Guia de Copenhague: Quando ir, o que fazer e onde ficar

29/05/2025 Bárbara Rocha Alcantelado

Quer saber o que fazer em Copenhague? Então se prepare pra uma cidade onde tudo funciona tão bem que você vai até estranhar.

A capital da Dinamarca lidera rankings de qualidade de vida, mobilidade e sustentabilidade — e você percebe isso logo no primeiro passeio de bike (ou andando, sem medo de ser atropelado).

Copenhague é segura, organizada e tem aquele charme minimalista que impressiona sem precisar de monumentos gigantes.

Aqui, tudo gira (literalmente) em torno das bicicletas, dos cafés impecáveis e da tal hygge — o famoso jeito dinamarquês de curtir a vida simples, sem pressa e sem exagero.

Claro, você vai passar por Nyhavn e suas casinhas coloridas.

Mas Copenhague vai além: tem castelos no meio da cidade, mercados gastronômicos que fazem você esquecer o preço das coroas dinamarquesas e até praias urbanas pra mergulhar no verão.

E se sobrar tempo (ou curiosidade), é só cruzar a ponte Øresund e dar um pulo na Suécia — Malmö fica a 40 minutos de trem.

Neste guia de viagem para Copenhague, você vai descobrir quando ir, onde pedalar (ou caminhar), o que comer sem falir e, principalmente, como curtir uma das capitais mais inteligentes da Europa no seu ritmo — com ou sem bicicleta.

ícone de uma pessoa andando de bicileta

Guia de viagem para Copenhague

Paisagem da cidade, canal no meio, barcos aportados, prédios e casas coloridas e rua do lado
(Foto de Rolands Varsbergs na Unsplash)

Posts sobre Copenhague

Informações rápidas sobre Copenhague

  • Melhor época para visitar: Os meses de maio a setembro são os mais agradáveis, com temperaturas amenas e dias longos. Junho, julho e agosto são os mais movimentados. No inverno, os dias são curtos e frios, mas a cidade fica charmosa com a decoração natalina.
  • Brasileiros precisam de visto? Não. Para turismo de até 90 dias, não é necessário visto, mas é preciso apresentar passaporte válido.
  • Vacinas obrigatórias: Nenhuma exigência específica para brasileiros.
  • Moeda: Coroa dinamarquesa (DKK). Leve cartão internacional ou euros/dólares para trocar por lá. Cartões são amplamente aceitos em quase todos os lugares.
  • Idioma: Dinamarquês. Mas o inglês é muito bem falado, especialmente em áreas turísticas.
  • Tomada: Tipo K. Pode ser necessário levar adaptador universal.
  • Fuso horário: GMT+1 (4 horas a mais que o horário de Brasília; 5 horas durante o horário de verão europeu).
  • Principais atrações: Jardins de Tivoli, Nyhavn, Palácio de Amalienborg, Museu Nacional da Dinamarca, Bairro de Christianshavn, Castelo de Rosenborg, a Pequena Sereia, passeio de barco pelos canais e os cafés e lojinhas do bairro Vesterbro.

O que fazer em Copenhague: 10 experiências que realmente valem a pena

Em um dia ensolarado canal com barcos do lado e prédios coloridos
(Foto de Peter Lloyd na Unsplash)
  1. Caminhar pelo Nyhavn: O cartão-postal da cidade, com casinhas coloridas e barcos no canal. Turístico? Sim. Mas ainda assim, é daqueles lugares que valem a parada — especialmente no fim da tarde, com uma cerveja na mão e sem pressa.

     

