de explorar, e reúne de tudo um pouco: cidades medievais como Mdina, fortalezas e igrejas barrocas em Valletta, praias de águas cristalinas como a Blue Lagoon e templos pré-históricos que estão entre os mais antigos do mundo.
O que torna Malta ainda mais especial é a mistura cultural. Pela localização entre a Europa e o norte da África, o país tem influências italianas, britânicas e árabes que aparecem na arquitetura, na comida e até na língua.
Além disso, viajar por Malta pode ser bem mais barato do que circular pelo continente europeu — e fora da alta temporada, você ainda encontra a ilha tranquila, com aquele clima ensolarado típico do Mediterrâneo.
Neste guia de viagem para Malta, você vai descobrir quando ir, o que fazer, onde ficar e como aproveitar cada canto do arquipélago — seja para explorar a história, seja para relaxar nas praias.
Informações rápidas sobre Malta
- Melhor época pra ir: Maio a setembro, quando o sol brilha forte e o mar está perfeito para mergulhos. Julho e agosto são os meses mais cheios. Abril e outubro são boas opções para clima agradável e menos turistas.
- Precisa de visto? Não. Brasileiros podem permanecer até 90 dias sem visto, apenas com passaporte válido.
- Vacinas obrigatórias: Nenhuma exigência formal.
- Moeda: Euro.
- Idioma: Maltês e inglês são oficiais, e muita gente também fala italiano.
- Tomada: Tipo G (a mesma do Reino Unido), voltagem 230 V. Adaptador é indispensável.
- Fuso horário: GMT+2 no horário de verão europeu (5 horas à frente de Brasília).
- Principais atrações: Valletta (capital e Patrimônio da UNESCO), Mdina (cidade medieval), Ilha de Gozo, Blue Lagoon em Comino, Hipogeu de Ħal Saflieni, praias como Golden Bay e St. Peter’s Pool.
- Curiosidade local: Malta já serviu de cenário para vários filmes e séries, incluindo “Game of Thrones”, aproveitando suas paisagens históricas e naturais.
Como funciona o turismo em Malta
O turismo em Malta gira em torno de muita história, mar azul cristalino e passeios fáceis de organizar. O país é pequeno e bem conectado, então dá pra circular de ônibus, carro alugado ou até de barco entre as ilhas.
Os passeios mais famosos incluem o Blue Lagoon em Comino, as cidades históricas de Valletta e Mdina, além das praias de Gozo. Esses tours podem ser reservados online com antecedência, em plataformas como GetYourGuide, ou direto em agências locais espalhadas pelas áreas turísticas.
Não é necessário planejar com tanta antecedência — geralmente, 1 ou 2 dias antes já resolvem para a maioria das atividades. Só em alta temporada (julho e agosto) vale garantir antes os barcos para Comino, que lotam rápido.
Também dá pra fazer muita coisa por conta própria. O transporte público funciona bem e os preços são acessíveis, então quem gosta de explorar sem guia consegue montar roteiros tranquilos. Ainda assim, os passeios guiados são um bom jeito de aproveitar melhor o tempo e aprender sobre a cultura maltesa.
