Aventuras em Rotorua, a cidade fumegante!
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Aventuras em Rotorua, a cidade fumegante!

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Aventuras em Rotorua, a cidade fumegante!

Diferente de tudo que já vimos! Fumarolas por toda parte: nos quintais das casas, nas praças e cheiro de enxofre no ar!

Assim é Rotorua, cidadezinha (62.000 habitantes), que fica a pouco mais de 200 quilómetros de Auckland e se arroga o título de capital termal da Nova Zelândia. O que se ve é muito louco, mas também muito interessante!

A explicação é simples: a cidade está construída na beira de um lago (o Lago de Rotorua), que nada mais é do que a cratera extinta de um antigo vulcão. Por isso, em qualquer lugar em que se abra um buraco no chão, nasce água quente, borbulhante. Aliás, espontaneamente, todos os dias nascem novas fontes de água quente, com grandes teores de bicarbonato e de sílica.

Foto de Erik Klemetti.

É uma cidade bonitinha, como a maioria das cidades da NZ, com belos parques, calçadas de tijolo, prédios coloniais em contraste com prédios modernos, lojas, restaurantes. O centro é limpo e fácil de se locomover, em formato retangular.

O charmoso museu de Rotorua vale uma visita!  É um lugar muito bonito, com um jardim super bem cuidado e muita história.

Esse palacete eduardiano, que hoje é a sede do museu, no fim do século XIX abrigava uma antiga casa de banhos que seguia o modelo termal da Europa na época. Pessoas vinham de todos os lugares do mundo para tratar diversas doenças com as aguas sufurosas.

Durante o tour pelo museu, aprende-se sobre a história das termas e suas terapias, algumas bem esquisitas pros padrões de hoje, como por exemplo, electro-terapia de choque.

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No museu, também há uma interessante coleção de arte e relíquias da cultura Maori.

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Alias, Rotorua é o lugar onde a cultura maori está mais presente! Um terço dos habitantes da região são de origem maori  – em toda a Nova Zelândia não são mais de 15 por cento.

A empresa Tamaki Maori Village oferece uma imersão completa na história dos Maoris, desde a sua chegada na Nova Zelândia. O ingresso custa NZD 110,00 por adulto e dá direito a 3 horas e meia de experiencia maori, transporte (hotel-local-hotel) e jantar.

É claro que é tudo turístico e comercial, mas não deixa de ser diferente e interessante. Você pode ver o desafio dos guerreiros com seus gestos desaforado, a saudação tradicional Hongi, nariz com nariz, uma festa hangi cozinhando em um forno subterrâneo de pedras quentes e um festival musical com canções e danças tradicionais.

Apresentação da cultura, tradições, música e dança maori na vila Tamaki.

[notification type=”info”]Apresentação da cultura, tradições, música e dança maori na vila Tamaki.[/notification]

A região também atrai milhares de turistas por conta das várias áreas geotermais interessantes perto de Rotorua, como Wai-O-Tapu (27 quilômetros ao sul) ou Waimangu Valley (20 minutos ao sul). Visitamos os dois.

Waimangu Volcanic Valley, a mais nova região/bacia geotermal do mundo (ver post).

[notification type=”info”]Waimangu Volcanic Valley, a mais nova região/bacia geotermal do mundo (ver post).[/notification]

Atrações do parque Wai-O-Tapu: lagos multicoloridos, crateras, piscinas de lama fervente, terraços de silício e a fantástica Champagne Pool.

[notification type=”info”]Atrações do parque Wai-O-Tapu: lagos multicoloridos, crateras, piscinas de lama fervente, terraços de silício e a fantástica Champagne Pool.[/notification]

E como não quisemos deixar NADA de fora, tiramos um dia para subir na Skyline Rotorua Gondola, que proporciona uma das vistas mais bonitas da cidade.

O teleférico (NZ$ 18 ida/ volta) sobe o Mt. Ngongotaha.

[notification type=”info”]O teleférico (NZ$ 18 ida/ volta) sobe o Mt. Ngongotaha.[/notification]

Lá em cima você pode almoçar ou jantar e andar em uma das três pistas de “Luge”, que são como carrinhos de rolimã “de luxo”, com 3 rodas, guidão e freio. Há pistas para várias velocidades. Uma descida custa NZD 35; 3 descidas custam NZD 42, 5 descidas NZD 48, e assim por diante.

Vagner apostando corrida comigo.

[notification type=”info”]Vagner apostando corrida comigo.[/notification]

Rotorua, assim como Queenstown, é a Disneylandia dos esportes de aventura! Tem de tudo!

O primeiro que experimentamos foi o ZORB, uma maluquice inventada pelos kiwis! Uma enorme bola de plástico desce uma colina de 30 metros… com você dentro. Foi inventado aqui, mas já exportado para vários países.

vlcsnap-2013-08-18-16h41m01s247Muito divertido, mas é bom deixar pra almoçar “depois”. Preço NZ$ 45.

Mas se tivéssemos que escolher a TOP 1 das atividades em Rotorua, o vencedor seria… “Rotorua Canopy Tours”!

Esta incrível jornada de 3 horas, que mistura caminhada e tirolesa, explora uma maravilhosa e intocada floresta que parece o cenário do filme “Avatar”. Lindooooooo!

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O passeio combina diversão, educação ambiental com a beleza natural intocada… Simplesmente fantástico!

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As vistas são de tirar o fôlego e a emoção de voar por entre vales de florestas inexploradas, indescritível! Os guias são ótimo também. Passam confiança e conhecem profundamente a floresta.

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Por último, quisemos experimentar um momento de relax total e fomos visitar o Polynesian Spa.

Este enorme complexo de piscinas de águas termais e spas foi aberto em 1882. Há piscinas de todos os tamanhos e a temperatura da água varia de 33ºC a 43ºC. Não é apenas bom para aliviar dores musculares, é também uma delícia!

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Além das piscinas, o spa oferece um monte de terapias. Fizemos uma massagem cada um. Eu fiz a Aix Spa Therapy (com jatos de água) e o Vagner experimentou (pela primeira vez na vida) uma massagem relaxante. A cara do bichinho foi a melhor… Totalmente extasiado!!!

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Fizemos de tudo um pouco na cidade fumegante! Não é uma cidade linda e nem particularmente charmosa, mas é extremamente turística por concentrar muitos atividades num único local. As atividades geotermais são o grande chamariz!

Se a viagem for de longa duração (mais de 2 meses), vale a pena gastar uma semana por lá, porém, prepare seu bolso, já que até para conhecer os vales custa caro.

 

Bárbara Rocha

Bárbara Rocha

Melhores Momentos da vida - Nômades Digitais at Alcantelado & Rocha
Jornalista e produtora cultural, desistiu de esperar ser rica um dia para ir atrás do sonho de conhecer todos os países do mundo. Fanática por livros, gastronomia, música e filmes. É sócia da agência Alcantelado & Rocha e nômade digital.
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