  2. Visitar o Palácio de Amalienborg: Residência oficial da família real dinamarquesa. Dá pra assistir à troca da guarda ao meio-dia — simples, mas curioso. A praça é bonita e dá pra emendar com o passeio pelo porto.
  3. Explorar o Castelo de Rosenborg e os jardins: Um castelo pequeno, com jardim gostoso e exposição das joias da coroa lá dentro. Se estiver um dia bonito, os jardins viram quase um parque — dá pra caminhar, fazer piquenique ou só curtir o visual.
  4. Andar (ou pedalar) por Christianshavn e ver a Igreja do Nosso Salvador: O bairro tem canais calmos e uma vibe mais residencial. A escadaria externa da igreja é diferente de tudo — dá pra subir até o topo (se não tiver medo de altura) e ter uma das melhores vistas da cidade.
  5. Visitar a Cidade Livre de Christiania: Uma comunidade alternativa, com murais, cafés e barraquinhas que parecem de outro mundo. É o tipo de lugar que divide opiniões, mas rende uma passada rápida e diferente, fora da rota certinha de Copenhague.
  6. Tirar foto com a Pequena Sereia (mas sem esperar muito): Pequenininha, cercada de turistas e mais famosa do que impactante. Mas se estiver no caminho, dá pra passar ali só pra riscar da lista e seguir o passeio.
  7. Passear por Strøget, a rua de compras: A principal rua de pedestres da cidade. Tem de tudo: lojas, cafés, artistas de rua, gente indo e vindo o tempo todo. Mesmo que você não esteja no clima de compras, vale dar uma volta.
  8. Conhecer o Tivoli Gardens (se estiver na época certa): Um parque de diversões clássico, com brinquedos antigos, restaurantes e iluminação linda à noite. Mesmo sem entrar nos brinquedos, o clima vale a visita. Mas é bom conferir antes, porque fecha fora de temporada.
  9. Fazer um passeio de barco pelos canais: Os barcos saem perto de Nyhavn e fazem um circuito pelos canais da cidade. É tranquilo, ajuda a se localizar e dá pra ver várias áreas de outro ângulo — tipo Christianshavn, o Parlamento e a Ópera.
  10. Provar pratos típicos em food markets como o Reffen ou Torvehallerne: Boa pedida pra comer bem sem gastar horrores. O Reffen tem cara de festival de comida com mesas ao ar livre e clima descontraído (melhor no verão). Já o Torvehallerne é mais arrumadinho, com estandes de queijos, smørrebrød e cafés.

Onde ficar em Copenhague: melhores bairros e hotéis bem localizados

Em um dia de sol, área de lazer de hotel em deck de madeira com banheira, cadeiras, árvore do lado e paisagem da cidade
(Foto: Divulgação/ Axel Guldsmeden)

Procurando onde se hospedar em Copenhague com boa localização e acesso fácil às principais áreas da cidade? 

Aqui estão os bairros mais práticos pra não perder tempo (nem todo seu orçamento):

  • Indre By (Centro): Perto das principais atrações, lojas e restaurantes. Ideal pra quem quer explorar tudo a pé.
  • Vesterbro: Moderno, descolado e cheio de bares e cafés. Ótimo pra quem busca um ambiente mais alternativo.
  • Nørrebro: Multicultural, jovem e com preços mais acessíveis. Boa opção pra quem quer sair do circuito turístico.
  • Østerbro: Residencial e tranquilo, perto de parques e áreas verdes. Ideal pra quem busca sossego, mas com fácil acesso ao centro.

Não quer perder tempo? Aqui vão 5 hotéis em Copenhague que são bem localizados e confiáveis:

5 hotéis bem localizados em Copenhague, testados e aprovados:

  1. Comwell Copenhagen Portside Dolce by Wyndham – Indre By: Luxo tradicional no coração da cidade. Pra quem não olha a fatura do cartão.
  2. Axel Guldsmeden – Vesterbro: Boutique sustentável, confortável e com bom custo-benefício (pra padrões locais).
  3. A&O Copenhagen Nørrebro – Nørrebro: Simples, funcional e econômico, ideal pra quem quer gastar menos.
  4. Hotel Kong Arthur – Indre By: Confortável, bem localizado e com atmosfera relaxante.
  5. Steel House Copenhagen – Vesterbro: Hostel moderno, com estrutura de hotel e ótimo pra quem quer economizar com estilo.

👉 Confira nosso guia completo com mais dicas de onde se hospedar em Copenhague.

Como chegar a Copenhague do Brasil?

Em um dia de sol, paisagem da cidade com mar no meio e prédios ao redor
(Foto de Kristijan Arsov na Unsplash)

Por enquanto, não há voos diretos entre o Brasil e Copenhague.  Mas nada que uma boa conexão não resolva. 

Voos do Brasil para Copenhague

A maioria dos voos para Copenhague parte de São Paulo (GRU) e Rio de Janeiro (GIG), com escalas em cidades como Frankfurt, Amsterdã, Paris, Londres, Zurique ou Lisboa.

O tempo total de viagem costuma variar entre 15 e 22 horas, dependendo da companhia aérea, do tempo de conexão e do seu nível de paciência na hora de escolher o bilhete mais barato.

As companhias mais usadas nessa rota incluem Lufthansa, KLM, Air France, British Airways, Swiss, Iberia e TAP.