O que fazer em Malta: 10 passeios e experiências que valem a pena
- Passear por Valletta, a capital
Pequena, mas cheia de história. As ruas estreitas levam a fortes, igrejas barrocas e miradouros com vista pro mar. A Co-Catedral de São João impressiona por dentro, e caminhar pelo Upper Barrakka Gardens no fim da tarde é um clássico. - Explorar Mdina, a “cidade silenciosa”
Antiga capital de Malta, é uma cidade murada medieval que parece ter parado no tempo. Andar pelas ruelas tranquilas e ver as portas e sacadas antigas já vale a visita — sem falar na vista do alto das muralhas. - Nadar na Blue Lagoon, em Comino
Água azul-turquesa cristalina, cenário de cartão-postal. Chega-se de barco e no verão costuma ficar cheio, mas ainda assim é um dos pontos imperdíveis de Malta. Se puder, vá cedo ou em horários alternativos. - Visitar os templos megalíticos de Ħagar Qim e Mnajdra
Mais antigos que Stonehenge, esses templos pré-históricos mostram a importância de Malta na arqueologia mundial. As construções ficam perto do mar, o que deixa o cenário ainda mais bonito. - Explorar as Three Cities (Vittoriosa, Senglea e Cospicua)
Mais tranquilas que Valletta, mas igualmente interessantes. São cheias de ruas estreitas, igrejas antigas e ruelas que parecem um labirinto. Bom passeio pra entender mais da história dos Cavaleiros de Malta. - Conhecer a ilha de Gozo
Menos movimentada que Malta, é famosa pelas praias, trilhas e vilarejos charmosos. O sítio arqueológico de Ġgantija, com mais de 5 mil anos, é um dos destaques. - Relaxar em Mellieħa Bay
Uma das maiores praias de areia da ilha principal. Ótima pra famílias e pra quem quer simplesmente curtir o mar sem pressa. - Passear pela vila de pescadores Marsaxlokk
Conhecida pelos barcos coloridos chamados luzzus e pelo mercado de peixe aos domingos. Bom lugar pra provar frutos do mar frescos. - Explorar cavernas e falésias de barco
A costa maltesa é cheia de formações impressionantes. A Blue Grotto é a mais famosa, com água super azul que brilha ainda mais sob a luz do sol. - Provar a culinária maltesa
Influência mediterrânea com um toque árabe. Experimente o pastizzi (folhado com ricota ou ervilha), coelho ensopado (prato típico) e os vinhos locais, que surpreendem.
👉 Quer organizar melhor seu roteiro? Dá uma olhada nas experiências em Malta no GetYourGuide — tem passeios de barco pra Blue Lagoon, tours históricos por Valletta e excursões de um dia pra Gozo e Comino.
Roteiro por Malta: sugestões para 5, 7 ou 10 dias
Malta é pequena, mas cheia de história, praias lindas, ruínas antigas e cidades fortificadas. Dá pra ver muita coisa em poucos dias, mas com um pouco mais de tempo, dá pra explorar o arquipélago com calma e incluir ilhas menores.
Aqui vão três sugestões de roteiro que funcionam muito bem por lá:
Com 5 dias: Malta compacta e bem aproveitada
- Valletta e Três Cidades (2 dias):
Comece pela capital, com museus, igrejas, mirantes e ruelas lindas. Visite a Co-Catedral de São João e assista à troca da guarda. Reserve meio dia para atravessar de ferry até as Três Cidades: Vittoriosa, Senglea e Cospicua. - Mdina e Rabat (1 dia):
A “Cidade do Silêncio” é um dos lugares mais charmosos da ilha. Dá pra visitar a Catedral de Mdina, caminhar pelas muralhas e depois explorar Rabat ao lado. - Marsaxlokk e Blue Grotto (1 dia):
Dia mais leve pra explorar vilarejos de pescadores e paisagens costeiras. Combine o mercado de domingo em Marsaxlokk com o passeio de barco pela Blue Grotto. - Comino ou Golden Bay (1 dia):
Feche com um dia de praia. Se quiser algo mais isolado e impactante visualmente, vá para a Lagoa Azul em Comino. Se quiser algo com mais estrutura, Golden Bay ou Ghajn Tuffieha são boas opções.
Com 7 dias: explorando mais o litoral e cultura local
Tudo acima, e mais:
- Dia extra em Valletta ou Sliema:
Dá pra curtir museus com mais calma ou pegar o ferry até Sliema e fazer um passeio pelo calçadão à beira-mar, com cafés e vista linda. - Mellieħa e Popeye Village (1 dia):
Suba para o norte da ilha, conheça a praia de Mellieħa Bay e visite a colorida vila do Popeye, que virou atração turística.
Com 10 dias: incluindo Gozo e viagem mais completa
Tudo acima, e mais:
- Gozo (2 dias):
Vale muito dormir uma ou duas noites na ilha. Visite Victoria (Rabat), a Cidadela, a praia de Ramla Bay e o templo de Ġgantija. Ideal pra ver um lado mais calmo e rural de Malta. - Comino com trilha ou snorkel (1 dia extra):
Se já conheceu a Lagoa Azul, pode explorar a ilha de Comino além das praias — com caminhada leve ou até snorkel em pontos menos cheios.
Como chegar à Malta?
Malta é um arquipélago no meio do Mediterrâneo, entre a Sicília e o norte da África. O país é pequeno, mas muito bem conectado por voos e ferries — um destino fácil de incluir em roteiros pela Europa.
De avião
- O Aeroporto Internacional de Malta (MLA), em Luqa, é o único do país e recebe voos diretos de várias cidades europeias.
- Não há voos diretos do Brasil para Malta, então é preciso fazer conexão. As opções mais comuns são:
- TAP Air Portugal via Lisboa
- Lufthansa via Frankfurt ou Munique
- Air France via Paris
- KLM via Amsterdã
- ITA Airways via Roma
- TAP Air Portugal via Lisboa
- O tempo de voo entre Lisboa e Malta é de cerca de 3h, e de Roma apenas 1h30.
Do aeroporto ao centro
- Ônibus: várias linhas da empresa Malta Public Transport conectam o aeroporto a Valeta, Sliema, St. Julian’s e outras cidades em até 40–50 minutos.
- Táxi: fixo por zonas, em média €20–25 até Valeta.
- Transfer ou carro alugado: boa opção se você quiser explorar as ilhas sem depender do transporte público.
De ferry
- Outra forma de chegar a Malta é pelo mar. Há ferries saindo da Sicília (Pozzallo ou Catânia) até o porto de Valletta, operados pela Virtu Ferries.
- A travessia leva em torno de 1h45.
De trem ou carro
- Não é possível chegar a Malta diretamente por trem ou carro, já que é uma ilha. Para essa opção, o caminho é ir até a Sicília (Catânia ou Pozzallo) e de lá embarcar no ferry.
Onde se hospedar em Malta: melhores cidades e regiões para ficar
Definir onde ficar em Malta faz toda a diferença, já que o país é pequeno, mas cada parte das ilhas oferece uma experiência diferente — desde cidades históricas muradas até áreas de praia e vilarejos tranquilos. A boa notícia é que dá para se locomover facilmente de ônibus ou carro, então você pode escolher entre praticidade, vida noturna ou sossego total.
Principais cidades e regiões para se hospedar:
- Valletta: A capital, pequena e charmosa, com ruas históricas, museus e vistas para o mar. Ideal para quem quer explorar cultura e arquitetura, mas as opções de hospedagem são mais boutique.
- Sliema: Do outro lado da baía de Valletta, tem orla movimentada, shoppings, restaurantes e ótima base para se locomover. Boa para quem busca praticidade.
- St. Julian’s (Paceville): Região mais animada, com vida noturna, cassinos e hotéis modernos. Perfeita para quem quer agito e acesso fácil a bares e restaurantes.
- Mdina e Rabat: A “cidade silenciosa” é um charme medieval. Ideal para estadias curtas ou para quem busca tranquilidade fora da orla.
- Mellieħa: No norte, perto das melhores praias de areia do país (como Għadira Bay). Ótima para famílias e quem prioriza mar e sossego.
- Gozo: A ilha vizinha, mais rural e tranquila, com belas paisagens naturais. Perfeita para casais e quem busca autenticidade.
5 hotéis bem localizados em Malta, testados e aprovados:
- The Phoenicia Malta – Valletta: Luxo clássico, com jardins e vista para o mar.
- 1926 Hotel & Spa – Sliema: Moderno, confortável e bem conectado por ferry e ônibus.
- Hilton Malta – St. Julian’s: Resort sofisticado, com piscinas e restaurantes de alto nível.
- Xara Palace Relais & Châteaux – Mdina: Hotel boutique em edifício histórico, exclusivo e charmoso.
- Kempinski Hotel San Lawrenz – Gozo: Resort de luxo, perfeito para relaxar em meio à natureza.
Quando ir a Malta?
A melhor época para visitar Malta é entre maio e outubro, quando as temperaturas variam de 22°C a 32°C e o sol domina o Mediterrâneo. É o período ideal para praias, mergulhos na Blue Lagoon e passeios pelas cidades históricas de Valeta e Mdina.
Julho e agosto são os meses mais quentes e movimentados, cheios de festas locais chamadas festas, que animam vilas inteiras com música, comida e fogos.
De novembro a abril, o clima é mais fresco e chuvoso, com temperaturas entre 10°C e 18°C. Ainda assim, é um bom momento para quem prefere explorar a herança histórica e arqueológica com menos turistas.
Se a ideia é mar azul turquesa e vida animada, vá no verão. Para história e tranquilidade, o inverno maltês também vale a pena.