Aeroporto de Copenhague (CPH)

O Aeroporto de Copenhague é moderno, organizado e fica a apenas 8 km do centro da cidade. Isso facilita muito a vida de quem acabou de sair de um voo longo com escalas. Em menos de 20 minutos, dá pra estar no centro tomando um café ou já se preparando pra explorar a cidade.

Como sair do aeroporto

  • Metrô: A estação fica dentro do aeroporto e leva direto ao centro de Copenhague. É rápido, eficiente e a melhor opção pra quem não está com muita bagagem.
  • Trem: Outra alternativa boa, especialmente se o seu hotel estiver perto de alguma estação ferroviária.

  • Ônibus: Há linhas que saem do terminal e cobrem outras áreas da cidade.

Táxi: Disponível na saída do terminal, mas prepare o bolso — o serviço é de qualidade, mas o preço é salgado.

Quando ir a Copenhagen?

A melhor época pra visitar Copenhagen é entre maio e setembro, quando a cidade finalmente lembra que o sol existe. As temperaturas ficam entre 18°C e 25°C, perfeitas pra explorar os canais, parques, mercados de rua e, claro, pagar caro por uma cerveja ao ar livre como manda a tradição dinamarquesa.

O verão (junho e agosto) é o auge da animação, com dias longos (tipo, 22h de luz) e festivais por toda parte. Só prepare-se pro preço escandinavo de tudo — porque sol na Dinamarca vem com taxa premium.

A primavera e o outono (abril, maio, setembro, outubro) são boas opções se você gosta de clima fresco (10°C a 18°C) e menos turistas. Só leve um casaco, porque o vento de Copenhagen adora te lembrar que você está no norte.

O inverno (novembro a março) é pra quem curte frio, céu cinza e a famosa vibe hygge — que basicamente é um jeito chique de dizer que você vai passar boa parte do tempo dentro de cafés aquecidos. Temperaturas entre 0°C e 7°C, e noites que chegam antes da sua vontade de sair do hotel.

Quando ir para Copenhague: estações, clima e experiência

Estação Meses Clima Experiência Geral
Primavera/Verão (Alta Temporada) Maio a Setembro 🌤️ 18 °C a 25 °C. Dias longos, clima agradável e festivais. ⭐⭐⭐⭐⭐
Meia Estação (Primavera e Outono) Abril, Outubro ⛅ 10 °C a 18 °C. Menos turistas e atmosfera tranquila. ⭐⭐⭐⭐
Inverno (Baixa Temporada) Novembro a Março ❄️ 0 °C a 7 °C. Frio, noites longas e clima hygge. ⭐⭐⭐
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Dicas extras para sua viagem à Copenhague

Em um dia de sol, pista de gelo com pessoas patinando, árvores secas ao redor e prédios atrás
(Foto de Brian Kyed na Unsplash)
  • Aluguel de bike é quase obrigatório: a cidade é toda adaptada pra ciclistas, com ciclovias seguras e respeito no trânsito — alugar uma bicicleta te dá liberdade e ainda faz você se sentir local.
  • Evite pegar táxi, porque tudo é caro: transporte público funciona super bem, e com um passe ou app no celular, dá pra circular de trem, metrô e ônibus sem dor de cabeça.
  • Café é coisa séria por aqui: se quiser entrar no ritmo dos locais, pare em algum dos cafés estilosos da cidade — vale mais que uma refeição corrida.
  • Se for usar cartão, leve um internacional com NFC: muita coisa lá só aceita pagamento contactless ou via app, até em lugares pequenos.
  • Leve guarda-chuva ou capa sempre: o tempo muda rápido, principalmente fora do verão. Chuva e vento aparecem sem aviso.

Apps que vão salvar sua vida em Copenhague

  • DOT Tickets: app oficial pra comprar passagens de metrô, trem e ônibus — rápido e evita multa.
  • Rejseplanen: planeja rotas de transporte público em toda a cidade e mostra horários em tempo real.
  • Copenhagen Card: cartão digital que dá acesso a transporte público e mais de 80 atrações da cidade.
  • The Copenhagen App: guia oficial da cidade com mapas, roteiros e sugestões de eventos e lugares.
  • Too Good To Go: app de comida com desconto — cafés, padarias e restaurantes vendem o que sobrou no fim do dia por preços bem mais baixos.
  • Google Maps: funciona super bem em Copenhague, com info de transporte público e navegação a pé ou de bike.
  • MobilePay: app de pagamento mais usado pelos dinamarqueses — se você tiver conta na Europa, vale a pena usar.

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