Como é a comida em Malta?
Malta pode ser pequena no mapa, mas na mesa ela é gigante. A culinária local é um reflexo da sua história: um pouco italiana, um pouco árabe, um pouco britânica e com muito Mediterrâneo no prato. O resultado é uma cozinha rústica, farta e cheia de sabor.
O prato nacional é o fenek, coelho preparado em ensopado ou assado, temperado com vinho e ervas. Outro clássico é o pastizzi, massa folhada crocante recheada de ricota ou ervilha, que você encontra em qualquer esquina e come com a mão, sem cerimônia.
Peixes e frutos do mar também são protagonistas, principalmente o lampuki (um peixe típico do outono), geralmente servido em torta ou grelhado. Sopas como a minestra (bem parecida com uma minestrone italiana) e a aljotta (sopa de peixe com alho e tomate) são escolhas comuns no dia a dia.
De influência britânica ficaram pratos como o timpana, uma torta de macarrão gratinado, e as sobremesas, como o qagħaq tal-għasel, rosca doce recheada com melaço.
E pra beber?
Malta tem vinhos próprios, pouco exportados, mas que valem a prova. A cerveja Cisk é quase onipresente, e no calor, os sucos de frutas locais também são ótimos acompanhantes.
Comer em Malta é isso: mistura de culturas, simplicidade mediterrânea e pratos que confortam. Cada refeição tem um pouco da história do arquipélago, servida sempre em clima descontraído.
Como se locomover em Malta?
Malta pode parecer pequena no mapa, mas se deslocar pelo país exige um pouco de paciência. O sistema de ônibus cobre praticamente todos os cantos, há ferries rápidos para Gozo e até conexões diretas com a Sicília.
O aluguel de carro é uma opção interessante para quem quer explorar sem depender dos horários limitados dos ônibus, mas o trânsito pode ser caótico.
Valores em euro (EUR), com equivalência aproximada em real (1 EUR ≈ R$ 6,00).
Ônibus
Os ônibus públicos são o meio mais usado pelos moradores e turistas. Eles realmente vão a quase todos os pontos da ilha, mas nem sempre passam no horário e podem lotar facilmente.
- Tarifa avulsa: 2,50 EUR durante o dia | 3 EUR à noite (~R$ 15–18).
- Passe com 12 viagens: 21 EUR (~R$ 126).
Também existem os ônibus hop-on/hop-off, com rotas turísticas para os principais pontos (Valletta, Popeye Village, Gozo).
- Hello Malta: 25 EUR/dia.
- City Sightseeing: 28 EUR/dia.
A diferença é que eles são pensados para visitas panorâmicas, enquanto o ônibus público é muito mais barato e suficiente para quem tem tempo.
Ferry
Os ferries são indispensáveis para quem quer sair da ilha principal.
- Malta ↔ Gozo: 25 min, 4,65 EUR (~R$ 28).
- Malta ↔ Sicília (Itália): menos de 2h, 50–80 EUR (~R$ 300–480).
Vale chegar cedo para garantir lugar, já que as embarcações enchem rápido, especialmente em alta temporada e finais de semana.
Bicicleta
Alugar uma bicicleta pode ser agradável em Valletta e arredores, onde as distâncias são curtas. O custo gira em torno de 15 EUR por dia (~R$ 90). Fora da capital, no entanto, a experiência já fica mais arriscada: ruas estreitas, motoristas impacientes e poucas ciclovias tornam o pedal desafiador.
Táxis e apps
- Bandeirada inicial: 5 EUR (~R$ 30).
- Tarifa por km: 2 EUR (~R$ 12).
Não há Uber, mas o aplicativo eCabs funciona muito bem e costuma ser mais barato em percursos curtos. Se o orçamento for apertado, melhor evitar táxi e priorizar o ônibus.
Aluguel de carro
Alugar um carro é, para muitos viajantes, a forma mais prática de circular por Malta. Com ele, dá para acessar praias escondidas, vilarejos menos turísticos e percorrer a ilha no seu ritmo.
Os preços começam em 20–25 EUR por dia (~R$ 120–150), mas a maioria dos veículos baratos tem câmbio manual — algo a considerar se você não dirige “stick shift”.
É importante dizer que o trânsito em Malta é um tanto caótico. Motoristas locais costumam ser agressivos e as regras de trânsito, vistas mais como sugestões do que leis.
Isso não significa que seja impossível dirigir, mas exige atenção redobrada. Para quem não tem experiência em lugares assim, pode ser mais estressante do que libertador.
Carona (Hitchhiking)
Não é comum em Malta. A maioria dos motoristas simplesmente não para, então não vale a pena contar com isso como forma real de transporte.
Resumo rápido:
- Ônibus: baratos, mas lotados e irregulares.
- Ferry: essencial para Gozo e até possível para Sicília.
- Bicicleta: boa na capital, arriscada fora dela.
- Táxis: caros; app eCabs costuma compensar.
- Carro alugado: liberdade total, mas trânsito intenso.
- Carona: praticamente inexistente.
Quanto custa viajar para Malta?
Malta é uma pérola do Mediterrâneo: rica em história, praias incríveis e arquitetura deslumbrante — e ainda é relativamente acessível para os padrões europeus. Claro, o verão pode elevar os preços, mas com algumas boas jogadas e planejamento é possível aproveitar sem estourar o orçamento.
Aqui estão estimativas de gastos por estilo de viagem e os custos médios com hospedagem e alimentação:
Estimativa de gastos por dia:
- Mochileiro (~€55/dia | ~R$ 330)
Perfeito para quem dorme em dormitórios de hostel, cozinha suas refeições, usa transporte público e curte praias e passeios gratuitos — sem exagerar na bebida ou nos cafés. - Intermediário (~€135/dia | ~R$ 810)
É o suficiente para se hospedar em Airbnb ou hotel compacto, jantar fora com mais frequência, tomar alguns drinks, alugar carro de vez em quando e fazer passeios pagos como tours de barco ou museus. - Conforto (~€245/dia ou mais | ~R$ 1.470+)
Aqui dá para jantar onde quiser, alugar carro, explorar sem pressa, tentar um mergulho ou visitar lugares únicos como o Popeye Village com estilo.
Custos médios por categoria:
Hospedagem
- Dormitório em hostel: €20–60 (~R$ 120–360) (o dobro no verão!)
- Hotel econômico: €65 (~R$ 390)
- Airbnb (quarto privativo): €25 (~R$ 150)
- Airbnb (apartamento): €60–80 (~R$ 360–480) (até 50–100% mais caro na alta temporada)
Comida e bebida
- Street food: €1–7 (~R$ 6–42)
- Restaurante simples: €35 (~R$ 210)
- Take-out descontraído: €15 (~R$ 90)
- Fast food: €9.50 (~R$ 57)
- Cerveja: €4 (~R$ 24)
- Vinho (taça): €3–6 (~R$ 18–36)
- Café (latte/cappuccino): €2.50 (~R$ 15)
- Água engarrafada: €1.50 (~R$ 9)
- Supermercado para a semana: €30–50 (~R$ 180–300)
Dicas para economizar em Malta:
- Visite fora da alta temporada — Verão em Malta é lindo, mas caro. Fora da estação, além de encontrar preços mais baixos, você dribla a multidão de cruzeiros e aproveita melhor a ilha em paz.
- Cozinhe suas refeições — Mesmo restaurantes não sendo luxo, jantar todo dia pode pesar no orçamento. Supermercados como o Lidl têm bons preços e ingredientes frescos para preparar algo em casa.
- Prefira feiras ou vendedores locais para frutas e legumes — Os supermercados importam boa parte dos itens, e isso pesa no caixa. Nas feirinhas de rua, o que você compra é mais barato e muito mais saboroso e fresco.
- Use o Tallinja Card para os ônibus — Um passe de 24h por €6 (ou €25 para 7 dias) ou 12 bilhetes por €21 pode sair bem mais em conta comparado ao preço unitário (€2,50 por viagem).
- Economize em atrações com o Malta Pass — Por €50/80/100 (1–3 dias), você ganha acesso a mais de 40 atrações + ônibus turístico (que sozinho vale €20!).
- Faça um walking tour gratuito — Operadoras como Colour My Travel oferecem tours de cerca de 1,5h em Valletta. Dicas certeiras, história local, e você só paga a gorjeta que achar justa.
- Use pontos de hotel — Cartões de crédito que acumulam pontos podem garantir ao menos 1-2 diárias grátis — e em Malta, isso faz toda a diferença.
- Evite táxis caros — use o app eCab se precisar — Táxi sai caro em Malta, mas com o app você tem tarifa justa e motoristas confiáveis. Melhor que se perder tentando negociar à mão livre.
Água da torneira é segura! Leve garrafa reutilizável — Kombatendo plástico e economizando, basta levar sua garrafa (com ou sem filtro como a da LifeStraw) para matar a sede sem drama.
Malta é segura?
Malta está entre os países mais seguros do mundo, o que faz dela um destino tranquilo para turistas. Crimes violentos praticamente não existem e mesmo pequenos furtos não são tão frequentes quanto em outros lugares da Europa.
Ainda assim, é bom manter atenção em praias movimentadas e no transporte público.
Furtos e cuidados básicos
- Furtos oportunistas podem ocorrer em ônibus cheios ou em praias, especialmente quando turistas deixam bolsas ou celulares sem vigilância.
- Evite levar objetos de valor para a praia e, ao nadar, certifique-se de que há outras pessoas por perto.
- Prefira sempre áreas com salva-vidas e nunca nade sozinho ou em mar agitado, já que correntes fortes (riptides) são relativamente comuns.
Transporte e direção
- O maior risco em Malta não é o crime, mas sim o trânsito agressivo. Os motoristas locais tendem a ser impacientes, então redobre a atenção ao atravessar ruas ou dirigir.
- Se alugar carro, sempre use o cinto de segurança e evite deixar itens de valor no veículo durante a noite — arrombamentos são raros, mas acontecem.
- Táxis são seguros, mas também use o cinto ao pegar corridas.
Mulheres viajando sozinhas
Malta é um destino muito seguro para mulheres viajando sozinhas. As cidades são movimentadas, há boa iluminação e o transporte funciona bem.
Mesmo assim, os cuidados de praxe continuam válidos:
- Não deixe sua bebida desacompanhada em bares ou festas
- Evite caminhar sozinha em áreas pouco movimentadas de madrugada
- Prefira transporte oficial ou aplicativos para voltar para a hospedagem à noite
Tradições locais e natureza
- Durante a primavera e o outono, acontece a temporada de caça de aves pequenas. Se for fazer trilhas, fique atento a placas de aviso e ruídos de caçadores.
- Malta é ótima para atividades ao ar livre, mas sempre leve água e proteção solar, já que o clima pode ser intenso.
Emergências
O número de emergência em Malta é 112, válido para polícia, bombeiros e ambulância.
Seguro viagem
Mesmo em um dos destinos mais seguros do mundo, é recomendável ter seguro viagem. Ele cobre desde acidentes e problemas de saúde até extravio de bagagem, furtos ou cancelamentos de voos.
Dicas extras para a sua visita a Malta
- O transporte público é barato, mas lento: Os ônibus conectam toda a ilha, mas os trajetos são demorados e às vezes lotados. Se quiser explorar mais livremente, considere alugar um carro, lembrando que lá a direção é na mão inglesa.
- A melhor época para o mar é fora do pico do verão: Julho e agosto lotam de turistas e o calor é forte. Junho e setembro são ideais, com águas ainda quentes e bem menos gente.
- As praias não são só de areia: Muitas são de pedra, então chinelos ou sapatilhas aquáticas ajudam bastante para entrar no mar sem se machucar.
- A comida é bem mediterrânea, mas com toques britânicos: Experimente o pastizzi (salgado típico barato) e o coelho ao vinho, prato tradicional. Evite restaurantes muito turísticos em Valletta e St. Julian’s — vá para vilarejos menores para comer melhor e pagar menos.
- Não ignore Gozo e Comino: Muita gente fica só em Malta, mas as ilhas vizinhas são o que tornam a viagem especial. Dedique pelo menos um dia para Gozo e outro para a Blue Lagoon em Comino (fora de temporada é bem mais agradável).
Passagens, hospedagem e seguro viagem
- Passagens aéreas – Melhores tarifas no Passagens Promo
- Seguro viagem com desconto – Garanta sua proteção com a Seguros Promo
- Hotéis – Confira no Booking
- Casas de temporada – Veja opções no Booking
- Aluguel de carro – Reserve com a RentCars
- Transfers e passeios – Confira as opções: